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La force des choses
2.10.06
 
Once upon a time in the West

O caríssimo historiador Rui Tavares, continuou no Público de sábado passado, a sua "cruzada" protectora da modernidade, em relação à terrivel "verdade velha" protagonizada pelo malvado Bento XVI; assim escreveu em tom de western:
"Não se deve discordar de Ratzinger, dizem, porque devemos estar todos unidos escrevendo panfletos contra os malvados religiosos... muçulmanos.(...)
um texto não passa a ser consensual, nem muito menos uma brilhante defesa da liberdade, pelo simples facto de ser atacado "pelo outro lado".
Isto faz lembrar aquele momento dos filmes em que o herói luta contra os mauzões que estão na sua frente, sem reparar que nas suas costas surge um tipo empunhando uma garrafa de whisky já destinada a escaqueirar-se-lhe na moleira.
É aí que a mocinha que estava desmaiada cinco minutos antes, grita: cuidado aí atrás!"

Suponho que aqui, o Bento será o tipo da garrafa e o historiador faz o papel da mocinha salvadora.
Quem sou eu, mísero estudante para ensinar o padre-nosso ao vigário, mas a minha fraqueza obriga-me a lembrar isto:
Saberá o historiador que a “verdade velha” da ICAR, é herdeira do antigo império romano, cujo espírito pouco democrático, era ainda assim racional.
Saberá também que num esforço que ficou para a História como “Concílio Vaticano II”, onde Ratzinger foi protagonista destacado, a ICAR se conciliou com a Modernidade, abandonou dogmas da “verdade velha”, e abriu-se ao Mundo aprofundando a sua essência na raiz original, o Amor de Cristo.
Suponho que o historiador reconhecerá que um padre, para "fazer bem o seu trabalho" como diz, tem sempre de acentuar a Fé da religião professa.
E reconhecerá ainda (tenho esperança) que a diferença entre um sacerdote numa religião aberta à Humanidade (cristão e muçulmano) e um sacerdote de uma religião fechada e eivada de tabus, (cristão ou muçulmano) reside na aceitação, ou não, da racionalidade (científica ou filosófica) como método de pensar e julgar.

Ao ponto dos primeiros entenderem como blasfémia a contradição com a razão, porque está na natureza de Deus (é aliás para mim um indício da Sua Existencia); e de os segundos entenderem como blasfémia, precisamente a própria razão se ela contestar a divindade, porque um Deus omnipotente, pode contradizer-se à vontade sem prestar contas a ninguém.

Assim, o historiador Rui Tavares, talvez não goste de ir á bola com o Bento, ou qualquer outro ser religioso como eu, admito, mas fica-me a questão: estaria à espera que o Papa se esquecesse trazer a Fé à Razão?
E se não estava, então… onde vê a garrafa?


Mas olhe, vire-se para a frente que os “outros” (os da religião fechada) nem é com garrafas que lhe dão.


Comments:
Cosmopolitismo anti-multiculturalista é isto:

Muçulmanos na Europa, nova política em curso
António Paim


O que seria legítimo esperar era que, progressivamente, recuperem o bom senso os que ainda supõem possamos tirar vantagens do que poderia ser denominado de "política de apaziguamento"


