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La force des choses
31.7.10
 
Keiko

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29.7.10
 
Empates 2

Na final dos 100 metros o campeão europeu Lemaitre, não teve constestação, mas os quatro atletas seguintes (onde estava Francis Obikwelu) terminaram com o mesmo registo (10,18s). O juri decidiu com "photo-finish" e Obikwelu perdeu o "bronze" por menos de um centésimo de segundo.

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Empates

Prata é uma medalha e mais vale uma que nenhuma. Mas gostaria de ter o ouro, ainda por cima quando consegui a mesma marca que a primeira. Naide Gomes, Barcelona 2010

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27.7.10
 

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Para-teoria 4 - Estado Novo
Diz-nos Rui Ramos em “A Segunda Fundação”: a ditadura militar de 1926 não derrubou uma “democracia” no sentido actualmente corrente do termo. Destruiu o império daqueles que se consideravam os únicos “democratas” e que, na pratica, se traduzia no monopólio do Estado por um partido politico, o Partido Republicano Português, e num tipo de governo que os seus críticos não hesitavam em classificar como “um governo de ditadores”.
O PRP que representava a maioria da opinião republicana, conquistou o poder em Portugal em 1910 e, sob a alcunha de “partido democrático” não consentiu que mais ninguém lá chegasse, a não ser pela força (1917 Sidónio; 1926 Carmona). O PRP não estava no governo porque vencia as eleições, mas vencia as eleições porque se sabia que em caso nenhum admitia sair do governo. A decisão do PRP em permanecer no poder contra tudo e contra todos – ou, como pitorescamente proclamou Afonso Costa em 1914, em “defender o povo, mesmo contra a vontade do próprio povo” – ficou provada, vezes sem conta antes de 1926.
Por detrás do confronto entre o Reviralho e o Republicanismo, não está a vontade popular, está sim a profunda guerra cultural aberta em Portugal pela conquista do Estado pelo PRP em 1910. Um abismo entre o poder e o povo.
Quando a Republica entra em falência, e o exército (Carmona) entrega o poder a Salazar, com o apoio de republicanos moderados (e igualmente de monárquicos), na realidade é à Igreja que o está a entregar. O “Reviralho” representou no fundo, a vingança dos que sofreram o terror, e Salazar não substituiu uma democracia por uma ditadura, de facto apenas trocou uma ditadura por outra, à época – lembremos a ascensão de Mussolini e as ideias em voga – mais aceitável.
A emergência do Estado Novo não resultou da simples decadência e queda da Republica, mas da transformação a que as suas elites tentaram sujeitá-la, transformação que passou pelo aniquilamento do velho PRP como partido dominante, num processo que se desenvolveu tanto à direita como à esquerda. O que aconteceu depois, a instauração do “Estado nacional autoritário” de Salazar, resultou desse confronto.
Para além de tudo isto, os portugueses nunca gostaram da Política. A Monarquia deixara a Politica de rastos. Mas a Republica só veio agravar o desprestígio. Tinha o apoio de uma ínfima parte dos portugueses, não permitiu na prática mais do que um partido, viveu numa inconcebível instabilidade e durou, enquanto durou, pelo terror. Até as ténues tradições de tolerância do constitucionalismo foram destruídas pelos bandos de caceteiros que se auto intitulavam “povo”. Daí a ideia de que, para salvar a Pátria, era necessário suprimir a politica. Foi esse desastre que induziu Salazar. Além disso, o republicanismo nunca desdenhou usar os mitos para se “sacralizar” com rituais e devoções, que funcionavam como uma “religião” (as comemorações camonianas e pombalinas, por exemplo). A “religião laica” republicana só teve paralelo – não por acaso, creio – na sua grande rival, a Igreja Católica. Assim, como antes fizera a Monarquia, como antes fizera a Republica, Salazar apoiou-se no mito da Gloria Pátria, contra a evidência da penúria. A Política morreu, e o 25 de Abril irá ressuscitá-la… mas como lembrou Pulido Valente, não a reabilitou.

