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La force des choses
4.2.10
 
A revolução de 1910: os actores
Fazer vingar a causa do povo em Portugal é operar uma obra de prodígio. O povo não está feito. É fazê-lo. Não é ressuscitá-lo. Ele nunca existiu. Na realidade é dar-lhe nascimento e mostrá-lo à própria nação assombrada, como um homem novo e sem precedentes.
(João Chagas, Cartas Políticas, 12 de Abril de 1909, citado por Pulido Valente)

Mais do que programas de governo, os republicanos eram portadores de um projecto de transformação fundamental da Humanidade. Descendentes directos das “luzes”, acreditavam que através da “educação” podiam criar um novo homem – ideia que os marxistas retomarão, com base numa classe específica e, talvez, maior dose de realismo… mas também não os ajudou muito. Seja como for, a citação de João Chagas transmite bem a arrogância com que os filhos das “luzes” resolveram terraplenar as crenças antigas, para reconstruir o homem do povo. Claro está, que nesta perspectiva, o povo não contava como actor, pois nem existia; no seu lugar só existia uma massa bruta que por vezes, com repulsa, se designava por a “canalha”.
Em compensação, o “poder”, isto é, os actores políticos institucionais em Outubro de 1910, seriam vários. Desde logo o rei, o governo e as Cortes; para lá destes, as duas organizações perenes da nação portuguesa, a Igreja Católica e o Exército. Em seguida, a oposição ao regime, o Partido Republicano e uma organização, nessa época incontornável, a Carbonária Portuguesa. Contudo, segundo Pulido Valente, decisivas de facto, só foram a abstenção do Exercito e a acção da Carbonária.
O jovem rei Manuel II, diz-nos Pulido,
ao contrário do pai, não era senhor de si. Era um adolescente ingénuo que se deixava usar. O prestígio de Carlos fundava-se na sua independência, mas por detrás de Manuel espreitavam os detestados políticos do Rotativismo. As Cortes e o Governo, pouco relevo tiveram também, porque ao contrário do que se pensava, não tinham o apoio do Exército.
Quando depois do assassínio de Carlos, os partidos rotativos voltaram ao poder, resolvidos a acalmar o país, a oficialidade considerou a “acalmação” uma retirada cobarde. De 1908 em diante, os partidos “históricos” sofreram mais divisões e conflitos internos do que nunca e as Cortes tornaram-se ainda mais desordeiras e impotentes, enquanto o PRP a pouco e pouco emergia como a única alternativa ao caos. A constituição do governo de Teixeira de Sousa, em Julho de 1910, destruiu as últimas razões que a oficialidade ainda poderia ter para defender o regime, visto que, de modo geral, achava o homem, “um aliado dos republicanos”. (in O Poder e o Povo)

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