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La force des choses
12.4.11
 
A resposta 4


Portanto, num primeiro patamar de resposta à crise está a necessidade de consciencializar e criar modelos económicos e empresariais que favoreçam o comportamento ético – via formação e consciencialização dos gestores e via fiscalização das suas acções – é uma necessidade de sempre, que por algumas décadas foi relativizada face aos ganhos (mais ou menos lícitos) que a acção não responsável permitiu obter. Uma necessidade de sempre e global, onde Portugal não é excepção.


O segundo patamar de resposta situa-se ao nível da actuação específica sobre a economia de forma a potenciar o seu desenvolvimento de forma sustentada tirando partido das oportunidades que se abrem no período pós-crise que se começa a preparar.

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7.4.11
 
A resposta 3

Ainda no plano dos valores, situa-se a questão nuclear do empreendedorismo, frequentemente formulada de forma errónea. A capacidade de empreender, como capacidade de realização, é uma característica essencial de todas as sociedades capitalistas. Mas é sobretudo uma acção, e não uma declaração de vontade. É o resultado de um quadro cultural em que se nasce e cresce, e não o resultado de mera despesa pública, nem de programas técnico-burocráticos. Assim haverá que prestar atenção a três aspectos essenciais: - A transformação cultural de conjunto que se verifica nas sociedades europeias; - A valorização social dos empresários; - O estabelecimento de uma consciência de responsabilidade social, por parte dos empresários instalados

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4.4.11
 
A resposta 2

No plano dos valores situam-se questões muito repetidas e mediatizadas, mas raramente compreendidas nos seus elementos fundamentais. O tema da ética nas empresas, muito questionado na sequência dos sucessivos escândalos que a crise global veio trazer a publico, é na verdade uma questão constante nas sociedades humanas organizadas. E na economia coloca-se sob três perspectivas: nos comportamentos; nas estruturas; nos resultados.

A necessidade de consciencializar e criar modelos económicos e empresariais que favoreçam o comportamento ético – via formação e consciencialização dos gestores e via fiscalização das suas acções – é uma necessidade de sempre, que por algumas décadas foi relativizada face aos ganhos (mais ou menos lícitos) que a acção irresponsável permitiu obter. Uma necessidade de sempre e global, onde Portugal não é excepção.

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2.4.11
 
A resposta

Em primeiro lugar cumpre sublinhar que a resposta historicamente relevante a esta década de definhamento continuado e consistente, não está tanto na classe política detentora do poder formal, mas igualmente dependente de uma tomada de consciência da sociedade, dos cidadãos, em termos dos valores, atitudes e dos padrões de comportamento que pautam as acções quotidianas. Torna-se urgente propor de novo aos portugueses questões nucleares como a ideia de Pátria (como valor-charneira), o sentido de Estado e a responsabilidade de cidadania, como bases insubstituíveis da atitude face ao futuro.

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