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La force des choses
23.5.07
 
O Choque: bandeiras e identidade cultural

O livro de Samuel Huntington, “O choque das civilizações e a mudança na ordem mundial” foi publicado em 1996, mas o conceito foi exposto numa conferência do American Entreprise Institute em Washington, quatro anos antes. Quase a uma década do 11 de Setembro, apenas uma teoria, nada mais que uma hipotese sobre um modelo de análise futuro, das relações internacionais.
Penso que seria bom relê-lo para dissipar alguns mitos simplistas criados na opinião pública pela míope da comunicação social.

Huntington parte de uma ameaça a todas as dimensões da paz: O impacto do crescimento da população mundial sobre a instabilidade e o equilíbrio de poder
A sua tese central afirma que a cultura e as identidades culturais – religião, língua, história, valores, costumes e instituições – que a um nível mais elevado, são identidades civilizacionais, irão modelar os padrões de coesão, de desintegração e de conflito no período pós guerra-fria.
E estabelece cinco corolários da sua tese base:


1. A modernização não produziu nem uma civilização universal nem a ocidentalização do mundo, e pela primeira vez na História, a politica global é simultaneamente, multipolar e multicivilizacional; Identificam-se hoje pelo menos sete ou oito grandes civilizações: a Chinesa, a Japonesa, a Hindu, a Islâmica, a Ortodoxa, a Ocidental, uma Latino-americana e eventualmente outra Africana.

2. O equilíbrio de poderes entre civilizações está a mudar, a influência relativa do Ocidente está a decair e as civilizações não ocidentais estão a reafirmar o valor das suas culturas.

3. Está a emergir uma nova ordem baseada na civilização. As sociedades que possuem afinidades culturais cooperam mutuamente e agrupam-se em torno de estados dominantes das respectivas civilizações.

4. As pretensões universalistas do Ocidente conduzem-no crescentemente ao conflito com outras civilizações, mais seriamente com o Islão e a China.

5. A sobrevivência do Ocidente depende dos Ocidentais aceitarem a sua civilização como única mas não universal.

Não é uma obra de ciências sociais mas de relações internacionais, uma interpretação da evolução da política mundial que tenta fornecer um modelo útil para observar os desenvolvimentos internacionais. Claro que se trata de um mapa simplificado da realidade, mas como dizia William James (o pragmático, pois… lol) "sem estes modelos apenas existe uma confusão ensurdecedora". Nenhum paradigma é eternamente válido.
Mas serão os outros melhores?

- O mundo único harmonioso pós guerra-fria, de Francis Fukuyama, que sustentava “podemos estar a assistir (…) ao fim da História enquanto tal, isto é, ao ponto terminal da evolução ideológica da humanidade e à universalização da democracia liberal ocidental enquanto forma de governo”?
- Um novo modelo bipolar, recorrente ao longo da História, do nós, os Ocidentais, e eles, os bárbaros?
- O modelo dos realistas em que os estados-nação são os principais actores que num contexto de anarquia internacional, tentam maximizar o seu poder?
- O modelo dos idealistas que colocam a grande federação internacional (Nações Unidas) como a principal referência e poder na cena internacional?
- O modelo do caos (teorizado por Zbigniew Brezinski no livro “Out of Control”) com o enfraquecimento dos estados-nação, a intensificação dos conflitos étnicos e religiosos, a emergência das máfias internacionais, a proliferação dos massacres e limpezas étnicas, a proliferação nuclear, etc, etc?

Confesso que, por vezes sinto o “calafrio” deste ultimo modelo descrito.
Mas segundo Huntington os choques de civilizações são a maior ameaça à paz mundial; Evitar uma guerra global de identidades civilizacionais - Só sabemos quem somos quando sabemos quem não somos e, frequentemente, contra quem somos – implica segundo ele, que os dirigentes mundiais, para lá da ordem enfraquecida dos estados-nação, aceitem e cooperar para manter o carácter multicivilizacional da política global.
Será isto sugerir, propor ou incentivar a guerra de civilizações, as novas cruzadas ou o ataque ao iraque?
Não serão as teorias realistas, e as teses de Fukuyama de impingir a democracia ocidental do fim da História, mais consonantes com as justificações da administração americana para a operação "Iraqui Freedom"?

(dedicado ao meu irmão Antonius)


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