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La force des choses
25.4.10
 
João Pina campeão da europa de judo -73 kg

eis um bálsamo, para me ajudar a aguentar o foguetório lampião, que estou agora mesmo a ouvir na rua

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17.4.10
 
Michael Schumacher
Creio que Schumacher é mal amado pelo público da fórmula um. O seu palmarés pulveriza qualquer outro. Em termos absolutos, foi sete vezes campeão do mundo e quem vem de seguida, o velho Fangio, não passou dos cinco. Ponto final.
Mas não… pouca gente o mitifica, como fazem a Senna, como fizeram a Stewart, a Rindt, a Clark, ou ao velho argentino durante toda a sua vida. Schumi não goza da simpatia universal, é mesmo visto como alguém sem escrúpulos para ganhar (visão injusta, na competição ninguém é anjinho).
O regresso do melhor piloto de todos tempos, para além de um golpe publicitário – a formula um, cheia de casos de secretaria, andava mesmo a precisar – foi um risco para a sua imagem, bem pago certamente, mas grande. Dito isto, acho que não poderia estar a correr melhor. Ao fim de uns anos, os carros estão bastante diferentes. Ross Brawn e os recursos e tecnologia da Mercedes, não suprimem a falta de experiencia como equipa, e o carro não é de primeira linha. O heptacampeão, mais velho, dificilmente seria mais rápido. Melhor era impossível… contudo, as expectativas estavam altas. Ilógicamente altas.

Ora, até posso aceitar que Michael Schumacher (aliás, como a Mercedes) precisa de tempo. Mas já não se aceita que venha dizer, como já disse, que se sente muito bom, e é o carro o problema. Porque basta comparar com o termo em anexo: o filho de outro campeão, o jovem Nico Rosberg. Veja-se:

Treinos
Bahrain – Rosberg 5º – Schumi 7º
Austrália – Rosberg 6º – Schumi 7º
Malásia – Rosberg 2º – Schumi 8º
China – Rosberg 4º – Schumi 9º

Provas
Bahrain – Rosberg 5º - Schumi 6º
Australia – Rosberg 5º – Schumi 10º
Malásia – Rosberg 3º – Schumi desistência (roda mal apertada nas boxes)

Resultados
Nico Rosberg (Wiesbaden 27/06/85) no campeonato com 35 pts
Michael Schumacher (Hurth-Hermulheim 03/01/69) 10º no campeonato com 9 pts

Vamos lá a ver se amanhã, o veterano campeão me faz engulir as comparações. Duvido...

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15.4.10
 
Os nomes dos submarinos

Os países na Nato, tendem a denominar os submarinos com nomes de predadores marinhos, de deuses, de seres mais ou menos míticos e são, geralmente, ordenados alfabeticamente ou por grandes séries de letras – ex: “Oberon” foi uma classe de submarinos ingleses, que teve grande sucesso de exportação, (Chile, Brasil, Canadá, Austrália) nas décadas de 50 e 60; todos os outros dessa classe, na frota britânica, tinham nomes começados por “ O “ como por exemplo “ Osíris “ – este último foi vendido em segunda mão ao Canadá para peças... Portugal não escapou à regra, sendo que esta foi estabelecida há muito, pois tivemos submarinos pela primeira vez em 1913 (ainda encomendados pelo Sr. Carlos de Bragança em Janeiro de 1908...mau agoiro?). Assim os nossos “predadores marinhos” já foram repetidos várias vezes – esta última é a 4ª ou a 5ª esquadrilha de submarinos. Já tivemos “Nautilos”, “Neptunos” e “Narvais”; “Espadartes”, “Focas” e “Golfinhos” e os que agora estão velhos e serão substituídos eram o S163-Albacora, S164-Barracuda, S165-Cachalote e S166-Delfim (A, B, C e D). Albacora é igualmente um peixe carnívoro, voraz e grandote (1.2 m de comprimento) da família dos atuns - é até quase completamente igual anatomicamente. A sua forma específica inspirou alemães e americanos já no final da II Guerra, o que produziu o chamado "stream-lined submarine" e navios de pesquisa com o mesmo nome (USS Albacore, por exemplo).
Uma vez que os números dos novos submarinos são S167 e S168 – na sequência directa dos anteriores – é estranho que tenham sido adoptados nomes de armas para caçar animais marinhos (Tridente e Arpão) pois o que seria normal seria a repetição dos nomes “Espadarte” – E, e “Foca” – F. Existe no entanto uma patusca razão para tal: nos dias que correm “Espadarte” é coisa digna, mas “Foca” poderia suscitar, entre os nossos aliados “anglo-falantes”, risinhos na casa das máquinas ou paródia nos gabinetes da Nato: “ Foca ” é foneticamente igual a “ Fuck her “, ou seja “ Fode-a” ou "Ela que se foda". Há 40 anos, no tempo do respeitinho, a coisa não seria importante, mas agora foi preciso salvaguardar a “toponímia” e a malta da Armada, sempre atenta, fez a alteração. Mário Freire

