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La force des choses
26.6.07
 
Ser moderno
"A palavra humanidade é perfeitamente repulsiva; não exprime nada de definido e só serve para acrescentar à confusão de todos os restantes conceitos uma espécie de semideus mestiço"
(Alexander Herzen, My past and thoughts, University of California Press, 1999, p. 523)

Existe a convicção de que há uma só forma de modernidade e sendo sempre coisa boa. Quem pensar assim engana-se terrivelmente.
A União Soviética, numa tentativa de realizar o ideal iluminista de um mundo perfeito sem conflitos, matou e escravizou milhões de humanos.
A Alemanha nazi, numa tentativa de produzir um ser humano novo e superior, cometeu o mais horrendo acto da História.
Antes de nós, nenhuma época acalentou projectos semelhantes.


Há muitas maneiras de ser moderno e algumas monstruosas.
As câmaras de gás e os gulags eram modernos.
O terror revolucionário é moderno.
(lendo John Gray, Al-Qaeda e o significado de ser moderno, Relógio D’Água 2004)

Comments:
concordo: a palavra "humanidade" não exprime nada de concreto, é uma fórmula, um conceito muito mau, e perante o século XX deixou de ter qualquer significado. O século XXI acabou de começar, e já é muito difícil falar em humanidade, a "mankind" da concepção americana. é uma fórmula oca.

Quanto às formas de modernidade, e às formas de monstruosidade, foi bom ter lido o "1984". apesar de ficção, mostra como a "humanidade" e a "civilização" se podem apagar...

espero que o séc XXI não produza outro "1984"
 
A palavra humanidade abarca um conceito muito lato, demasiado.
No entanto eu (diferente do texto) continuo a colocá-la para significar dignidade humana coporizada na declaração universal dos direitos humanos, aceitando que não passa de um de multiplos significados.

Mas concordo com John Gray, quando diz que o novo século produzirá monstruosidades ao nível do século que passou, e que temos já aí o Islão fundamentalista para começar.
A Al-Quaeda é um fenómeno tão moderno como o Fascismo, o Comunismo ou a Democracia liberal.

Onde divirjo mais uma vez (perigosamente?) de Gray é na ideia dele de que a História não tem uma finalidade. Sou cristão e acredito que há.
Mas não será necessáriamente no sentido moderno de progresso material. Contudo creio num ponto e numa direcção (sou horrorosamente moderno, lol)
 
Olha, depois de ler o incómodo Sobre Humanos e Outros Animais, de que gostei muito, comprei (por 2,50 €) o Al-Qaeda e o Significado de Ser Moderno, do John Gray.
E, apesar de ser cristão, também duvido que a história tenha uma finalidade, no sentido humanista do termo. Mas isso dava pano para muitas mangas de conversa - ao jantar, por exemplo. ;)

A propósito, já te respondi à corrente.
Abraço.
 
bora lá jantar Carlos, bora :)
 
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