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26.7.10
 
Para-teoria 3 - República
Diz-nos Pulido Valente em “O Poder e o Povo”: o conjunto de crenças e ideias que o militante médio geralmente partilhava tornou possível a transformação do pequeno partido incoerente dos anos 80 na força poderosa de 1910. Os republicanos começaram por se considerar um grupo distinto na sociedade portuguesa. Depois, aperceberam-se da sua subordinação aos grupos dominantes e da “injustiças” que, por isso, sofriam. Por fim, conseguiram ver-se como o “corpo da nação” e ver a sua luta como um movimento de interesse universal. As formas ideológicas específicas do republicanismo foram, evidentemente, determinadas pelo estatuto social dos dirigentes, quadros e simpatizantes do PRP. Mas a história de Portugal e a evolução interna do Partido também tiveram um papel fundamental. Sem a semi-colonização inglesa e a velha preocupação com a “decadência pátria”, o nacionalismo pouco haveria pesado. E o anticlericalismo apenas foi operativamente importante porque a Monarquia sobreviveu à ditadura de Franco: um acontecimento acidental. Deste modo, tantos factores sociais permanentes, como o jogo das circunstâncias geraram a ideologia que cimentou as massas urbanas num poder capaz de destruir aquilo a que a propaganda monárquica errada e orgulhosamente chamava um “regime multissecular”.
Estranhamente, após 1910, com o fim da monarquia, as coisas não se resolveram. Voltámos a encontrar a velha polaridade esquerda-direita em campo. Agora, entre moderados (o Bloco) e radicais (os Democráticos). E a diferença residia essencialmente nisto: enquanto os moderados não queriam a plebe na política, os radicais exigiam-na, mas só como instrumento de poder, sem sombra de cooptação. Depois, com a dimensão religiosa e o ateísmo militante do lado radical, as coisas complicaram-se. O lado esquerdo jacobino, para além de cair sobre o povo rural (a grande maioria) com ideias que este não compreendia, ainda fez terra queimada da religião. O lado direito, que queria o regresso da ordem, tolerante, aceitava a Igreja desde que pudesse também apascentar o “povo”. Isso chegou-lhe para atrair muita gente deserdada pela revolução, mas não chegou para se impor à esquerda. Curiosamente, no paternalismo republicano, apesar da capa anti-clerical, podemos reconhecer a marca cristã, a roçar a vocação catequética. Provindo de tradições diferentes – será mesmo assim? lembremo-nos de Nietzsche e da Genealogia da Moral – encontramos paralelos fundamentais entre os crentes na Divindade, e os crentes na Humanidade, a saber: a apologia do trabalho, a valorização da instrução popular, o empenho associativista, a defesa do interclassismo.

