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La force des choses
22.9.05
 
Mátria

Anésia Manjate (Moçambique)

Não vou dizer que "a minha pátria é a língua portuguesa".
Não repetirei a frase de Bernardo Soares.


Prefiro falar de uma língua e diferentes culturas (...).
Uma língua que é, de certo modo, inseparável de um processo histórico de criação de nações.

Antes de ser Estado, Portugal foi trova, cantar de amigo, flor de verde pinho, menina e moça de Bernardim.
E também "o sol é grande" e o "comigo me desavim", de Sá de Miranda.
E sobretudo Camões, a lírica e Os Lusíadas, esse poema fundador, que é um verdadeiro acto de soberania espiritual. (...)

Eu creio que pela mediação da poesia os poetas fundaram os povos.
E os povos fundaram a língua.
E a língua fundou as nações.
Uma língua e diferentes culturas.
É essa a nossa riqueza.

Uma língua em que as vogais não têm todas a mesma cor.
Para já não entrar nas consoantes que, em Portugal, como se sabe, assobiam, na África cantam e no Brasil dançam.
Temos um língua com vogais multicolores e consoantes sibilantes, ondeantes e até serpenteantes.

Manuel Alegre, Conferência Língua Portuguesa, Expolíngua 2003


Comments:
Se tão somente esta riqueza linguística pudesse estar reflectida na valorização da diversidade, no multiculturalismo, no respeito pelas diferenças... e aí sim, tinhamos um país mais colorido. Bonitas palavras, as de Alegre.
 
Bem bela e generosa, a nossa língua...!
 
A Pátria é mais que a língua, mas não me importo de repetir Pessoa.

"Respeito", seja pelo que for é ideia que se esvaziou :(

"Diversidade" podem ser diferenças numa comunidade, ou como hoje se faz: meras afirmações de átomos, que só reconhecem a si próprios.

O "individual" e o "comum" têm que ser balançados para poder haver Paz.
Cheira-me que não vamos nesse caminho; oxalá me engane.

Abraço Cris e Elvira
 
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