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La force des choses
17.5.05
 
As idades do espaço ( 3 )
A directriz humana do espaço cristão

Santa Sabina de Roma, 422-432

Na enciclopédia da arquitectura helenística e romana, os cristãos tiveram de escolher as formas para o seu templo e, alheios tanto à autonomia grega como à cenografia romana, seleccionaram o que havia de fundamental para eles em ambas as experiências.
Reuniram na igreja a escala humana dos gregos e a consciência do espaço interior romano, produzindo uma revolução no espaço Latino.
A Igreja Cristã não é o edifício misterioso que guarda um deus, e em certo sentido nem é a casa de Deus, mas o lugar de reunião, de comunhão e de oração dos fiéis.
Por isso os cristãos se inspiraram na Basílica, um tema social, e não no templo romano.


A revolução espacial consistiu em ordenar todos os elementos da Igreja na linha do "caminho humano para Deus".

Comparando as plantas da Basílica de Trajano (esq.) e da Igreja de Santa Sabina (dir.), umas das primeiras igrejas cristãs encontramos poucas diferenças para além da escala.
Mas a Basílica romana é simétrica em relação aos dois eixos, criando um espaço com um centro bem definido.
O arquitecto cristão suprime uma abside, transformando-a na entrada, rompendo a simetria do espaço, e deixando um único eixo longitudinal, a directriz do caminho do homem; acrescenta uma alma à função espacial.
O carácter estático do espaço interno romano cede lugar ao espaço dinâmico: a trajectória do observador.

Ao entrar na Basílica de Trajano sentimos estranhos num espaço independente de nós, eu entrei e saí admirado, mas sem participar;
Em Santa Sabina abrangemos todo o espaço, pelo qual caminhamos ritmicamente acompanhados pelo desfilar de colunas e arcos; sentimos que somos parte de um itinerário criado para nós.



Planta do Panteon à esquerda, de Santa Constanza na extrema direita

A mesma conquista dinâmica é evidente nos edifícios de esquema circular.
O espaço do Panteão é estático centrado uniformemente limitado por enormes muros
Mas em Santa Constanza, substituem-se a paredes por um cortejo de colunas acopladas que, numa orientação radial indicam, de todos os pontos do anel circundante, o centro do edifício.
No Panteão não há necessidade de nos movermos porque é um ambiente elementar, definido, que se apreende à primeira vista;
em Santa Constanza, a pluralidade de passagens, a fecundidade de indicações direccionais, repetidas em toda a volta, mostram a nova conquista cristã, a directriz. ( baseado em Bruno Zevi, “Sapere vedere l’architettura”, 1948)

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Comments:
Obrigado, CBS, pelo esforço. Soube bem.
Já espreitou o novo espaço da mendes ferreira: o ERATO? http://souderato.blogspot.com/
 
já vi o Erato sim.
A beleza a que a MF nos habituou.
 
Preciso de beleza para digerir a derrota.
 
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