Ofacto de que a opinião pública europeia venha sendo despertada para a gravidade da ameaça terrorista - a par da verificação concreta da presença em seu meio de grupos activos dispostos a praticá-lo -, constitui certamente o requisito essencial para a prática de nova política em relação às comunidades muçulmanas. Essa política acha-se formalizada tanto na Inglaterra como na França, caminho que deverá ser de imediato seguido pela Holanda e Dinamarca. Provavelmente o mesmo acontecerá com as demais nações de Comunidade, independente de que tenham ou não passado à linha de frente dos ataques terroristas.
Na Inglaterra, como na França, aquilo a que corresponderia talvez o primeiro passo diz respeito à necessidade de serem conquistadas, para essa política, as próprias comunidades. Para tanto, parece-me, o essencial seria ter presente o que a norteia. Ao que suponho, no livro dedicado ao tema - La République, les religions, l"espérance (2004) - Nicolas Sarkozy conseguiu formulá-lo com clareza. Explicando as razões pelas quais não seria admissível refazer o calendário de feriados nacionais para atender a singularidades do que designa como religiões minoritárias, parte da premissa que foi esquecida pelo multiculturalismo: "A história da França não é uma página em branco". Vale dizer: nossa civilização repousa em valores dos quais nos aproximamos graças ao cristianismo. Cumpre, portanto, reafirmá-lo: "As religiões minoritárias devem acomodar-se com a religião maioritária, que de longa data configurou nossa vida social e corresponde à sua base principal", isto é, o Estado laico, que conquistamos a duras penas, não vai alterar as datas consagradas dos feriados nacionais para atender às singularidades desse ou daquele grupo religioso. "Se procedêssemos desse modo - prossegue - isto significaria que a lei da República deve inclinar-se diante da lei do culto e, por esse meio, encorajaríamos o comunitarismo. Os muçulmanos, por sua vez, não agem de outro modo quando sublinham que o respeito à lei nacional é uma obrigação religiosa. E São Paulo também, quando, na Epístola aos Romanos, exorta seus irmãos a adequarem-se aos costumes da sociedade na qual vivem, pois a fé cristã é factor de paz e de justiça, e não de "escândalo" e de provocação".
Sem ignorar que, como diz, "a religião pode dar pretexto à violência" (citando não apenas o fundamentalismo islâmico mas a própria história do cristianismo), Sarkozy indica entretanto o essencial: "A lei não existe para ser negociada com as religiões, mas ela deve assegurar-lhes um espaço de liberdade. Ao dar sentido à vida de cada um, as religiões aliviam as tensões e favorecem a integração de todos na comunidade nacional. Em conjunto podem efectivamente contribuir para a construção dos elementos fundamentais da comum moralidade social."
Deste modo, partindo dos valores fundamentais da cultura ocidental, tudo indica que encontramos o caminho para um novo ciclo de integração das comunidades de emigrantes. A exemplo do que é habitual em nossa prática política, a aplicação da legislação recém aprovada irá requerer ajustamentos. E também não seria legítimo que se pretendesse alcançar resultados automáticos. Sobretudo porque, ao que tudo indica, a luta contra o terrorismo vai impor ao Ocidente um longo aprendizado. É difícil aceitar que uma pessoa, acolhida por determinada sociedade, possa cultivar (ocultando-o mesmo dos mais próximos) um ódio tão intenso a ponto de ser capaz de provocar a morte de sem número de pessoas que não sabe sequer quem sejam.
O que seria legítimo esperar era que, progressivamente, recuperem o bom senso os que ainda supõem possamos tirar vantagens do que poderia ser denominado de "política de apaziguamento". As discordâncias quanto às formas de seu encaminhamento, plenamente legítimas e saudáveis, não autorizam de modo algum que seja negada a necessidade de sua efectivação.
Parto naturalmente do reconhecimento de que o tema tem sido afectado pela insistência da Administração americana na tentativa de "exportar democracia" para os países de onde provêm, sobretudo aqueles localizados no Médio Oriente. Trata-se de que se considera de percepção intuitiva o facto de que "a democracia não é dada a todos". Se nos detivermos na história da Europa, que lhe deu nascimento, sua universalização - espera-se que duradoura - é fenómeno recente. Nessa suposição, caberia simplesmente renunciar àquele propósito? Espero ter oportunidade de discutir a questão. Professor de Ciência Política
 
De acordo, Aquilária

A defesa do apaziguamento com os monstros, lembra constantemente Chamberlain e Munique.
Não creio no entanto que se possa evitar o caminho do sofrimento, reagindo mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor força, o caminho será sempre aquela frase de Churchill: sangue, suor e lágrimas.
 
a questão principal é esta:

"Cumpre, portanto, reafirmá-lo: "As religiões minoritárias devem acomodar-se com a religião maioritária, que de longa data configurou nossa vida social e corresponde à sua base principal", isto é, o Estado laico, que conquistamos a duras penas, não vai alterar as datas consagradas dos feriados nacionais para atender às singularidades desse ou daquele grupo religioso. "Se procedêssemos desse modo - prossegue - isto significaria que a lei da República deve inclinar-se diante da lei do culto e, por esse meio, encorajaríamos o comunitarismo."

