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La force des choses
15.2.10
 
A revolução de 1910: a Carbonária Portuguesa
Segundo Pulido Valente, a origem da organização secreta - também conhecida por Floresta ou por Sociedade – não se distingue com especial clareza na confusa historia das associações secretas que a partir dos anos 90, surgiram em Lisboa, juntando desde anarquistas individualistas a puros republicanos.
Entre 1900 e 1902 os anarquistas dividiram-se em duas facções: os puritanos e os intervencionistas. Enquanto os primeiros condenavam qualquer colaboração com o PRP os segundos tencionavam mudar o partido por dentro, transformando-o num partido revolucionário.
Parece ter sido a partir desses princípios intervencionistas que em 1850, o bibliotecário Luz de Almeida organizou uma dezena de grupúsculos clandestinos, compostos por elementos pequeno-burgueses, mas pouco depois abertos a “todos as classes sociais”. Conforme o próprio Luz de Almeida reconheceu a estrutura da CP não passava de uma cópia do modelo italiano. A unidade básica era um canteiro de cinco homens. Quatro chefes de canteiro constituíam uma choça, quatro chefes de choça uma barraca, quatro chefes de barraca uma venda, e por fim os chefes da venda elegiam uma única Alta Venda de três membros, que dirigiria a Floresta inteira. Os membros da sociedade tratavam-se por primos e aos estranhos pagãos. Havia quatro categorias hierárquicas: rachadores, carvoeiros, mestres e mestre-sublimes. Só os mestres acediam às barracas e às vendas e só os mestre-sublimes à Alta Venda.
A CP era um genuíno movimento popular, conforme Pulido Valente prova, numa amostra exaustiva de carbonários presos entre 1908 e 1910. Em 400 primos, 44% pertenciam às classes trabalhadoras, 14% às camadas baixas da pequena burguesia e 34% às camadas médias.

Não apenas porque era a CP popular, mas também porque era uma “sociedade secreta”, os intelectuais do PRP nunca conseguiram nela exercer influência significativa. A CP não precisava de gente “educada”, nem lhe interessavam oradores panfletários: os mestre-sublimes como Luz de Almeida e Machado dos Santos não tinham o estilo rebarbativo do demagogo republicano. Prosperavam na sombra, conspiravam pelas tabernas e cultivavam o anonimato; em 5 de Outubro ninguém os conhecia.
Como todas as organizações do género, entre 1896 e 1906 a CP viveu numa mediocridade resignada. Mas a ditadura de João Franco e o escândalo dos “adiantamentos” criaram um clímax de agitação que, a partir de 1907 permitiu o seu rápido desenvolvimento. Em Janeiro, as choças de Lisboa atingiam 8.000 membros e as do Barreiro, Almada e Setúbal cerca de 2.000. Machado dos Santos mandou cada carbonário arranjar um primo no Exercito. No princípio de 1909 já se contavam centenas de primos na guarnição da capital. No verão de 1910, a Policia monárquica informou que os bons primos eram entre 8.000 e 10.000. Luz de Almeida fala em 34.000 no Outono de 1909.

(tirado de Vasco Pulido Valente, O Poder e o Povo 1974)

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