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La force des choses
23.4.05
 
Please hear what I’ m not saying
Não te deixes enganar por mim.
Não te deixes enganar pela cara que eu uso.
Porque eu uso uma máscara, mil caras,
Máscaras que eu tenho medo de tirar,
E nenhuma delas sou eu.
Finjo que é tudo natural
Mas não te deixes enganar.


Por amor de Deus não te deixes enganar.
Dou-te a impressão que sou seguro,
Que o Sol brilha e que tudo está bem,
Tanto por dentro como por fora,
Que sou todo confiança e calma,
Que as águas estão calmas e tudo está sob controlo,
Que não preciso de ninguém,
Mas não me acredites.

A superfície pode parecer suave, mas a superfície é a minha máscara,
Sempre mudando e sempre escondendo.
No interior não há complacência.
No interior há confusão, medo e solidão,
Mas eu escondo-o. Eu não quero que tu o saibas.
Entro em pânico quando penso na minha fraqueza,
no meu medo, a serem expostos.

É por isso que eu crio frenéticamente uma máscara atrás da qual me escondo,
Uma arrogante e sofisticada fachada,
Que me ajuda a fingir,
Que me esconde do olhar de quem sabe.

Mas esse olhar é a minha única salvação, e eu sei disso.
Isto é, se esse olhar for seguido de aceitação,
Se for seguido de amor.
É a única coisa que me pode libertar de mim próprio,
Dos muros da prisão que eu próprio construí,
Das barreiras que eu tão dolorosamente erigi.
É a única coisa que me garantirá aquilo que eu próprio não posso garantir,
Que eu realmente valho alguma coisa.

Mas eu não falo disto, não me atrevo, também tenho medo.
Tenho medo que o teu olhar não seja seguido de aceitação,
Que não seja seguido de amor.
Tenho medo que penses menos de mim, que te rias,
E o teu riso matar-me-ia.
Tenho medo que no fundo, eu seja nada, que simplesmente não preste,
E que tu vejas e me rejeites.

Então eu jogo o meu jogo, o meu desesperado e fingido jogo,
Com uma fachada de segurança por fora,
E uma trémula criança por dentro.
Então começa o brilhante mas vazio desfile de máscaras,
E a minha vida torna-se um fingimento.
Eu prefiro falar-te com os tons suaves da conversa superficial.
Eu digo-te tudo do que é realmente nada,
E nada do que é tudo,
Do que está a gritar dentro de mim.

Então, enquanto eu for avançando com o meu teatro,
Não te deixes enganar pelo que digo.
Por favor escuta com atenção e tenta ouvir o que eu não digo,
O que eu gostaria de ser capaz de dizer,
O que para sobreviver preciso de dizer,
Mas não sou capaz de dizer.

Eu não gosto de esconder.
Eu não gosto de jogar jogos superficiais e vazios.
Eu quero parar de jogar.
Eu quero ser genuíno e espontâneo, eu próprio,
Mas tens de me ajudar,
Tens de me estender a mão.
Mesmo quando isso parecer ser a última coisa que eu quero.
Só tu podes limpar dos meus olhos o olhar toldado de morto vivo.
Só tu me podes chamar para a vida,
Cada vez que fores amável e gentil e encorajador.

Cada vez que tentares entender-me porque realmente te interessas,
O meu coração começará a ganhar asas,
Pequenas asas,
Asas débeis,
Mas asas.
Com o teu poder de me tocar no sentimento,
Podes soprar vida em mim.
Eu quero que o saibas.

Eu quero que saibas quão importante és para mim,
Como podes ser um criador – um verdadeiro criador – da pessoa que sou.
Se assim escolheres.
Por favor escolhe, não me deixes para trás.

Eu não serei fácil.
Uma longa convicção de não valer nada constrói muros muito fortes.
Quanto mais te aproximares,
Mais cegamente poderei reagir.
É irracional, mas apesar do que os livros dizem dos homens,
Eu muitas vezes sou irracional.
Eu luto contra aquilo que mais ambiciono.

Mas têm-me dito que o amor é mais forte que os muros,
E aí reside a minha esperança.
Por favor tenta deitar abaixo esses muros
Com mão firmes
Mas ternas
Porque uma criança é muito sensível.

Quem sou eu, podes perguntar-te?
Sou alguém que conheces muito bem.
Porque eu sou cada homem que encontras,
e sou cada mulher que encontrares.


Charles C. Finn 1966

This really describes how I felt coming into AA.
I learned along the way that, although I wanted what you had, I was afraid of you, afraid to tell you what I needed - who I was.
I learned to pray - I didn't know what to - and then listen!
The answers came, but it was my responsibility to ask for them (prayer) and then look for the answer (listen).
Eventually, I found you wouldn't go away because of who I was, and was able to open up and let you in.
I am so grateful I was taught that.
I still listen to you speak, whether you have 20 years or 20 minutes.
As a speaker once said, "You never know where you will find the piece that just fits."
Charles L. Whitfield

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Comments:
Voltei.Para retribuir o BomFimdeSemana. e adorei o "sítio". Voltarei para voltar a voltar.
 
:)
 
Como dizia o Pessoa " o poeta é um fingidor!"
 
...que finge sem saber que finge a dor que não sente mas que deveras inventa para fingir que inventa sabendo que sente o que às vezes finge...
 
Testemunho impressionante. Calculo q todos/as, de qd em vez, nos sintamos um pouco assim.

Olha, gostei do q li. Tb eu vim aqui para ficar. :)
 
Este texto antigo tem uma relação muito próximacom os Alcoólicos Anónimos (AA), no fundo com os problemas dos víciados (que hoje chamam adictos).

Acho que, uns mais fortes que outros, mas todos somos assim. E nunca sabemos qual a droga que nos vai lixar, nem a palavra que nos vai salvar,...the piece that just fits.
 
louvo a sabedoria. a sua. viver já é tão complicado não é? mas bom.
 
Uma descoberta! Obrigado.
 
uma ironia?
 
É parece mesmo . e o que se encontra tanto faz doer como sorrir.mas é mesmo assim.e ao que parece não temos outro mundo para o encontro. boa noite.
 
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