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La force des choses
10.7.06
 
Do intolerável

A história da intolerância, em termos ocidentais, foi sempre perspectivada tendo como pano de fundo a esfera do religioso, e em particular os fundamentalismos Cristãos.
Mas a mundividencia ocidental norteou-se enfim pelos "Direitos do Homem", instituídos agora como a Virtude obrigatória.
Definindo-se a si mesma, e supondo-se tolerante ... a sociedade ocidental, democrática no seu funcionamento político, pluralista na aceitação de referências e valores divergentes (ou mesmo incompatíveis), permissiva na expressão e na prática de comportamentos tidos não há muito como escandalosos, é duvidoso que - no sentido clássico - a questão da tolerância ainda ... nos diga respeito.

E no entanto, há tolerâncias intoleráveis:
é intolerável a violencia
é intolerável a opressão
é intolerável a injustiça

Eduardo Lourenço, in O esplendor do Caos (inspirado nas conversas com a Zazie :)
Comments:
ehhehe

não tenho tantas certezas nesses 3 pontos.

Quero dizer- concordo que seja intolerável a opressão. A injustiça é difícil de se suportar. E por isso mesmo, muitas vezes até existe violência por não a aceitar...


Se a violência em si mesma fosse absolutamente intolerável, grande parte das liberdades e libertações que defendemos ou consideramos vitórias históricas nunca tinham acontecido.
 
Foi o Lourenço que escolheu
eu sou levado a concordar
mas :)
que opressão? tu sentes opressão com os riscos nas paredes, eu não, mas lixo-me com automóveis em cima dos passeios; ou seja a opressão tem que se lhe diga, não e´igual pra todos e no entanto diériamente somos agredidos (por vezes apenas pela nossa própria culpa e mau feitio, lol)
que é a injustiça? e aqui é só passear pelas culturas e ver...
e a violencia é como dizes, sem ela não se tinha chegado aqui, aliás muitas vezes foi o ultimo recurso de defesa ou a unica forma de parar o Mal (outra, que mal?)

no entanto, são conceitos que tenho por simples:
oprimir é simplesmente reprimir, travar, encarcerar e por oposição o bem significa ajudar algo ou alguém a crescer.
injustiça é mais complicado mas mais fácil, contudo, e não se esgota na justiça distributiva...
a guerra, aí não tenho dúvida, é sempre sempre um crime contra o Homem.
e cá está Zazie, por vezes, em legitima defesa vê-mo-nos obrigados a ser criminosos e é se queremos sobreviver.
mas no caso da guerra só acho aceitável a guerra de defesa, aliás conforme ao Direito Internacional, penso.

Mas a base do post é: até os tolerantes têm de estabelecer um limite à tolerancia, quer queriam ou não
 
não sabia que estavas a falar dessas coisas.

1- opressão não são carros em cima dos passeios (que odeio) nem riscos nas paredes (que odeio de igual modo, sendo que os primeiros se podem tirar e os segundos nem sempre)

opressão é isso mesmo- ter debaixo da bota e do domínio outrem. Mais nada.

Oprimir não é reprimir se reprimir consistir em indicar interditos que têm como fim demarcar os limites da liberdade de cada um.

Não existe noção de colectivo sem a noção de interdito e de repressão do individualismo.

O que tu defendes até é uma ideia muito ao gosto do liberalismos. Para esses é que o uqe mais conta é o que cada um quer e deseja fazer. Sem olhar aos outros, sem se limitar em prol do grupo, do espaço, da natureza, do social.

Não sou liberal acima de tudo por estas razões. Acho que há fins que estão para além do mero uso da liberdade ou gosto de cada um.

2- A injustiça que importa também faz parte do trato inter-pessoal. Injusto é o patrão que usa um qualquer poder para lucrar à custa das minhas necessidades vitais.

Injusto é quem pratica actos discriminatórios usando o poder de forma arbitrária, por exemplo. Privilegiar gratuitamente alguém e prejudicar gratuitamente outrem sempre foi a melhor arma de uso de poder.

