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La force des choses
25.4.07
 
A Transição
AlfredoCunha
Em Portugal a “Revolução dos Cravos” de 1974 foi o primeiro caso e, de certa forma, o mais original da quarta vaga de democratização que se espalhou desde o sul da Europa até a América Latina, Europa de Leste e Ásia, parecendo estar também a afectar a Africa e o Médio Oriente.

Porque foi uma revolução inesperada, porque substituiu um longo período de ditadura, porque a experiência anterior de democracia foi muito precária, porque era tão pouca a informação de que dispunham os governantes em relação às atitudes politicas básicas das massas e finalmente, porque demorou tanto a consolidar um consenso sobre as regras de uma competição democrática, temos razões para pensar que em Portugal a opinião publica – em sentido estrito – teve um papel de importancia menor na condução e determinação da mudança de regime, e que os valores democráticos não puderam fornecer uma base segura sobre a qual se apoiassem instituições estáveis.

A transição portuguesa para a Democracia teve ainda características relevantes, porque exemplificou os problemas que uma transição feita por militares da baixa hierarquia (capitães) podia trazer.
Esse factor levou à existência de sucessivos governos provisórios e a um processo constitucional fortemente condicionado por pressões não democráticas.
O resultado foi a criação de domínios de poder “sob reserva” (a tutela do MFA sobre a constituição de 1976) que atrasaram, enquanto existiram, a institucionalização da democracia.
O caso português sublinhou também o facto de umas eleições (25 de Abril de 1975) poderem ser factor indutor de transição e consolidação, já que vieram alterar as relações de poder, não apenas sociologicamente mas também legalmente (legitimando).

Comments:
Sempre.
 
sempre?
25 de Abril sempre.
também sou capaz de o dizer, apesar da costela de direita.
(sinto-me como o Amos Oz, um traidor aos dois lados, lol)

digo-o noutro tom, as mesmas palavras, mas num tom modesto :)
 
dizer "25 de abril sempre" não é ser traidor, nem a nada nem a ninguém. Não interessam as "costelas da direita". Preocupante é ser tudo dito ao mesmo tempo, "num tom modesto". Conclusão: se não é assim que se pensa, mais valia não se ter dito.
 
Caro Nuno

admito que discorde e até que se incomode. e lamento-o e peço-lhe desculpa.

E explico-me.
Há vários "Abris" e para ser directo, não me revejo nem em Salazar, nem em Cunhal.
Com todo o respeito, para mim são ditaodres, são farinha do mesmo saco.
Nem Salazar foi a besta fascista que o pintam. o que não lhe perdoa os crimes, mas também não lhe retira os méritos, e na minha opinião teve-os.
Nem Cunhal foi o santo que alguma esquerda pinta, pois aquilo que defendia para os portugueses era um totalitarismo à imagem dos amigos que tinha na Russia. E apesar da Russia em 1974, já não era estalinista, Cunhal nunca fez distinção, nem de épocas, nem de líderes; nunca denunciou brutalidades, deportações, Gulags...
Mas a direita da ditadura desapareceu ou calou-se em Abril.
A esquerda, a da ditadura "popular", apanhou a boleia dos militares, e raptou a revolução para si.
até Soares pôr um travão na Fonte Luminosa, com mais de cem mil pessoas na rua (que antes tinham medo e tavam caladas).

Ainda agora há um 25 de Abril dessa esquerda, que se acha a verdade única.
e esse não é o meu, sinceramente.
Nunca quis a continuação do Estado Novo, mas o meu 25 de Abril é o de Soares, é o de Sá Carneiro, é o da Europa, é a esse que chamo Democracia.
A União Europeia não é a desgraça de que fala Gerónimo de Sousa. E Salazar nunca foi Hitler,... nem Stalin.

E sinto-me "traidor" sim, porque conheço gente que se diz de esquerda, que é comunista e sei que são pessoas de bem de quem sou amigo.
E sou "traidor" também, porque conheço gente que se diz de direita, que (ainda) é salazarista e sei que são pessoas de bem de quem sou amigo.

E sou "modesto" sim, porque a revolução portuguesa, apesar de nos trazer a liberdade, esteve perto da guerra civil, deu cabo da vida a muitos, estabeleceu mentiras e ilusões. como todas aliás.

Repito portanto, desculpe, mas repito o que já dizia em 1974 quando me chamavam fascista:
Quiz sinceramente a mudança, mas não gostei da forma.
E o que quiz é este que temos hoje, esta "porcaria" que muitos verberam, à esquerda e à direita, mas que foi o que no fim triunfou, contra o de Cunhal.
 
Caro Cbs

Está tudo esclarecido, é bom ler o seu ponto de vista. Mas só não concordo com uma coisa: o 25 de abril não foi uma luta entre salazar e cunhal, e não é necessário escolher entre os dois, até porque não foi cunhal quem fez o 25 de abril. Cunhal teve um papel importantíssimo durante os anos mais frios do regime, fez o que foi preciso, liderou, deu a cara na clandestinidade, e teve o seu papel durante o prec, e pronto, só não concordo que se construa esta dialética salazar/cunhal porque eles não opostos de si-próprios, percebeo que quero dizer? Concordo também que houve erros da parte de Cunhal. Quanto a salazar, a minha opinião é a de absoluta intolerância e intransigência: não consigo pensar sequer que tenha algum mérito naquilo que criou e quis para portugal: desde 1928 a 1968 vão 40 anos, e nesses 40 anos vão palavras como censura, assassínio, tortura, partido único, plesbiscitos, pide, aljube, tarrafal, guerra colonial, medo, repressão, exílio, etc. Com estas palavras não existem boas acções que valham, nem uma possível boa posição de portugal em termos diplomáticos, que a partir da guerra colonial se desmoronou...

Um abraço.
 
Nuno
a oposição Salazar-Cunhal é simbólica, não literal.
Não esgota a política portuguesa nem antes, nem depois de Abril, mas creio que coloca pois polos opostos e por isso tem algum sentido. Não para mim... de facto.

Tudo o que diz do Salazarismo, concordo, são crimes e ainda por cima sob o disfarce de "estado de direito".
Mas Salazar também não foi só isso, e em especial no período anterior à II Guerra Mundial teve importancia na estabilização financeira e teve aceitação interna e externa (nos anos 30, em França, chegaram a considerá-lo um principe da política europeia).

De qualquer forma, o saldo final do Estado Novo é negativo, e conduziu ao golpe militar. Só me impressiona pelo tempo que levou.

Espero fazer uns posts sobre o Salazarismo, há duas razões para isso:
- a recente "votação" no Salazar (e Cunhal... como vê polarizam-se)
- um estudo sobre a direita portuguesa, que é fraca, o que no minha opinião prejudica a política (terei de explicar esta aparente ironia para a esquerda, mas acho possivel de demonstrar)

Um abraço e obrigado pela paciencia
 
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