Ora esta noção é o oposto do multiculturalismo em que todos estão em pé de igualdade. E é a negação do jacobinismo que adultera a própria ideia de estado laico.

Esta passagem do Sarkozy dá que pensar

É uma enorme pedrada no multiculturalismo de esquerda e até no ateísmo que se esconde na falsa ideia de Estado Laico.

Só com esta passagem é deitada abaixo a lei do véu e ao mesmo tempo todas as políticas de laxismo face à emigração.
 
Aquilária
Lamento mas sei pouco, por isso tou com problemas;

O Comunitarismo considera o indivíduo integrado numa comunidade de iguais e obrigado éticamente a trabalhar pelo Bem Comum (filosofia de raíz hegeliana mas comum aos socialismos e à doutrina social do catolicismo)

O Multiculturalismo significa a existencia de várias culturas num mesmo espaço, separadas mas iguais em direitos (situação geral dos países de cultura inglesa)

O Cosmopolitismo descreve uma sociedade composta de autonomias individuais funcionando num ordenamento voluntário, mas igualitário, determinado pelo "imperativo categórico" (concepção próxima dos estados da União Europeia, ou noutro nível pelas opiniões públicas das democracias parlamentares)

As descrições são sumárias (porventura com erros) mas descrevem conceitos não de todo incompatíveis.

Eu do Comunitarismo recolho a noção de igualdade perante a lei e o conceito do Bem Comum.
Do Cosmopolitismo partilho a ideia de liberdade individual associada ao imperativo ético da universalidade: o indivíduo autónomo age de modo que sua acção “possa elevar-se a uma lei de observância universal”, o imperativo categórico Kantiano.
Condeno o Multiculturalismo, mas não me parece uma ideia exclusiva da esquerda, pois é também a base do "apartheid".

Sou adepto do Estado Laico e considero essencial politicamente a separação entre o poder temporal e o poder espiritual.
Não aceito o ateísmo (é arrogancia) mas aceito o agnosticismo (cristão, tantas vezes eu duvido também), mas perante o Estado Laico considero iguais todas as posições religiosas se pacíficas.
Sendossim não compreendo a frase "ateísmo que se esconde (?) na falsa (?) ideia de Estado Laico"

Aquilária, peço-te a paciencia de me iluminar, se não der muito trabalho...
Um abraço electrónico (sem choques :)
 
Assim sendo é melhor informares-te. O multiculturalismo não é isso. O multiculturalismo é a defesa dessa convivência sem integração. È a ideia que uma comunidade pode coexistir sem que a minoria se submeta às tradições da maioria.
Por esse motivo o S. dá o exemplo da negociação de feriados com as comunidades não católicas. E considera errado. Defende ele que deve haver a prevalência da tradição histórica de um país. à parte isso, o estado laico permite a liberdade de culto. Mas não alterar a tradição dominante.

Esta é a defesa de um cosmopolitismo por integração. A outra, a utópica, que entre nós é defendida pelo Boaventura Sousa Santos, quer tudo em pé de igualdade. Defende que os costumes da maioria devem ser diminuídos em prol das minorias que são recebidas pela comunidade.
A mesma ideia se pode aplicar a muitas outras tradições em que o multiculturalismo não quer tocar.

Por isso ele também lhe chama um comunitarismo. O multiculturalismo baseia-se numa ideia comunista de igualdade e não cosmopolita de integração no país que acolhe.
 
Simplificando e com exemplos concretos retirados de França.

Um emigrante magrebino ou islâmico sem ser magrebino, vai ter de acatar os feriados religiosos franceses e estes não vão ser alterados pelo facto de existir uma comunidade com outra religião.