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25.7.10
 
Para-teoria 2 - Liberalismo
A clivagem política universal que teve origem na grande revolução de 1789, só entrou realmente em Portugal nas primeiras décadas do século XIX, com as invasões francesas. No entanto, apesar do processo se ter iniciado antes, é costume situar o ponto histórico de viragem na revolução liberal de 1820. Só a partir daí terá verdadeiro sentido falar de esquerda e direita politica em Portugal.
Inicialmente, e batendo-se depois na guerra civil, o campo da direita foi representado pelos “absolutistas” – defesa do poder absoluto do monarca – que só reconheciam a legitimidade da tradição; o campo da esquerda, conforme ao espírito moderno, assentava a legitimidade política nos cidadãos (onde o rei era sem distinção) e reclamava para estes, tanto a liberdade como a igualdade. Numa certa perspectiva, a direita e a esquerda portuguesas, descendem respectivamente, do senhor dom Miguel e do senhor dom Pedro. Acresce que, por causas religiosas profundas, a Igreja Católica sempre foi de facto, em Portugal, a organização mais influente no lado direito.
Mas depois da esquerda ter ganho a guerra civil, vamos encontrar de novo a polaridade direita-esquerda no campo liberal. Com a maioria já convertida às novidades, renasceu a divisão entre conservadores e revolucionários. Os primeiros sobrevalorizaram a tolerância (admitindo mesmo partilhar a soberania com o rei) e a liberdade (no fundo, outro nome que dão à propriedade); preferindo à cautela o sufrágio indirecto; exigiam ordem e, em teoria – mas não na prática, em Portugal, como prova Pulido Valente – o Livre-câmbio na economia. Os segundos, da esquerda, sobrevalorizaram a igualdade e só reconheciam a soberania do “povo” – conceito vago e variável com as conveniências momentâneas – por isso preferindo o sufrágio universal e directo. Para eles a ordem legítima – desconfiam de qualquer outra – é a que deriva da mudança violenta, na revolução, e na economia preferem o proteccionismo. No século XIX, os da direita chamaram-se cartistas (da Carta constitucional) e cabralistas – usamos igualmente os termos moderado, conservador e reformista – e os da esquerda chamaram-se vintistas (da constituição de 1822) e setembristas – igualmente radicais, progressistas e Democráticos.
Antes do século XX ter início, muitos dos da esquerda converteram-se ao republicanismo, contra a monarquia. Tornou-se na clivagem essencial: todo o mal do mundo vinha do privilégio real, e todo o bem surgiria da sociocracia positiva, que designavam por Republica, sob o signo da igualdade e da probidade. Obviamente, a corrupção resultava da monarquia.

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24.7.10
 
Para-teoria: esquerda e direita
Para pôr as ideias em ordem pensemos um pouco sobre o conceito de espaço político, de onde derivam os termos que se usam. Todos os sistemas políticos são caracterizados por conflitos. A estrutura desses conflitos integra-se no espaço político de um dado sistema, num dado momento histórico, e compõe-se do número de dimensões correspondente às linhas de conflito (clivagens), isto é, escolhas que influem no sistema. Conforme temos uma ou mais clivagens, falamos de espaços lineares ou de espaços pluridimensionais. O espaço político linear é o mais simples – só tem a dimensão esquerda – direita. Anthony Downs interpretou essa diferença como o grau de intervenção do Estado na economia, identificando a esquerda com maior intervenção e a direita com menor. Já para Seymour Lipset o divisor das águas reside na atitude favorável (esquerda) ou não (direita) à mudança do status quo. Mas devido à simplicidade inerente, os espaços lineares não explicam todos os comportamentos, porque ignoram outras dimensões de identificação e de competição, que ao cruzarem-se alteram a dinâmica global. Uma dessas dimensões é claramente a religião.
Percebemos também que as identidades são dinâmicas e mutáveis ao longo do tempo, condicionam-se e interagem, sendo depois reflectidas melhor ou pior pela teoria política em voga. Percebemos ainda que a divisão entre esquerda e direita, para além de redutora, se vai tornando confusa com o passar do tempo, porque há direitas se apropriam de partes essenciais do programa clássico da esquerda, e vice-versa. No entanto na história portuguesa é possível – tendo em conta as dificuldades referidas – estabelecer duas grandes correntes que, ora divergem, ora convergem no tempo, com diferenças de ênfase nos valores e prioridades.
Pela dimensão económica não me parece fácil distinguir a esquerda da direita em Portugal. Nesse domínio, todos reclamam o abono do estado. Mas na dimensão, mais antiga, dos costumes, poderemos identificar dois pólos, que mergulham as raízes sociológicas no passado do processo histórico. Em Portugal, desde 1820 que existe nitidamente um campo que tende a conservar a ordem velha (direita), perante outro que pretende romper essa mesma ordem (esquerda).

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22.7.10
 

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18.7.10
 
1970 VI

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17.7.10
 
1970 V

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16.7.10
 
1970 IV

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15.7.10
 
1970 III

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14.7.10
 
1970 II

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13.7.10
 
1970 I

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7.7.10
 
A cool tool for hot days

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1.7.10
 
Cão como nós

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