La force des choses
12.9.10
8.8.05
Chariots of Fire

Naves que são feitas de fogo (Space.com)
Rir é arriscar a parecer doido.
Chorar é arriscar a parecer sentimental.
Estender a mão é arriscar o compromisso.
Mostrar os sentimentos é arriscar a expor-se.
Dar a conhecer as ideias, os sonhos, é arriscar a ser rejeitado.
Amar é arriscar a não ser retribuído.
Viver é arriscar a morrer.
Ter esperança é arriscar a desesperar.
Tentar é arriscar a falhar.
E no entanto há que arriscar,
Porque o maior perigo da vida está em não arriscar.
Aquele que não arrisca nada,
Não faz nada,
Não tem nada,
Não é nada…
Pode evitar o sofrimento e o desgosto,
Mas simplesmente não pode aprender, sentir, mudar, crescer, amar, viver.
Acorrentado pelas suas certezas não passa de um escravo: deitou fora a Liberdade
Só quem arrisca é livre.
(não consegui saber quem escreveu isto; origem anglo saxónica)
Etiquetas: cosmos, filosofia, viver
6.8.05
Traveller’s tales: Pulsar

Bret Little / Space.com
A impressionante explosão de uma Super nova ejecta para o espaço a maior parte da matéria estelar percursora.
O que resta é um núcleo de neutrões quentes, ligados entre si pelas forças nucleares, um núcleo atómico maciço, um sol com 30 km de diâmetro, minúsculo fragmento estelar, encolhido, denso, mirrado, uma estrela de neutrões em rápida rotação.
A estrela de neutrões no centro da nebulosa do Caranguejo é um imenso núcleo atómico, mais ou menos do tamanho de Manhattan, com trinta rotações por segundo.
Os electrões do campo magnético rotativo emitem feixes de radiação, não só em frequências rádio mas também em luz visível.
Se a Terra ficar, por acaso, no caminho do feixe de raios desse farol cósmico, vemo-lo brilhar em cada rotação.
Pulsando e tiquetaqueando como um metrónomo cósmico, os pulsares medem o tempo muitíssimo melhor que o mais exacto dos relógios vulgares.
Carl Sagan, Cosmos 1980
Etiquetas: cosmos
Traveller’s tales: Super Novae

Bret Little / Space.com
Quando os astrónomos antigos viam no céu uma estrela brilhante, que lá não estava antes, designavam-na por pela palavra latina Novae.
Quando o brilho era muito grande chamavam-lhe Super Novae.
Os nomes ficaram apesar dos objectos designados terem hoje pouco em comum.
O preliminar essencial para uma explosão de Super Nova é a geração, por fusão de silício, de um núcleo de ferro maciço.
Sob enorme pressão, os electrões livres no interior estelar são forçados a unirem-se aos protões dos núcleos de ferro, e as cargas eléctricas iguais e opostas anulam-se entre si.
O interior da estrela transforma-se num único núcleo atómico gigantesco, ocupando um volume muito mais pequeno que os electrões e os núcleos de ferro percursores.
O centro explode violentamente, o exterior ressalta e daí resulta uma explosão de Super Nova.
Uma Super Nova pode ser mais brilhante que a irradiação combinada de todas as outras estrelas da galáxia em que se encontra.
Carl Sagan, Cosmos 1980
Etiquetas: cosmos
4.8.05
Cosmos 6: Placed over a finger of Orion's Arm

The busy center of Lagoon Nebula ( Michael Sherick / Astronomy Picture of the Day)
É hoje muito claro que vivemos a cerca de 30.000 anos-luz do centro da Galáxia, nas franjas de um braço em espiral, onde é relativamente esparsa a quantidade de estrelas.
Perto do centro da Via Láctea poder-se-ia ver à vista desarmada milhões de estrelas brilhantes, em contrate com os nossos poucos milhares de delas.
O nosso Sol ou sóis bem podiam pôr-se, que a noite nunca chegaria.
(Carl Sagan, Cosmos 1980)
Etiquetas: cosmos
3.8.05
Cosmos 5: One voice in the Cosmic Fugue

Todos os seres orgânicos que já vivem sobre a Terra descendem provavelmente de uma única forma primordial, na qual a vida foi insuflada pela primeira vez.
Há grandeza nesta visão da vida, que diz que, enquanto este planeta foi girando de acordo com a lei imutável da gravidade, um sem número de formas, belas e fascinantes, evoluíram e continuem a evoluir.
(Charles Darwin, A origem das espécies, 1859)
Cada sistema estelar é uma ilha no espaço, afastada dos seus vizinhos pelos anos-luz.
Imagino criaturas a despertar para os primeiros vislumbres de conhecimento em inúmeros mundos, todas elas partindo do princípio de que o seu planeta insignificante e um punhado de sóis desprezíveis são tudo o que existe.
Crescemos no isolamento.
Apenas lentamente aprendemos a conhecer o Cosmos.
Até agora só ouvimos a voz da vida num pequeno planeta.
Mas pelo menos, começámos finalmente à escuta de outras vozes na grande sinfonia cósmica
Carl Sagan, Cosmos (1980)
Etiquetas: cosmos
1.8.05
Cosmos 4: The backbone of night

