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La force des choses
23.8.05
 
Terra Queimada 2


Recentemente, graças à gentileza da Zazie, li uma entrevista à Visão, dada por Gonçalo Ribeiro Telles em 14 de Agosto de 2003.

Que podia o Governo fazer? O mal vem de longe.
A grande causa é um mau ordenamento do território, ou seja, a florestação extensiva com pinheiros e eucaliptos, de madeira para as celuloses e para a construção civil.

O problema foi uma má ideia para o País, a de que Portugal é um país florestal.
Lançou-se a ideia de que, tirando 12% de solos férteis, tudo o resto só tem possibilidades económicas em termos de povoamentos florestais industriais.
É uma ideia antiga que começou nos anos 30 com a destruição, também por uma floresta extensiva, das comunidades de montanha do Norte de Portugal, que tinham a sua economia baseada na pecuária.
Esta campanha transformou a silvicultura, que era a profissão básica, numa profissão florestal, para dar resposta aos grandes interesses económicos.

O País está completamente desordenado.
Por um lado, uma política agrícola que não considera o mosaico mediterrânico, com agricultura, pecuária, regadio e horticultura, os matos, as matas, todo um mosaico interligado e ordenado. E tem que haver duas intenções ecológicas fundamentais: a circulação da água e a circulação de matéria orgânica, aproveitando-a para melhorar as capacidades de retenção da água do solo.

A limpeza da floresta é um mito.
O que se limpa na floresta, a matéria orgânica?
Dantes era com essa matéria que se ia mantendo a agricultura em boas condições e melhorando a qualidade dos solos. E, ao mesmo tempo, era mantida a quantidade suficiente na mata para que houvesse uma maior capacidade de retenção da água.
Se as matas estivessem bem limpas ardiam na mesma e a capacidade de retenção da água não se dava, passava a haver um sistema torrencial.
A limpeza tem que ser entendida como uma operação agrícola.


O homem está velho mas lúcido e anda a dizer coisas destas desde que o conheço.
O aquecimento global aliado a latitude portuguesa (Verões com mais calor e menos humidade), será também um factor influente, mas fomos ou não apanhados com as calças na mão, isto é, com o território completamente desordenado?


Sei pouco do assunto, mas não é difícil depreender que não funcionam pinhais na Guiné, nem palmares na Escandinávia.
Os meios de combate serão sempre escassos, e por outro lado, prevenção, problemas estruturais, são apenas outras maneiras de dizer “ordenamento do território”.
O homem é capaz de ter razão… a casa arde porque o pinheiro está no quintal.


Comments:
Está mesmo com muitos anos, está... mas Sabe! Aliás, desde sempre a verdade é essa: Sabe!
triste é pensar que, como tudo neste país e toda a gente que sabe e devia ter sido (ser) ouvida será, apenas, apontada depois de morrer, como "ah, sim, mas nesse tempo ele/a já dizia..."
e, nessa altura (agora já é) será tarde demais.
Demasiado tarde para atentar a esses/as que sabem. E vêm dizendo há tanto...

pois é... a casa arde porque o pinheiro estava no quintal... ou porque a terra ali ao lado era de outros donos e não se pode limpar o que não nos pertence... isto ouve-se cada uma! é sempre a mesma forma de ser e estar, depois da casa arrombada, trancas à porta. Só não sei como negar entrada à labareda, mas...
 
let it burn...
 
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