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La force des choses
13.1.07
 
A destilação do disparate

WashingtonPost

Ontem à tarde recebi um mail que rezava assim:
Nova publicidade da GALP.
Jornalista: Então vai atravessar o deserto?
Schulz: Sim, sem problemas.
Jornalista: E como está a pensar fazê-lo?
Schulz: A pé...
Jornalista: A pé? Quem é que você pensa que é?
Schulz: O navegador do Carlos Sousa!

Passado pouco, no site do Dakar, dei com os olhos na origem da “piadinha”: Carlos Sousa de cabeça perdida abandonara o navegador Schulz no deserto, coisa nunca vista na prova.

Então foi assim:
Na sequência de um atascanso na areia, Andreas Schulz saiu do carro para colocar placas sob as rodas.
Uma vez em andamento, Sousa só poderia parar numa zona de terreno fixe, mas passando o alto dá de caras com mais dunettes e vários carros enterrados; só encontra terreno firme cerca de um quilómetro depois.
Para piorar estava a cair-lhes em cima uma tempestade e foi com visibilidade limitada, a pé e a essa distancia que angustiadamente (aí sim, de cabeça um bocado perdida) os dois parceiros se viram em palpos de aranha para se encontrarem; compreenda-se que no deserto as coisas não são fáceis…

Mas atente-se bem no processo de invenção:
Ao percorrer o trilho em busca do carro, o navegador encontra um carro de TV a quem perguntou se não tinham visto Carlos Sousa.
De seguida um helicóptero da organização comunica com o referido carro, perguntando-lhes se sabem o que faz um concorrente a pé pelas dunas.

A resposta: foi abandonado pelo piloto.
A informação passa então para o site da prova e daí para as televisões do mundo, sem ter sido confirmada, tal é a pressa.
E claro, só podia ser mau feitio do português, abandonar um parceiro no meio do deserto, certamente na ânsia de não perder tempo.
Um canal português, chegou mesmo a passar um “historial” de desentendimentos entre Sousa e os navegadores.

Nunca houve tanta informação como hoje, só que é tanta, tanta, que se forma numa nuvem de “poluição” onde mal distinguimos a verdade da mentira e o excesso torna-se indigesto.
Dá este exemplo para reflectir sobre o carácter da informação que sofremos, a criação de "factos", a transformação do virtual em real e vice-versa, a opinião volátil, mal formada mas arrogante, enfim a manipulação “tout court”… por vezes sem ter sequer intencionalidade, apenas por estúpida precipitação.



Comments:
poderei mesmo assim acreditar em ti?! Ou estas a levar-me na tanga?
 
Nunca acredites em mim Che...
Sou incerto, um poço de contradições.
mas por vezes a verdade, piedosamente surpreende-me vem ter comigo.

tu, cruza sempre a informação
:)
 
A coisa contada assim até tem piada!
:)
Mas ainda tem mais piada o comentário e a resposta aqui neste cantinho dos comentário!! ;) com que então, nunca acreditar, ahm?! cruzar sempre informação... uhm!! pois sim!
;)

- pois é... isto de vivermos na era da informação tem muito que se lhe diga! porque ela (a informação, lá está) não é nunca garante de não-palermice! depois... bem, depois até do deserto chegam histórias dignas de revista cor-de-rosa-desbotada. pfff
 
Roubei-lhe o últimos parágrafo, com os devidos créditos, para aplicar ao que se passou ontem com Barack Obama e a fotografia manipulada, e fiz um post, que coloquei no meu LiveJournal.
Espero que não se importe. :)
 
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