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La force des choses
14.6.08
 
1940 o espectro da derrota

Mr. President: I thank you for having published in America the message I sent you on June 10. I told you then that for six days and six nights our troops had been fighting without an hour of respite, and at one against three, with war material five times less powerful.
Four days of bloody fighting have gone by since then. Our army is now cut into several parts. Our divisions are decimated. Generals are commanding battalions. The Reichswehr has just entered Paris. We are going to attempt to withdraw our exhausted forces in order to fight new battles. It is doubtful, since they are at grips with an enemy which is constantly throwing in fresh troops, that this can be accomplished.
At the most tragic hour of its history France must choose.Will she continue to sacrifice her youth into a hopeless struggle ?
(...)
The only chance of saving the French nation, vanguard of democracies, and through her to save England, by whose side France could then remain with her powerful navy, is to throw into the balance, this very day the weight of American power. It is the only chance also of keeping Hitler, after he has destroyed France, and then England from attacking America thus renewing the fight of the Horatii against the three Curiatii.
I know that the declaration of war does not depend on you alone. But I must tell you at this hour, so grave in our history as in yours, that if you cannot give to France in the hours to come the certainty that the United States will come into the war within a very short time, the fate of the world will change. Then you will see France go under like a drowning man and disappear after having cast a last look towards the land of liberty from which she awaited salvation.


Telegrama do primeiro ministro francês, Paul Reynaud, ao presidente Franklin Roosevelt, hoje

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Comments:
Patética e dolorosa mensagem, que o "colaboracionista" Petain não subscreveria.
 
Talvez não, Jrd. Confesso que não imagino. Desconfio que o colaboracionismo se desenvolveu só após a derrota, quero acreditar que, antes disso, havia menos traição.
Somos humanos e só alguns escapam à “norma”…
Mas a respeito do colaboracionismo … já agora, partilharei consigo algumas ideias, tudo isto me confrange, como já lhe disse.

Uma vez, numa aula, um professor, que aliás muito estimo, teceu a teoria de que a França permitiu e aceitou a derrota, porque no fundo era fascista. Baseava-se num livro, também complicado para mim, porque admiro o escritor (morto pela Gestapo em 43, se não erro): L’Étrange Défaite, de March Bloch em 1940.
Esse livro serviu de base para a teoria de que as elites militar e politicas francesas entre guerras, voluntariamente não rearmaram a França face à expansão nazi; Bloch, combatente, prisioneiro e resistente, testemunhou, diz ele, o egoísmo e cinismo da época que levou a um materialismo (inclusive do sindicalismo) decadente e sem vontade de lutar. Daí terá surgido depois o “complot Pétain” e o colaboracionismo de Vichy. Após Dunquerque, a França ainda tinha um exército inteiro junto da linha Maginot, dizia o meu amigo professor, para concluir que o armistício fora já um início do colaboracionismo (realmente Pétain, assim que substitui Reynaud, rende-se logo), porque a França tinha um núcleo fascista.

Lembro-me de me insurgir em plena aula; então e os mortos? Então a resistance? Como se podia dizer aquilo, numa aula de universidade, sobre tantos que perderam a vida, e outros que a arriscaram corajosamente como Reynaud?
Mas em 2000 apareceu outro livro Mai-juin 1940, Défaite française, Victoire allemande - Sous l’oeil des historiens étrangers, de Maurice Vaïsse, Autrement - Mémoires 2000
Neste livro, que partiu de uma conferencia em 1997 do Centre d’Études de la Defense, que juntou historiadores e testemunhas dos acontecimentos de 1940, de ambos os lados, quebram-se vários mitos históricos – criados em parte por Berlim e Vichy e depois, lamentavelmente adoptados pela historiografia ocidental, mesmo anti-nazi.
Dois desses mitos abatidos são a propalada superioridade alemã – e da fantástica blitzkrieg – e a falta de combatividade francesa.
O exército francês, de facto, bateu-se bem e as suas perdas humanas são comparáveis à batalha de Verdun; o mito da cobardia, foi criado por Vichy, para limpar a imagem de alguma elite militar e culpabilizar todo um povo; o mesmo mito é depois transformado pelos vencedores em “colaboracionismo” de quinta coluna, já presente antes da derrota. Cobardia francesa, de qualquer forma…
Mas nem Gamelin, nem todos os generais franceses eram om imbecis que a propaganda de Vichy dizia. O que se terá realmente passado, terá sido que um pensamento estratégico pesado e inadaptado (francês), herdeiro da I guerra mundial, foi confrontado com um dinamismo algo caótico (alemão), de uma situação militar extremamente fluida, e a anos-luz das “regras” de 1918.
Mas também do lado alemão, esteve-se longe da lenda da “guerra relâmpago”, designação aliás inventada pela propaganda de Goebbels, e que nunca correspondeu a uma estratégia concreta. Testemunhos das divisões blindadas alemãs referem que a guerra rápida a que se assistiu, se deveu, não a Hitler e ao alto comando alemão, que aliás inundavam a frente com mensagens medrosas de travagem da ofensiva, mas a chefes militares, tácticos brilhantes e desobedientes, como Guderian e Rommel.

Voltando à França fascista, criou-se uma espécie de síndroma de Vichy na Historiografia francesa, que ainda hoje é visivel. Os maiores historiadores deste período francês são anglo-saxónicos. Quando são franceses, perdem-se muitas vezes em análises sociológicas e específicas sem tocarem o fundo da ferida.
Eu creio, e a minha opinião vale o que vale, que existem (ou melhor, exisitiam) três franças; uma vermelha jacobina, outra branca pró fascista e entalada no meio, uma França parlamentar com derivas permanentes para cesarismos (Napoleões, De gaulle, e o que ainda veremos). Após o desastre, a rendição impunha-se para poupar vidas e destruição, mas não creio que tenha sido propositado e dói-me a injustiça feita ao extraordinário exército que aguentou a aviação e os panzer alemães durante aquelas terríveis semanas. Só quem passou aquilo saberá… lembro-me por exemplo, da valorosa resistência dos cadetes de Saumur, fracamente armados.
Após a rendição, aí foi evidente o colaboracionismo, mas de muito mais gente do que supomos. Poucos terão sido os que resisitiram no interior (claro que em Ingalterra, havia muitos em torno de De Gaulle); após os desastres alemães na Rússia, aí sim, aí motivada, começou a organizar-se a resistência a sério… mas antes. Lembro por exemplo, o famoso esquerdista “mon ami” Miterrand que depois de ter fugido de um campo de prisioneiros de guerra, foi funcionário publico de Vichy e até condecorado com a “indecorosa” ordem da Fancisca (aliás, como o direitista democrata e pai da constituição europeia, Giscard D’Estaing); quando a Alemanha começou a perder a guerra, Miterrand passou de servir Vichy à “resistance”… mas só depois.
Mas acabo esta lengalenga, concordando com o meu amigo Jrd, o velho Pétain e muitos franceses, após a derrota de 40, transformaram-se em admiradores da Ordem Nova – lembro também de onde veio a famosa entrevistadora de Salazar, foi de Vichy - Mas Pétain e os que encabeçaram Vichy, enganaram-se, apostaram no cavalo errado, e foram bodes espiatórios de muito mais gente. Que teria eu feito? A paz, mesmo podre e cobarde, é muitas vezes a opção.
 
:) mil desculpas Jrd... espalhei-me demais...
um abraço
 
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