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14.4.10
 
Não são brinquedos!

O novo NRP Arpão (S 168) baptisado pela Dra Maria Barroso à direita do comodoro Mello Gomes

Existem razões várias para que todo este processo se tenha tornado longo, complicado, opaco, pouco sério e, sabemo-lo agora, recheado de personagens de reputação duvidosa.
A decisão do governo Guterres, a da compra, fez todo o sentido: o submarino é um sistema de armas poderoso, potencia frotas de superfície, que por isso podem ser menores, mais ágeis e de menor custo e vulnerabilidade. Guterres chamou-lhe a “Bomba atómica dos pobres”, ou seja: “sabemos que forças poderosas podem agredir / atacar o País ou a União, mas ficam a saber que isso terá para eles custos materiais e humanos avassaladores; aqui reside a dissuasão. Não estou a ver o católico e mui-sério Guterres a deixar-se comprar por quaisquer negociantes de armas ou a deixar-se convencer por um qualquer militar reformado. A decisão foi de certeza ponderada e, segundo muita gente, correcta.

Fiquei particularmente chocado com o embaraço e a gritante ignorância do deputado Diogo Feyo, pessoa que prezo e estimo sinceramente, demonstrada no Jornal das Nove da SIC de dia 31.
Aqui vai alguma cronologia, com a minha modesta ajuda, para esclarecimento de quem queira: Salazar comprou a pronto, entre 1964 e 1968, 4 submarinos à França, que foram aumentados ao efectivo da Armada com os seguintes nomes e números-de-amura:
S163 – NRP Albacora (A)
S164 – NRP Barracuda (B)
S165 – NRP Cachalote (C)
S166 – NRP Delfim (D)
Em 1975 (!) o submarino S165 Cachalote, que tinha sido pago pelos Portugueses a pronto, foi devolvido a França e esta forneceu-o ao Paquistão, que mantinha à época mais uma guerra com a Índia (a França pagou-nos? era um acordo? era um favor? se pagou, quem recebeu o dinheiro? um intermediário? o erário público? um almirante revolucionário? um partido político? seria interessante investigar...). O navio foi incorporado na Marinha do Paquistão com o número S134 e o nome GHAZI. O submarino Paquistanês S131 HANGOR, do mesmo tipo, tinha afundado a fragata indiana INS KHUKRI em 12/07/1971.
Os nossos restantes 3 submarinos foram envelhecendo, navegando e cumprindo as suas discretas mas fundamentais missões.
À data da decisão de Paulo Portas / Governo Barroso, 2004, só já restariam operacionais 2, logo a decisão da compra de só duas unidades estava toscamente justificada perante a chamada “opinião pública”, assim como representava uma efectiva economia.
É preciso dizer que uma frota destas deve, teórica e idealmente, ser composta por 4 unidades: um em manutenção, outro em grande revisão e outros dois operacionais e agindo em conjunto. Três unidades são consideradas, por especialistas verdadeiros, uma frota possível mas “apertada”. Com dois, apenas um está operacional e nem sempre. Mas é melhor que nada. A guerra-fria acabou, os serviços de informações militares podem ajudar tentando antecipar ameaças e a disponibilidade dos navios e melhorando assim gestão da frota. Esta deve também apoiar missões anti-droga, anti-tráfico humano / escravatura, anti-pirataria e anti-terrorismo, com uma boa coordenação. A escolha só de dois navios era, apesar de tudo, justa e mais barata.
Foram escolhidos os melhores e mais eficazes submarinos da actualidade, os alemães: de facto, o material francês (e espanhol...) que perdeu o concurso não era de modo nenhum capaz de estar sequer próximo do nível de qualidade e eficácia dos navios escolhidos por Portugal. O sistema de propulsão sem oxigénio e silencioso (AIP – Air Independent Propulsion) que os franceses diziam que já tinham, estava apenas em fase de ensaio e ao que é sabido, dava problemas difíceis de ultrapassar; como paliativo prometiam incorporar depois da venda a Portugal, esse equipamento nos nossos navios, o que jamais iria acontecer. Os submarinos Franco-espanhóis eram apenas aparentemente mais baratos. Também deve ser referido que nem a França nem a Espanha queriam incorporar nas respectivas frotas esse tipo de navio. A própria Espanha, co-produtor/fabricante, definiu para a sua frota uma máquina mais ambiciosa, e muito mais cara, com sistemas de combate americanos, mísseis de cruzeiro e ainda espera pelo famoso motor sem oxigénio (AIP) de concepção francesa, o que parece ter aborrecido, ou outra coisa em “ido”, a parte francesa do negócio. Queriam portanto vender-nos material que rotulavam internamente de 2ª.
O submarino alemão que Portugal escolheu é o melhor: tem o seu motor independente do ar completamente funcional e eficaz; é furtivo ao ultra-som (sonar) e ao radar; é muito silencioso; tem um enorme raio-de-acção. Quebrava também uma dependência de Espanha e de França que não nos seria benéfica. Há também quem afirme – não sei se é verdade – que os nossos velhos submarinos de fabrico francês beneficiaram de técnicas portuguesas de melhoramento e reparação que Portugal jamais pôde registar e que foram abusivamente aproveitadas pelos franceses sem licença. Por tudo isto a escolha pelo submarino alemão parecia óbvia.
Se chegarem a ser aumentados ao efectivo da Armada terão os seguintes números-de-amura e nomes:
S167 – NRP Tridente (T)
S168 – NRP Arpão (A)

