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La force des choses
1.6.05
 
Caído


Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.

Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.

Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena me caíram...
Nunca mais voei ao céu.

(1884, João Batista Leitão de Almeida Garret)

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Comments:
as asas são para voar sim as asas estão na alma. bons voos porque hoje o dia está bom para voar.bjo.
 
Sim, mas hoje podemos todos voar e ir comer um pastel ou um gelado. E as asas sairão revigoradas por dentro.
E obrigado.
 
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