Um Depechemode bem tangueado. Começar menos mal 2008
Words like violence, break the silence
All I ever wanted, all I ever needed, is here in my arms
Words are very unnecessary, they can only do harm!
(enjoy the silence)
Etiquetas: depeche mode, musica, tango
Mil egos à solta
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A blogosfera, apesar de estar em expansão, continua a ser um fenómeno de minorias. Mas consegue dar uma interessante amostra da nossa vida intelectual e cultural - não somos sofisticados em linha, se somos trogloditas cá fora - reflectindo as grandes pulsões da Polis nos nossos dias: a sociedade espectáculo e a demagogia.
Jpp releva a desvalorização da palavra escrita em relação à imagem em movimento, como sendo uma marca do tempo actual, recordando-me as proféticas “Seis propostas para o próximo milénio” de Ítalo Calvino: a leveza, a rapidez, a exactidão (nesta falhamos, muito), a visibilidade, a multiplicidade...
A blogosfera é “uma câmara de ressonância da pobreza da nossa vida cívica”, mas “com a diferença que nos blogues o retrato é mais brutal porque mais arrogante e mais solto”; selvática diria eu... uma visão anti-rousseau.
Por outro lado, os blogues além de reflectirem cultura, também fazem mudar.
Jpp crê identificar uma nova “cultura de blogue”, superficial e feita de pouco mais do que leituras na “net”.
Para ilustrar os efeitos do fenómeno, Jpp socorre-se do velho mas sempre presente Eça: "Juízos ligeiros, vaidade, intolerância – eis três negros pecados sociais que moralmente matam uma sociedade!
Maneira superficial, leviana e atabalhoada de tudo afirmar, de tudo julgar."
Jpp refere razões egoístas com regras de jogo próprias, afirmativas, assentes num envolvimento fortemente narcísico e auto complacente.
De facto sobressaiem elementos desses, no conteúdo e na forma de cada blogue, até nos pormenor, como o de fechar ou abrir da caixa de comentários, por exemplo.
No meu caso reconheço duas forças de atracção como o narcisismo por um lado e a necessidade reconhecimento externo por outro. No entanto, e aqui contesto Jpp, a blogosfera também nos ajuda a construir; ou porque obrigou a uma ética, que por mim tento que seja cristã, paciente, tolerante e não egoísta – evitando escrupulosamentea agressão gratuíta – nisso superando mesmo o meu comportamento na vida real; ou porque obrigou a estudar antes de editar, a cuidar um mínimo do que se escreve, e também nesse sentido ao saber e à disciplina.
A este propósito dizia Calvino sobre a Multiplicidade: (…) quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinação de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objectos, um catálogo de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis.
Etiquetas: blogs, comunicação, pacheco pereira
As Benevolentes ou a recusa da má consciência
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Les Bienveillantes de Jonathan Littell (pág. 26)
(...) Continua a ser para mim um mistério.
O facto de se organizarem assassinatos maciços, o facto de que uma pessoa possa matar outra, é que acho estranho, raro, que enquanto aqui estamos alguém possa estar a torturar, num qualquer sotão, um ser humano.
(...) parece-me estranho que na cabeça dessa gente possa caber a possibilidade de amar os filhos, a familia e ao mesmo tempo torturar os seus semelhantes ou filhos de outros. Tentei analisar e ver através dos olhos de Max (...)
Jonathan Littel (Prémio Goncourt 2006) em entrevista no ípsilão do Público de 28 Dezembro 2007
Etiquetas: ler, littel, nazis, politica
Benazir Bhutto 1953-2007
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O Islão radical* é uma deriva de fanatismo religioso, milenar, misantropa, misógina, anti-cristã, anti-semita, triunfalista, terrorista e suicida.
É um totalitarismo de sabor islâmico.
Dizia um tal Omar Bakri Mohamed numa entrevista à Publica em 18 de Abril de 2004: “Maomé disse: eu sou o profeta da misericórdia. Mas também disse: eu sou o profeta do massacre. Maomé disse mais: Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo.Não é portanto uma questão de matar. É rir quando se está a matar”
Estas novas bestas têm todo o mundo por morada.
O seu campo de acção é onde a sua vontade decidir rebentar.
São nómadas de um novo tipo. Vagueiam e atacam, desde a América às Filipinas, desde o Afeganistão ao Iraque, da Arábia Saudita à Indonésia, da Espanha ao Paquistão, virtualmente em qualquer parte.
Este negrume de ódio não tem fixidez, é fluído, é transnacional, e associa grupos e indivíduos. Não necessita de unidade no comando, nem de comunicação permanente. Aquilo que os liga é um Islão radical, mas o que verdadeiramente os inspira é o ódio. Um ódio antigo a tudo o que tenha o mais leve cheiro a modernidade ou ao Ocidente infiel.
No vale do Indo uma ditadura militar está em desespero.
Na angústia da perda veio-lhe a ilusão de "virar" numa espécie de liberdade – nem eles sabem qual…
Mas desespera, teme soltar a fera. Suplicou o carisma de uma mulher política.
A mais bonita e valente entre elas aceitou vir ao que ainda resta dessa pátria em desagregração.
Arriscou... e hoje, perdeu.
Hoje, mais uma vez, ganhou a odiosa lei medieval que afirma a exclusão.
Hoje, mais uma vez, os fanáticos puniram os "fracos", e a "bondade" dos puros iluminou a decadência dos "degenerados".
Só que… estas vitórias macabras trazem consigo o gérmen da sua própria destruição, acreditem. São só um longo, mas doloroso estertor.
Etiquetas: islão, oriente, politica
Prova de vida
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P'ralém deste retiro, quase nada vi nem ouvi.
Há quem diga que o quotidiano anda de feição para os cegos e para os surdos.
Que nada perdem. Que só podem ter a ganhar.
Mesmo assim houve luzeiros do hiperespaço que vieram cá saber de mim.
Confesso-me grato por essas visitas. Ainda p'raqui vou rangendo :)
E muito Boas Festas
Etiquetas: viver