LISA will be the first space-based mission to attempt the detection of gravitational waves. These are ripples in spacetime that are emitted by exotic objects such as black holes (space.com)
A racionalidade do Grande Arquitecto:
Se vivêssemos num planeta onde nada mudasse, pouco teríamos que fazer.
Não haveria nada a compreender.
Não haveria necessidade da ciência.
E, se vivêssemos num mundo imprevisível, onde as coisas mudassem ao acaso ou de forma muito complexa, não teríamos possibilidade de esclarece-las.
E, uma vez mais não haveria Ciência.
Mas vivemos num universo intermédio onde as coisas mudam, de facto, segundo padrões, regras, ou como nós lhes chamamos, leis da Natureza.
Se eu atirar um pau ao ar ele cai sempre, e é por isso que é possível compreender as coisas.
Carl Sagan, Cosmos (1980)
31.7.05
Traveller’s tales: Sedna

Sedna, the Inuit Goddess of the Sea (nasa.gov)
An artist's concept of the newly discovered planet-like object, dubbed "Sedna."
The Sun appears as an extremely bright star instead of a large, warm disc observed from Earth.
In the distance is a hypothetical small moon, which scientists believe may be orbiting this distant body.

Diâmetros planetários comparados (astrosurf.com)
Etiquetas: cosmos
30.7.05
Cosmos 3 : Travels In Space and Time

A estação orbital Freedom com a Lua e Marte em fundo, pintada por Alan Chinchar. Foi projectada nos anos 90, como estação habitada permanente, pelos Estados Unidos, Canada, Japão mais nove nações europeias; Percursora da International Space Station (ISS) actual, cuja construção tem sido atrasada pelos acidentes dos Space Shuttles. (space.com)
Não sei se as estrelas são fogueiras no Céu ou buracos numa pele através dos quais a chama do poder nos observa cá em baixo.
Umas vezes penso uma coisa, outras vezes outra.
Uma vez pensei que não havia fogueiras nem buracos, mas algo demasiado difícil para a minha compreensão.
Tomara saber qual é a verdade.
Não gosto de não saber.
(Homo no alvorecer da inteligência)
Embarcámos para a nossa viagem cósmica com uma pergunta que foi feita pela primeira vez nos alvores da nossa espécie e repetida geração após geração, sempre com o mesmo fascínio: o que são as estrelas?
Somos por natureza exploradores.
Começámos como viajantes, e viajantes continuamos a ser.
Já demorámos o suficiente nas praias do Oceano Cósmico.
Temos de zarpar… a caminho das estrelas.
Carl Sagan, Cosmos (1980)
Etiquetas: cosmos
29.7.05
Cosmos 2 : The shores of the Cosmic Ocean

space.com
It's full of stars (2001: A Space Odyssey)
Ninguém viveu mais que um nado-morto.
Matusalem morreu jovem.
O Céu e a Terra são tão velhos como eu.
Carl Sagan, Cosmos (1980)
28.7.05
Cosmos: a personal voyage

space.com
Amámos demasiado as estrelas para recearmos a noite.
(Epitáfio dos astrónomos)
Apesar dos problemas surgidos com alguns instrumentos que pareciam não estar a funcionar perfeitamente, pudemos finalmente partir no Canadian Arrow.
Carl Sagan, Cosmos (1980)
Etiquetas: cosmos
7.5.05
Provocação aos Illuminati

Rick Doble photos
Génesis
No princípio Deus criou os céus e a terra.
E a terra era sem forma e vazia;
E havia trevas sobre a face do abismo;
E o Espírito de Deus movia-se sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz.
E houve luz.
(Primeiro livro de Moisés, séc. VII a.c.?)
Principia 1687
O espaço absoluto sem relação com as coisas externas, permanece por sua natureza sempre idêntico e imóvel.
O tempo absoluto, considerado em si, na sua natureza própria e sem relação com as coisas externas, decorre uniformemente e chama-se também duração.
(Isaac Newton)
Criação Contínua 1948
O Universo não teve início nem terá fim e a sua densidade permanecerá constante porque a matéria é criada constantemente nos espaços vazios entre as estrelas; o movimento de afastamento, especialmente das galáxias distantes, mais fortemente submetidas à Constante de Hubble, são resultado da criação de novos átomos de hidrogênio, por efeito da gravidade do próprio Universo.
(Fred Hoyle, Teoria do estado estacionário ou Criação Contínua)
Big Bang 2005
No princípio era o Nada.
Um nada tão profundo que desafia a compreensão humana.
A nossa história começa quando não havia espaço nem tempo.
Do nada surgiu uma pequena centelha de luz brilhante.
Era quase infinitamente quente.
Dentro desta bola de fogo estava todo o espaço.
Com a criação do espaço teve lugar o nascimento do tempo.
O grande relógio cósmico começou a funcionar há cerca de 13 mil milhões de anos.
(Heather Couper e Nigel Henbest, Big Bang, Dorling Kindersley, London 1997)
Então afinal fez-se luz...
Mas porque não continuou o nada original a ser o que era?
Não estaríamos todos mais sossegados?
Etiquetas: ciencia, cosmos, filosofia, religião
7.4.05


