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La force des choses
13.4.10
 
Para que serve um submarino?

No passado dia 31 de Março, o Jornal das Nove da SIC de Mário Crespo, teve forçosamente de abordar o caso de corrupção na aquisição dos submarinos para a Marinha Portuguesa. Era o caso do dia, e o tema incómodo, logo era notícia. O Governo, deu a ideia, por declarações apenas, que havia intenção de investigar, denunciar contratos, moralizar e punir (seria a primeira vez...). Tento aqui o meu atrevido contributo para uma informação imparcial, sem ter como missão diabolizar e caluniar a decisão da aquisição dos submarinos.
Para que serve um submarino?
1-Recolhe informações, úteis à segurança do Estado, sem ser visto, usando sensores ópticos, acústicos e electromagnéticos ou seja, periscópios, sonares e radares.
2-Controla o tráfego marítimo, distinguindo muito facilmente o que é civil do que é militar (de qualquer país) e o que é navio de superfície do que é submarino, a distâncias consideráveis e sem precisar de se mostrar (vir à superfície), portanto sem denunciar a sua presença.
3-Recolhe ou coloca pessoas, civis ou militares, em qualquer costa do Atlântico e parte do Indico, em segredo e segurança, permitindo levar a cabo missões de resgate vitais para o Interesse Nacional e para a segurança de Portugal.
4-Escolta e protege unidades civis e militares que naveguem à superfície, ou estruturas permanentes ou móveis (plataformas, trabalhos de prospecção e investigação científica etc.).
5-Tem uma considerável capacidade de dissuasão pois tem uma enorme capacidade destrutiva, vulgo, “poder-de-fogo”.
6-Os seus equipamentos de detecção, sensores e capacidade de cartografar o fundo marítimo para navegação, permitem-lhe também a localização: de navios afundados, de destroços, de pontos de impacto de aeronaves na água (acidentes).
7-Em alguns casos, têm a capacidade de colocar mergulhadores e levar a cabo missões de salvamento subaquáticas, assim como missões de sabotagem e de guerra, fim primeiro da sua existência.
8-Têm a capacidade de potenciar o papel das unidades de superfície, tornando desnecessária uma vasta frota de combate (uma vasta frota é também vulnerável e cara de operar, guarnecer e manter).
9-Um submarino é eminentemente um navio de combate, mas como todos os navios de combate, a exemplo das fragatas, pode executar outras missões, nomeadamente apoio à vida / trabalho no mar e salvamento - os navios não-combatentes são limitados em todas as outras capacidades e missões, executando bem apenas aquelas para as quais foram pensados.
10-Este ponto pretende ser um resumo: Os submarinos salvaguardam bens materiais e vidas humanas, sobretudo de militares (homens de carne-e-ôsso) que naveguem ao serviço de Portugal, e que não são marcianos mas portugueses. Enviar, numa qualquer missão oceânica, destinada a apoiar interesses de Portugal e/ou a proteger vidas de portugueses em trabalho ou em missão noutro qualquer país costeiro (exemplo, Guiné em 1998), enviar pois, homens a bordo de navios que ostentem a Bandeira Nacional não deverá ser um acto irresponsável. Não se enviam navios desprotegidos ou desarmados para lado nenhum. Sem submarinos a Marinha precisará sempre de protecção alheia, não terá autonomia nas decisões políticas e estratégicas ou para o que quer que seja; precisaremos sempre de pedir licença - ou socorro - a alguém e isso tem custos: Portugal deixará de controlar minimamente as suas águas, com credibilidade, e tornar-se-á irrelevante.

Perante esta enumeração das capacidades da arma submarina, é imperativo que o governo, e outras entidades que zelam, ou deviam zelar, pelo Superior Interesse na Nação (a médio e longo prazo, e não gerindo calendários eleitorais) respondessem em público às seguintes perguntas:
A – Está o Governo de Portugal empenhado em conservar a capacidade, que só os submarinos permitem, de obter e recolher informações, de maneira discreta e autónoma, que são vitais para a segurança da República e dos homens e mulheres que nos representam dentro e fora do território nacional? Ou simplesmente quer evitar cobardemente que se fale nisto?
B – Está o Governo interessado em ter a capacidade de saber quem navega nas nossas águas, tanto à superfície como abaixo dela, e saber o que lá fazem e porquê? Ou pelo contrário, está disposto a abdicar da capacidade de saber se estão a fazer cemitérios clandestinos de produtos tóxicos e/ou radioactivos por meios submarinos estrangeiros?
C – Quer o Governo conservar a capacidade de colocar ou extrair pessoas, em caso de necessidade, de qualquer ponto de qualquer costa atlântica, defendendo o interesse e a segurança nacionais? Ou, pelo contrário, quer deixar cair, de forma irresponsável, essa capacidade e assim atingir estrondosamente a total e humilhante dependência dos nossos “parceiros da união”, que manifestamente nos adoram?
D – Está o Governo, sim ou não, empenhado em ter a capacidade submarina de apoiar e proteger as nossas unidades de superfície, trabalhando com elas em equipa, sejam elas fragatas, navios-patrulha, navios reabastecedores, navios hidrográficos e de pesquisa científica, unidades auxiliares da marinha ou também embarcações civis que honestamente desenvolvem a sua ingrata actividade? Se “não”, como vai o Governo justificar ou explicar, que as vidas dos marinheiros civis e militares assim como os navios que ostentam a Bandeira de Portugal são coisas descartáveis?
E – Será que ninguém repara que alguns dos nossos mais desleais adversários são nossos “parceiros” na União Europeia e que estes rejubilarão se perdermos a nossa capacidade submarina, aparecendo logo fazendo-se necessários, tomando assim o nosso legítimo e antigo lugar no mar? Que diz o Governo da constante tentativa de assalto às nossas águas oceânicas e às suas riquezas naturais e minerais?
F – Porque será que quase todos os países oceânicos prosseguem ferozmente o seu reequipamento submarino e o Governo está disposto, bacocamente, a ouvir “recomendações” desses mesmos países (europeus) no sentido da rejeição dos nossos submarinos?
G – Quer o Governo conservar o muito necessário controlo sobre o “nosso oceano”, mantendo Portugal como uma nação forte e digna, ou quer, pelo contrário, caminhar a passos largos para a irrelevância total e dar o país em “outsourcing” (porque não privatizar a polícia ou vender o Ministério Público a estrangeiros, que certamente poderiam dizer que “vocês não são eficazes a investigar o crime”?); Qual é o limite do aceitável para os políticos?
Mário Freire

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