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La force des choses
2.8.06
 
1936 Relatório Peel: a partilha da Terra duplamente Prometida
Numa preocupação de simetria, os ingleses tentaram dotar a comunidade árabe da Palestina com instituições paralelas às da comunidade judaica. Em vão.Apenas se estabeleceu um Conselho Supremo Muçulmano sob a presidência do reaccionário Mufti de Jerusalém, mas com a antiga filosofia otomana que reconhecia cada grupo religioso como um órgão de direito público, nada de excessos democráticos.
Mas na década de vinte (entre 1921 e 1929) as relações árabo-judaicas pareceram estabilizar, com contactos regulares entre as duas comunidades, sendo em Haifa que se parece ter encontrado um intercâmbio cultural, um equilíbrio harmonioso.
O Mufti de Jerusalém, não obstante, mantém sempre um discurso rancoroso que se vai entranhando nos árabes, e virá a ser impropriamente apelidado de anti-semita (ao contrário do que julgam os árabes, etnicamente semitas também, dão tiros nos pés com esse discurso de ódio antigo).

No mesmo período, Judah Magnes o primeiro presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém, fundou um clube arabo-judaico (o Brit Chalom) para promover um estado binacional, mas quase nenhum eco consegue no lado árabe, dominado pelos grandes agrários; o conflito já estava profundamente inscrito na terra duplamente prometida.
Haim Arlosoroff, jovem chefe da diplomacia do quase – estado judaico num encontro com Anni Bey Abdul Hadi, do partido nacionalista árabe Istiqlal, ouve palavras claras : não existe nenhum mal entendido entre árabes e judeus… existe um conflito de interesses fundamental e impossível de negociar.

E em Agosto de 1929 um grave incidente no Muro das Lamentações, em Jerusalém irá provocar centenas de vítimas entre os judeus, obriga a pedirem reforços ao Egipto e resultando no enforcamento de três árabes.


Em 1936 os ataques contra judeus generalizam-se. De motins esporádicos passa-se para a revolta aberta, uma guerrilha árabe de apoio popular. Os ingleses declaram a lei marcial na Palestina.

Entretanto entram em cena as milícias judaicas, a Haganah oficial e o Irgun dos sionistas radicais, muito menos selectivo nos ataques.
A instalação do Nazismo na Alemanha em 1933, contribuirá também para a deterioração da situação, forçando o aumento da imigração para a Palestina (reduzida até 1928) levando os recordes: 30.000 em 33; 61.000 em 35.
Com essa pressão constante, em 1936 os judeus eram já 30% da população da palestina, o que do ponto de vista árabe representa uma ameaça crescente.
Em Outubro desse ano Londres lança mais uma comissão de inquérito, presidida por Lord Peel; além de uma anterior (Shaw 1930) já ter posto em causa a emigração sem controlo invocando falta de bases económicas no território, a Comissão Peel vai definitivamente pôr em causa a ideia de um estado único na Palestina.
À pergunta sobre a possibilidade de absorção dos já 400.000 judeus instalados na Palestina, o Mufti de Jerusalém responde assim: “não, os judeus devem ser expulsos ou “eliminados de uma maneira ou de outra”.

A Comissão conclui que a intransigência árabe é tão forte que já não se podem aplicar paliativos, mas apenas a cirurgia; dois povos que adquiriram uma consciência nacional não podem viver em pé igualdade no mesmo país; propõe-se pois a partilha pura e simples em dois estados.

O Relatório Peel publicado em 1937 constata assim a oposição irredutível entre as aspirações judaicas e árabes:
“Nas circunstâncias actuais, estamos convictos de que a Paz, a Ordem e o Governo não poderão ser mantidos na Palestina seja pelo tempo que for, senão por uma rigorosa repressão… e o pior é que essa política não leva a parte alguma. Por mais vigor com que seja aplicada, não resolverá o problema e ainda exasperará mais o conflito. O estabelecimento de um governo único na Palestina é impossível.”
A comissão propõe uma troca de terras semelhante ao precedente Greco-Turco, feito segundo um acordo entre dois estados e a Sociedade das Nações aprova o proposto.

No XX Congresso Sionista de Zurique, Weizmann e Gourion fazem aceitar o principio da partilha aos radicais (pretendiam um estado judaico incluindo a Transjordania, o grande Israel) pondo em evidencia o drama dos 6 milhões (!) de judeus que aguardavam na Europa ante a ameaça Nazi.
Pelo seu lado o Congresso Pan-árabe de Bludan (Síria), no mesmo ano, faz da preservação da unidade Palestina um “dever sagrado” de todos os árabes.



A guerrilha árabe imobiliza a partir de 1937 uma guarnição britânica de 20.000 homens; chefes árabes são deportados para as Seychelles, casas são dinamitadas e os voluntários da Haganah e do Irgun aplicam-se no terrorismo, fazendo explodir bombas em mercados e cafés.

Estamos, não em 2006, mas em 1937… quase setenta anos!


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