O mesmo se aplica a tudo o que for do âmbito religioso. Têm liberdade para praticarem as crenças diferentes mas não vão passar a estar em pé de igualdade com o passado do país de modo a alterar a sua tradição.
Defende-se, assim, uma integração das comunidades estrangeiras de modo a que haja um clara distinção entre a entidade do país e o que este recebe de fora.

A igualdade que se defende é apenas de cidadania e perante a lei. O que significa que, ao contrário do multiculturalismo, as culturas não existem em pé de igualdade mas há uma, a mais antiga, a nacional, que se impõe às outras.

Este é panorama com que a tradição de Esquerda se tem de confrontar.

A ela se devem grande parte dos problemas sociais, ao ter trabalhado para a utopia de todos serem iguais dentro de “uma mesa casa sem chefe”.

A igualdade que o Estado laico proporciona é a da liberdade, mas de acordo com o padrão ocidental e com a tradição religiosa e cultural do país ocidental.

Não se pretende que se dissolvam mais identidades de forma a que as comunidades externas adquiram poder incontrolável e alterem a ordem vigente.

Os desacatos passados prendem-se com isso. Daí esta posição do Sarkozy que esteve no centro dos motins como a figura indesejável.

Este é um exemplo de França. Mas, como diz o artigo, esta é a nova posição com que a Europa se tem de confrontar se pretende defender-se de alguma coisa.
Não pode existir defesa num diluir de identidades e numa entrega de poderes idênticos às minorias. A única que deve existir é de ordem jurídica e de mera cidadania em pé de igualdade perante a lei.
 
Querida Aquilária, peço desculpa mas eu disse que: Multiculturalismo significa a existencia de várias culturas num mesmo espaço, separadas (logo, não integradas) mas iguais em direitos (tratando-se de um Estado de Direito e Laico, claro).
O Multiculturalismo é também designado por "Mosaico cultural" ou "Pluralismo Cultural" implicando que nenhuma cultura predomine sobre as outras, o que equivale a dizer que a minoria não se submete à maioria, nem vice versa.

Foi isto que eu disse; parece-me que, neste ponto, dissemos o mesmo.

Ao Multiculturalismo, podemos contrapor o Monoculturalismo (ligado aos Nacionalismos) que pretende a assimilação dos imigrantes e da sua cultura nos países de acolhimento.

(é mera informação da Wikipedia :)
 
Bem, eu não fui à Wikipedia. Apenas referi um texto do Sarkozy que é ministro francês e a França nada tem da tradição liberal que jsutifica essas raízes do multiculturalismo que referiu.

O facto de se pretenderem impor feriados islâmicos no calendário francês não tem comparação com a tradição dos EUA, Canadá ou Austrália e até Inglesa. Essa sim, é liberal. O caso francês segue o multiculturalismo por tradição de esquerda na defesa dos direitos das minorias.

Como tem aqui uma série de posts a defenderem a defesa do Ocidente contra este novo fundamentalismo islâmico, pensei que não poderia deixar de ter em conta estas mudanças que o artigo do Paim aborda.
 
Além do mais nada no texto faz depreender que o Sarkozy defende o monoculturalismo. Bem pelo contrário. Ele defende que se chamem as comunidades islâmicas ao processo. E defende a liberdade e igualdade de cidadania garantida pelo Estado laico.

O monoculturalismo não é isso. Nem seria possível defendê-lo num país com a taxa de imigração como a França.
 
Aqui , só para se ter uma ideia geral.

Estamos a falar de um país com 5 milhões de muçulmanos. Cinco milhões!
Só um louco poderia pensar em mudar tudo para o monoculturalismo.
 
neste texto explica-se melhor.

Como também afirmou que é católico calculei que o assunto lhe devia interessar.

O que o Sarkozy mostra é a falência da tradição jacobina em França face aos problemas da imigração.

Mostra também o sentido mais genuíno de laicidade e como ela tem sido adulterada pela tal herança da Revolução Francesa e das correntes jacobinas de esquerda.
 
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