As negociatas, concursos viciados, pseudo-comissões de avaliação, pressões e outras boas-acções levaram a um processo longo e cheio de impugnações e protestos por parte do concorrente Franco-Espanhol. Os submarinos escolhidos por Portugal até tiveram de mudar de nome – truques de secretaria... O que compramos chama-se oficialmente Tipo U209-PN (Portuguese Navy) mas é directamente derivado do Tipo U214 com mais cerca de 4 a 5 metros de comprimento para alojar equipamento de comunicações e de gestão, de concepção e fabrico Nacionais e para poder ter uma guarnição parcialmente feminina. Como se vê foram feitos à medida das nossas necessidades e completamente adaptados às missões que vão desempenhar.
NÃO SÃO BRINQUEDOS!
Mário Freire

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13.4.10
 
Para que serve um submarino?

No passado dia 31 de Março, o Jornal das Nove da SIC de Mário Crespo, teve forçosamente de abordar o caso de corrupção na aquisição dos submarinos para a Marinha Portuguesa. Era o caso do dia, e o tema incómodo, logo era notícia. O Governo, deu a ideia, por declarações apenas, que havia intenção de investigar, denunciar contratos, moralizar e punir (seria a primeira vez...). Tento aqui o meu atrevido contributo para uma informação imparcial, sem ter como missão diabolizar e caluniar a decisão da aquisição dos submarinos.
Para que serve um submarino?
1-Recolhe informações, úteis à segurança do Estado, sem ser visto, usando sensores ópticos, acústicos e electromagnéticos ou seja, periscópios, sonares e radares.
2-Controla o tráfego marítimo, distinguindo muito facilmente o que é civil do que é militar (de qualquer país) e o que é navio de superfície do que é submarino, a distâncias consideráveis e sem precisar de se mostrar (vir à superfície), portanto sem denunciar a sua presença.
3-Recolhe ou coloca pessoas, civis ou militares, em qualquer costa do Atlântico e parte do Indico, em segredo e segurança, permitindo levar a cabo missões de resgate vitais para o Interesse Nacional e para a segurança de Portugal.
4-Escolta e protege unidades civis e militares que naveguem à superfície, ou estruturas permanentes ou móveis (plataformas, trabalhos de prospecção e investigação científica etc.).
5-Tem uma considerável capacidade de dissuasão pois tem uma enorme capacidade destrutiva, vulgo, “poder-de-fogo”.
6-Os seus equipamentos de detecção, sensores e capacidade de cartografar o fundo marítimo para navegação, permitem-lhe também a localização: de navios afundados, de destroços, de pontos de impacto de aeronaves na água (acidentes).
7-Em alguns casos, têm a capacidade de colocar mergulhadores e levar a cabo missões de salvamento subaquáticas, assim como missões de sabotagem e de guerra, fim primeiro da sua existência.
8-Têm a capacidade de potenciar o papel das unidades de superfície, tornando desnecessária uma vasta frota de combate (uma vasta frota é também vulnerável e cara de operar, guarnecer e manter).
9-Um submarino é eminentemente um navio de combate, mas como todos os navios de combate, a exemplo das fragatas, pode executar outras missões, nomeadamente apoio à vida / trabalho no mar e salvamento - os navios não-combatentes são limitados em todas as outras capacidades e missões, executando bem apenas aquelas para as quais foram pensados.