Mas não chamo injustiça à má sorte. A injustiça não é a vida, não é a socieade por que, nesse caso, ela é-o. de diferentes formas, para todos. A uns dá mais beleza, a outros maior inteligência, a outros maior talento e a outros leva-os sem pedir autorização. Essa injustiça faz parte da vida.

Não a aceitar é comum nos ateus, por exemplo, que se revoltam contra um Deus em que não acreditam porque acreditam que tudo na vida tem de ter explicação racional e ser justo à medida dos nossos desejos. Mas não é.

No entanto podem existir figurações colectivas em que o espírito de injustiça se apoder dos povos e por isso é que também sempre existiram guerras- De emancipação, de libertação, seja do que for. Nós, por exemplo, existimos à custa duma dessas ideias emancipatórias do Afonsinho...

A guerra é uma nojeira. Também penso que é impossível existir guerra sem existir crime. Estou com o Celine. Mas não posso dizer que não defendermos o colectivo seja alternativa mais humana.

Sempre foi assim desde os tempos dos clás- Se te entram em casa e se apoderam do que é teu ou violentam os teus, tu sentes obrigação de os defender. E aí não vais fazeres contas para não seres violento. Fazes o que for preciso.

Se o não fizeeres és cobarde. Já assisti a situações dessas em meras q~uestões de rua. Aqui à tempo até foi num acidente na estrada. As pessoas revelam-se nessas alturas. Um tipo deixou os filhos no carro porque apenas pensou em se safar. Em fracções de segundos teve pela frente as duas possibilidades- ir às trombas ao que lhe arrobou o carro- e nem se sabia o que tinha acontecido lá dentro- podiam estar mortos- ajudar os seus ou pirar-se porque a infracção até fora dele. O gajo pirou-se.
Não foi violento, não olhou para trás, não defendeu nem atacou- Pensou na sobrevivência.

Nunca sabemos como reagimos nestas alturas por muito paleio humanista que possamos ter.

A ideia final. de que os tolerantes têm de estabelecer limites à tolerância pode ser muita coisa e pode não ser nada.

Legalmente é impossível legislar tolerâncias que permitam violências que põe em causa a pedagogia do grupo.

Acontece com a eutanásia, por exemplo. Eu sou contra a transformação dela num serviço prestado por médicos. Mas também não condeno que um amigo ajude outro amigo se este lho pedir.
E aí não há lei. Nem tolerância a não ser na tentativa que cada um possa fazer para fingir que não sabe, nem viu quem foi.

É este tipo de tolerância por dever que conheço.

Devo-te dizer que já debati estas questões com o Timshel e na altura tentei explicar-lhe que a única ética que conheço é sempre individual. Não se baseia em educações ideológicas nem em mandamentos sociais. Baseia-se em questões muito mais básicas e simples que fazem parte das velhas leis morais ou dos imperativos de dever, um tanto kantianos, que não desprezo.


Aquilo em que me afasto nesta questão da dita tolerância é na ideia de chantagem ou negociação moral. E é essa ideia que está na moda em todo o lado. A começar pelas pedagogias escolares.

Também nunca me agradou a desculpabiliação pelas costas largas do "sistema". O sistema somos nós. Só acredito numa moral com rosto. Na que se faz entre um individuo concreto e os outros.

A nossa responsabilidade e os nossos deveres são sempre pessoais. Quanto muito os direitos é que podem ser colectivos- ex- os direitos de propriedade e respeito cívico pelo espaço público- os direitos dos animais- os direitos da natureza.
 
apodere e outras gralhas. Sorry escrevi à pressa.
 
e há do verbo haver. Fónix. Vou fazer 50 abdominais

":O.
 
