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La force des choses
6.5.07
 
Bodies
Calirezo
Vieram bater à porta. Abri. Caíram-me nos braços.
Boas almas… corpos plastificados.
Eu já tinha a curiosidade aguçada pelo que via na net, até reforçada pelo ministro das medicinas, que achou muito pedagógico o acontecimento.

E lá passei, impelido por um estranho fascínio, recebendo lições medicinais com a própria carne debaixo de olho.
A morte transformada em arte… enquanto passava as salas, duas ideias iam bailando na minha carola.
Aqueles ossos com camadas de bifes penduradas, lembravam-me cirúrgicos carniceiros a cortar, a reparar estes bio-mecanismos que nós somos. Faltava sangue… sobrava a silicone.

Pensava também em algo mais pesado… naqueles meus irmãos cujos corpos servem agora de comércio de amostra.
Podia ser eu, podia ser o meu filho… foi o filho de alguém, foi o amigo de alguém; agora é uma forma morta, exposta a filas de espera com curiosidade mórbida.
Doentio? pedagógico? … e será legal?

Nada a dizer havendo consentimento pessoal; eu próprio gostaria que desta, ou doutra forma, me utilizassem o corpo.
Mas, e aqui bate o ponto, que sabemos nós da origem destes seres humanos?
Os primeiros que vieram da China traziam buracos de bala na cabeça. Agora, parece que são corpos sem história (mas incluem crianças), alugados pelo estado chinês durante cinco anos, com certificado de origem e óptimo estado de conservação.
Como se os cirurgiões chineses tivessem actuado rapidamente… pelo interesse de alguém… como nos diamantes de sangue…

O Ocidente dá razão, nestas coisas, àqueles que nos acusam de sermos comerciantes hipócritas e sem valores morais.
Aqui instalados, nos balofos países, cada vez mais “rigorosos”, exigindo direitos, liberdades, garantias... e dinheiro!
No entanto, para engordar os nossos corpos e almas cínicas, nutrimo-nos de bens e serviços produzidos sob o jugo da escravidão, com seres humanos sem direito a direitos.
As necessidades ocidentais de órgãos para transplante, terão levado a China, segundo a Amnistia Internacional, a montar uma quase indústria de execuções (mais de 3.000 por ano) com prisioneiros, de delito comum ou políticos.

Nós, os do Norte-Oeste, falamos de Direitos Humanos, e vamos comerciando tiranias… com toda a naturalidade.
Como pode alguém levar-nos a sério?... e de mim falo.

Comments:
sim, é um pouco estranha esta nossa forma de ser, de estar, de pensar e de agir...
parece que tudo é vendável... e rentável. é triste, e se calhar humano. ou desumano?
***
 
Gostei da tua reflexão. Concordo
 
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