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La force des choses
2.2.09
 
Feliz o pobre de espirito!
O que é belo, não é ser privado, nem mesmo privar-se, é não sentir a privação.
O acto pelo qual a alma se abre, tem como efeito ampliar, e elevar à pura espiritualidade, uma moral aprisonada e materializada em formulas.

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25.1.09
 
Penso que me é permitido concluir como um facto estabelecido pela história moderna que toda a gente, ou quase, num conjunto de circunstancias dadas, faz o que se lhe diz que faça; e, peço desculpa, há poucas probabilidades de ser o leitor a excepção, tal como eu não a fui.
Se nasceram num país ou numa época em que não só ninguém aparece para matar as vossas mulheres, os vossos filhos, mas em que ninguém aparece também para vos dizer que matem as mulheres e os filhos dos outros, dêem graças a Deus e vão em paz.

Mas mantenham sempre presente no espírito esta ideia: talvez tenham tido mais sorte do que eu, mas nem por isso são melhores do que eu. Porque no momento em que tenham a arrogância de pensar sê-lo, aí começa o perigo.
Jonathan Littell, As benevolentes, Dom Quixote 2007

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3.12.08
 
Para que tudo mude é preciso que algo permaneça, um Centro;
São eras sobre eras, tempos atrás de tempos, e não há mais que andar na circunferencia de um círculo que tem a Verdade no ponto que está no centro.

Dispersão ou Eterno Retorno?

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23.4.05
 
Please hear what I’ m not saying
Não te deixes enganar por mim.
Não te deixes enganar pela cara que eu uso.
Porque eu uso uma máscara, mil caras,
Máscaras que eu tenho medo de tirar,
E nenhuma delas sou eu.
Finjo que é tudo natural
Mas não te deixes enganar.


Por amor de Deus não te deixes enganar.
Dou-te a impressão que sou seguro,
Que o Sol brilha e que tudo está bem,
Tanto por dentro como por fora,
Que sou todo confiança e calma,
Que as águas estão calmas e tudo está sob controlo,
Que não preciso de ninguém,
Mas não me acredites.

A superfície pode parecer suave, mas a superfície é a minha máscara,
Sempre mudando e sempre escondendo.
No interior não há complacência.
No interior há confusão, medo e solidão,
Mas eu escondo-o. Eu não quero que tu o saibas.
Entro em pânico quando penso na minha fraqueza,
no meu medo, a serem expostos.

É por isso que eu crio frenéticamente uma máscara atrás da qual me escondo,
Uma arrogante e sofisticada fachada,
Que me ajuda a fingir,
Que me esconde do olhar de quem sabe.

Mas esse olhar é a minha única salvação, e eu sei disso.
Isto é, se esse olhar for seguido de aceitação,
Se for seguido de amor.
É a única coisa que me pode libertar de mim próprio,
Dos muros da prisão que eu próprio construí,
Das barreiras que eu tão dolorosamente erigi.
É a única coisa que me garantirá aquilo que eu próprio não posso garantir,
Que eu realmente valho alguma coisa.

Mas eu não falo disto, não me atrevo, também tenho medo.
Tenho medo que o teu olhar não seja seguido de aceitação,
Que não seja seguido de amor.
Tenho medo que penses menos de mim, que te rias,
E o teu riso matar-me-ia.
Tenho medo que no fundo, eu seja nada, que simplesmente não preste,
E que tu vejas e me rejeites.

Então eu jogo o meu jogo, o meu desesperado e fingido jogo,
Com uma fachada de segurança por fora,
E uma trémula criança por dentro.
Então começa o brilhante mas vazio desfile de máscaras,
E a minha vida torna-se um fingimento.
Eu prefiro falar-te com os tons suaves da conversa superficial.
Eu digo-te tudo do que é realmente nada,
E nada do que é tudo,
Do que está a gritar dentro de mim.

Então, enquanto eu for avançando com o meu teatro,
Não te deixes enganar pelo que digo.
Por favor escuta com atenção e tenta ouvir o que eu não digo,
O que eu gostaria de ser capaz de dizer,
O que para sobreviver preciso de dizer,
Mas não sou capaz de dizer.

Eu não gosto de esconder.
Eu não gosto de jogar jogos superficiais e vazios.
Eu quero parar de jogar.
Eu quero ser genuíno e espontâneo, eu próprio,
Mas tens de me ajudar,
Tens de me estender a mão.
Mesmo quando isso parecer ser a última coisa que eu quero.
Só tu podes limpar dos meus olhos o olhar toldado de morto vivo.
Só tu me podes chamar para a vida,
Cada vez que fores amável e gentil e encorajador.

Cada vez que tentares entender-me porque realmente te interessas,
O meu coração começará a ganhar asas,
Pequenas asas,
Asas débeis,
Mas asas.
Com o teu poder de me tocar no sentimento,
Podes soprar vida em mim.
Eu quero que o saibas.

Eu quero que saibas quão importante és para mim,
Como podes ser um criador – um verdadeiro criador – da pessoa que sou.
Se assim escolheres.
Por favor escolhe, não me deixes para trás.

Eu não serei fácil.
Uma longa convicção de não valer nada constrói muros muito fortes.
Quanto mais te aproximares,
Mais cegamente poderei reagir.
É irracional, mas apesar do que os livros dizem dos homens,
Eu muitas vezes sou irracional.
Eu luto contra aquilo que mais ambiciono.

Mas têm-me dito que o amor é mais forte que os muros,
E aí reside a minha esperança.
Por favor tenta deitar abaixo esses muros
Com mão firmes
Mas ternas
Porque uma criança é muito sensível.

Quem sou eu, podes perguntar-te?
Sou alguém que conheces muito bem.
Porque eu sou cada homem que encontras,
e sou cada mulher que encontrares.


Charles C. Finn 1966

This really describes how I felt coming into AA.
I learned along the way that, although I wanted what you had, I was afraid of you, afraid to tell you what I needed - who I was.
I learned to pray - I didn't know what to - and then listen!
The answers came, but it was my responsibility to ask for them (prayer) and then look for the answer (listen).
Eventually, I found you wouldn't go away because of who I was, and was able to open up and let you in.
I am so grateful I was taught that.
I still listen to you speak, whether you have 20 years or 20 minutes.
As a speaker once said, "You never know where you will find the piece that just fits."
Charles L. Whitfield

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