Muita coisa dizes em pouco tempo...
concordo em geral, discordo aqui ou ali, mas é o problema da precisão (ou da minha interpretação =)

Fixei só dois pontos:
Na opressão falas da grande opressão; naõ valorizas, mas olha que há a pequena de todos os dias.
a vida humana, por ser social doi. Claro que a dor de me limitar, se justifica, também por isso não sou liberal absoluto.
Mas porque não há sociedade sem o "outro", essa mera designação de diferente já põe em jogo o poder; mas isso dá pano pra mangas, é antropologia´e merece posts...

Na justiça, eu disse que era complicado, mas simples, porque me parece mais estudado, há maior precisão.
Também me dá vontade de um post, mas tenho de ler apontamentos, e não há tempo que chegue :)

Agora vejo-te é com muitas certezas nestes assuntos, eu cá tenho muitas mais duvidas (não é boca) mas hão-de é sair mais posts
":0)
 
eu tentei apenas defenir os conceitos. Se alargamos para exemplos concretos podemos ter muita coisa à mistura que está fora da noção de opressão

"Agora vejo-te é com muitas certezas nestes assuntos, eu cá tenho muitas mais duvidas "

ehehe mas tu nunca ouviste dizer que eu tive esta formação toda na "seita das zundapps gamadas"?

ahahaha

verdade. Isto foi logo na pré-adolescência. De forma um tanto mafiosa mas com códigos de honra de grupo. Estavas a pensar que era filosofia erudita, hããã?

":O)))

Por acaso tenho certezas morais. Podem estar erradas mas lá que as tenho, tenho. São produto de formação que não relativizava nada.

Cá em casa até dizem que eu não dou conselhos, dou ordens

":O)))
 
Não me apetecia falar muito disto por que é assunto com que já me chateei, mas este caso da morta do transexual até serve para questionar muito da noção de tolerância e do tal sentido social que a pode envolver.

Em termos gerais creio que as pessoas confundem a tal moral individual com o entendimento das pulsões ou da ausência de formação moral e meio decadente em que se inserem. E como misturam tudo, são capazes de ser mais intolerantes que quem tem certezas nestes campos.
Eu separo. Separo o que é pessoal daquilo que é social e do que é pura pulsão ou instinto de crueldade que pode ser despoletado como nos animais- por se ver a “presa” doente, caída, decadente, indefesa.

E ainda separo mais o que deve ser a acção social perante isto. E foi por isso que me passei ao assistir a associações que têm nos seus princípios a defesa dos excluídos sociais, retirarem benefício de grupo à custa do uso de quem lhes devia merecer compaixão (os miúdos) e ajuda em vez de aproveitamento político.

Creio que percebeste isso. Mas também ia jurar que não o leste em muitos sítios. As pessoas têm medo de ter certezas e depois embrulham-se todas em aproveitamentos e mais valias encobertas por lindas palavras.
Dantes, como tu disseste lá no Cocanha, havia a religião para ensinar estas coisas. Hoje até parece que já nem muitos deles a ensinam. E os que estão de fora ainda menos. Transformou-se a ética num folclore doutrinário-jacobino, ao sabor das ideologias e qualquer dia nem distinguir o Bem do Mal se é capaz.

Quando são os próprios “humanistas” a pedir prisão de crianças abandonadas, não faltará muito para que peçam execução pública, se houver algum crime sobre outras crianças (como aqueles que acontecem lá fora nas escolas)

E entretanto prefiram gastar os fundos com propaganda e tratar dos seus negociozinhos e poderzinhos de lobby

E, de caminho, continuar a acusar os que ainda fazem alguma coisa- a Igreja- dizendo que a culpa é deles que faz mal feito.
 
errata: continuarem
 
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
 
este é um bom exemplo como a tolerância pode ser palavra vazia e forma de dar cobertura ao poltranismo.

Não obriga ninguém a dever nenhum. É o e virar o bico ao prego- apontando culpas aos outros
 
É... sim, é. E depois... é e não é. E, quando for necessários, não será... E depois as cinzas caem e apagam... e os filósofos escreverão mais livros bonitos.
 
Bemvindo ó Klatuu...
tens um blog muito alegre :)

é, ser ou não ser... é sempre assim.
 
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