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La force des choses
6.11.10
 
É a iniciativa
Fazendo eco daquilo que muitos consideramos ser o cerne da questão económica portuguesa, um socialista que prezo (e gostaria de ver suceder a José Sócrates) publicou o seguinte texto na edição do Expresso de 2 de Outubro :
O nosso principal problema é, insisto, o fraco crescimento da nossa economia. Segundo dados da Comissão Europeia, o nosso PIB potencial (que mede o potencial da capacidade produtiva do país a médio e longo prazo) diminuiu na última década para cerca de 1%. Um valor muito baixo. Ora, sem um robusto crescimento económico não há riqueza, nem criação de empregos ao nível do que necessitamos.
A nossa principal prioridade só pode ser uma: o crescimento económico. O país não aguenta mais uma década de fraco crescimento. Nem é justo que as novas gerações possam continuar a ser sobrecarregadas com mais encargos decorrentes dos estilos de vida actuais. Para a concretização desta prioridade devem ser mobilizadas as energias e a inteligência dos portugueses. É esta a herança que temos a obrigação de transmitir às futuras gerações.

Apesar do investimento ser agora impossível (e devo dizer que discordei dos não reprodutivos investimentos socráticos) e da moda obrigatória ser a da poupança “salazarenga”, pedi a um ilustre defunto John Maynard Keynes (um teórico “capitalista”, tão acarinhado pela esquerda), que desse resposta ao deputado socialista:
É a iniciativa empresarial que constrói e melhora os haveres do mundo. Se a iniciativa for livre, a riqueza acumular-se-à, aconteça o que acontecer à poupança. E se a iniciativa estiver adormecida, a riqueza diminui independentemente da poupança.

Quando os pessimistas, sejam os marxistas que agoiram ao “capitalismo” o destino de uma depressão catastrófica, sejam os ecologistas que ameaçam as economias de mercado (como se as “outras”, tivessem sido ecológica) com o sufoco nos seus próprios resíduos, ou sejam até do outro lado da barricada, os liberais temendo que o planeamento estatal nos leve para caminhos de servidão, todos eles esquecem sempre que o essencial da empresa é o espírito de iniciativa.
Num país administrativista, educado nos encostos ao “rei”, em que toda a iniciativa é afogada em regras e mais regras que ninguém cumpre, e no medo da desprotecção e dos “neo-liberalismos”, valia a pena pensar nisto. O Simplex de Sócrates, mesmo sem ter o sucesso almejado, vai na direcção certa, mas é preciso muito mais, é a própria cultura, a cultura da inveja ao sucesso e do culto pela proibição (que depois também fomenta os “arranjinhos”) que tem de mudar. Penso eu de que…

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Quando fui educado, lembro-me bem como me ensinaram a lutar por aquilo que queria e a compreender que nada caía do céu e tudo levava tempo.


Os pais treinavam os filhos a saber esperar, a saber persistir, a aguardar diligentemente a compensação do seu esforço.



Hoje, são poucos os pais que educam segundo este modelo. O critério do ter imprime um ritmo frenético à vida.



Antes, havia tempo para o ritual do tempo, a vontade era formada na resistência.



Hoje, o tempo tem o ritual de cada momento, a vontade é formada no frenesim de cada satisfação.



Antes, o tempo era uma escola, hoje é um embaraço. Antes, a disciplina interior sabia a libertação, pela firmeza que conferia à nossa atitude, hoje, a disciplina interior sabe a escravidão, pelo custo que confere a realização imediata daquilo que queremos.



Nos nossos dias, os pais desmesuram-se em ajudas aos filhos, em apoios, em cursos, em oportunidades, como antes não sucedia.



Mas negligenciam, nesta mímica social estranha de correr para todo o lado, os mais simples valores da correcta formação humana.



Quantos pais hoje falam aos filhos em disciplina? Quantos pais hoje ensinam os filhos a saber esperar?



Resmungamos generalizadamente que há um desencontro entre o que todos querem e o que é possível a todos dar.


Resmungamos, mas não vamos ao fundo da questão.



Como podem os pais de hoje transmitir aos filhos os valores mais preciosos, se eles próprios os abandonaram?



Como podem os pais educar os filhos a saber esperar, se eles próprios abraçaram a lógica imediatista da vida moderna?



Como podem os pais transmitir disciplina aos filhos, se eles próprios perderam os critérios em que a disciplina se funda?



A disciplina, no entanto, é a ferramenta decisiva da vida, como o saber esperar é a atitude própria das grandes realizações.



Como diz M. Scott Park, com alguma disciplina, resolvemos alguns problemas da vida, com total disciplina resolvemos todos os problemas da vida.



Na vida afectiva, não há grandes amores, nem grandes amizades sem disciplina.


Na vida em geral, em todos os aspectos da vida, não há destinos significativos à espera de quem não tem disciplina.


A disciplina olha os problemas de frente e resolve-os.


A disciplina cuida da força de vontade, dispõe-se ao essencial, sabe esperar.


A disciplina aceita a renúncia, o sacrifício, a abdicação — palavras hoje interditas.


A solução dos problemas de Portugal passa por aquilo que cada um de nós souber fazer a este respeito.
 
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