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La force des choses
10.6.05
 
Do fraudulento gosto que se atiça

Passages Obscures

Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Cua aura popular, que Honra se chama!
(…)
A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?


Que promessas de reinos e de minas
D’ouro, que lhe farás tão fácilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?


(Luís Vaz, Os Lusíadas, Canto IV)

As palavras do Velho são sensatas e medidas, e por isso, são malditas.
Vivemos mais da Fama e de imaginárias minas d’ouro.

Primeiro, houve o "fétiche" da Índia.
Segundo, tivemos o "fetiche" do Brasil.
A ideia era a mesma:
- Ir buscar riqueza
- Entesourá-la no Terreiro do Paço
- Gastar nos apetites magnânimos
- Distribuir as migalhas ao Povo "protegido" que se lhes encostava aos palácios e conventos.
El-Rei era Mão Alta, Mão de dar.

Nunca houve um sistema produtivo organizado, fomos sempre "buscar o tesouro".

Foi isto que Pombal combateu com toda a brutalidade do Estado Absoluto.
Tentou criar um industrialismo.
Não conseguiu.
O Bulionismo enraizou-se na própria cultura popular.

No século passado, o império de África foi o terceiro "fetiche", com a alma herdeira do Bulionismo; Entesouramento, desinteresse pela industrialização, exploração do Ultramar.
Hoje é a Europa.

Mas a ideia mantém-se, preferir a "Mão de dar" ao risco da "Mão invisível".
Como não produzimos para o que gastamos, experimentamos tudo o resto; já pilhámos, já emigrámos, agora estamos no endividamento.

O sacana do Velho talvez tivesse razão, não se come a Fama.
Mas paga-se… com a Desgraça.

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Comments:
Gostei. Grande abraço.
Lembremos Sá de Miranda!
 
Esse mesmo ;)

Abraço
 
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