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La force des choses
1.12.08
 
1640
Em 1640 já o império de Filipe de Espanha estava ameaçado de desmembramento, pelas revoltas da Catalunha e de Lisboa, apesar da guerra dos Trinta Anos se ainda ter prolongado até 1648. Portugal estava pobre e fraco, na verdade já fora vitima de duas "mortes", o suicidio do Verão de 1578, em Alcácer Quibir, que liquidou a nação armada, e o que derrotou a nação maritima no mar da Mancha, porque a Invencivel Armada era todo o nosso poder naval.
E agora não teria de defrontar-se, como ao tempo de Aljubarrota, com a invasão de um exercito castelhano, mas com uma Espanha, cujo poder era acrescido pelos senhorios italianos e da Flandres, pelas riquezas das Indias Ocidentais, e pela força moral das vitorias militares sobre os luteranos.

Segundo a tese de Madrid, a Restauraçao portuguesa contou, sobretudo com o apoio francês, consequencia da situação internacional em plena guerra do Trinta Anos, mas também é facto que Portugal obteve um sucesso imediato com a adesão ao movimento restaurador das praças do Ultramar, excepçao feita a Ceuta. Sem essa adesao, a tentativa de entronizar o Duque de Bragança teria abortado.
Contudo, o mais importante para explicar a revolta terá sido a insurreição catalã, e a mobilização de 7.000 soldados portugueses, usados por Madrid às custas de Lisboa. Esta mobilização para uma guerra alheia, quando com os interesses portugueses sob ataque holandês no Ultramar, pondo em risco toda a actividade comercial da metropole, foi extermanete impopular.
A nobreza fixada no reino e o clero, sobretudo a Companhia de Jesus - não obstante a firmeza face a expansão protestante - foram os interpretes de um sentimento popular favoravel à Restauração. As adesoes rápidas à revolta em todo o reino, incluindo as terras de fronteira, dão a ideia de que os 40 conjurados de 1640 beneficiavam do apoio da nobreza rural, para além da debilidade do poder militar da imperial nas terras de Castela e Leão.
O poder português restaurado já nao se assemelhava ao da II dinastia, já nao correspondia ao lugar fronteiro da Cristandade, o dominio do Indico estava perdido, o da Africa quase limitado aos presidios da costa, e com o abandono do Oriente oferecia pouco. Na Europa, a exiguidade e pobreza do territorio, a falta de braços originada pelos empreendimentos ultramarinos, e as devastaçoes da guerra, reduziam Portugal a uma frente de diversao anti-espanhola para a França, e a uma eventual testa de ponte para a Ingalterra.

Regressávamos de algum modo, à posição das guerras fernandinas. Só o Brasil oferecia um vasto campo de expansão, mesmo assim, ameaçado pelas pretensoes francesas e holandesas, e pelas posiçoes espanholas na America do Sul.
A dura experiencia dos 27 anos de guerra seguintes, obrigou Portugal a uma revisao completa da sua colocação no tabuleiro estratégico mundial.
Mas o factor que se manteve constante, reforçando a identidade nacional, foi que aqui, o cio absorvente de Castela nunca logrou o que conseguiu nas outras naçoes hispanicas - galegos, bascos, catalães.

Em 1833 por vontade popular, em 1640 por determinação da nobreza, sempre o estado lusitano ressurgiu das crises; por muitos visitados, por muitos dominados, por muitos colonizados, mas ainda não fomos liquidados.

Com a ajuda de Pinharanda Gomes (Pensamento Portugues, Templo) e Soares Martinez (Historia Diplomatica de Portugal, Verbo)

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