10-Este ponto pretende ser um resumo: Os submarinos salvaguardam bens materiais e vidas humanas, sobretudo de militares (homens de carne-e-ôsso) que naveguem ao serviço de Portugal, e que não são marcianos mas portugueses. Enviar, numa qualquer missão oceânica, destinada a apoiar interesses de Portugal e/ou a proteger vidas de portugueses em trabalho ou em missão noutro qualquer país costeiro (exemplo, Guiné em 1998), enviar pois, homens a bordo de navios que ostentem a Bandeira Nacional não deverá ser um acto irresponsável. Não se enviam navios desprotegidos ou desarmados para lado nenhum. Sem submarinos a Marinha precisará sempre de protecção alheia, não terá autonomia nas decisões políticas e estratégicas ou para o que quer que seja; precisaremos sempre de pedir licença - ou socorro - a alguém e isso tem custos: Portugal deixará de controlar minimamente as suas águas, com credibilidade, e tornar-se-á irrelevante.

Perante esta enumeração das capacidades da arma submarina, é imperativo que o governo, e outras entidades que zelam, ou deviam zelar, pelo Superior Interesse na Nação (a médio e longo prazo, e não gerindo calendários eleitorais) respondessem em público às seguintes perguntas:
A – Está o Governo de Portugal empenhado em conservar a capacidade, que só os submarinos permitem, de obter e recolher informações, de maneira discreta e autónoma, que são vitais para a segurança da República e dos homens e mulheres que nos representam dentro e fora do território nacional? Ou simplesmente quer evitar cobardemente que se fale nisto?
B – Está o Governo interessado em ter a capacidade de saber quem navega nas nossas águas, tanto à superfície como abaixo dela, e saber o que lá fazem e porquê? Ou pelo contrário, está disposto a abdicar da capacidade de saber se estão a fazer cemitérios clandestinos de produtos tóxicos e/ou radioactivos por meios submarinos estrangeiros?
C – Quer o Governo conservar a capacidade de colocar ou extrair pessoas, em caso de necessidade, de qualquer ponto de qualquer costa atlântica, defendendo o interesse e a segurança nacionais? Ou, pelo contrário, quer deixar cair, de forma irresponsável, essa capacidade e assim atingir estrondosamente a total e humilhante dependência dos nossos “parceiros da união”, que manifestamente nos adoram?
D – Está o Governo, sim ou não, empenhado em ter a capacidade submarina de apoiar e proteger as nossas unidades de superfície, trabalhando com elas em equipa, sejam elas fragatas, navios-patrulha, navios reabastecedores, navios hidrográficos e de pesquisa científica, unidades auxiliares da marinha ou também embarcações civis que honestamente desenvolvem a sua ingrata actividade? Se “não”, como vai o Governo justificar ou explicar, que as vidas dos marinheiros civis e militares assim como os navios que ostentam a Bandeira de Portugal são coisas descartáveis?
E – Será que ninguém repara que alguns dos nossos mais desleais adversários são nossos “parceiros” na União Europeia e que estes rejubilarão se perdermos a nossa capacidade submarina, aparecendo logo fazendo-se necessários, tomando assim o nosso legítimo e antigo lugar no mar? Que diz o Governo da constante tentativa de assalto às nossas águas oceânicas e às suas riquezas naturais e minerais?
F – Porque será que quase todos os países oceânicos prosseguem ferozmente o seu reequipamento submarino e o Governo está disposto, bacocamente, a ouvir “recomendações” desses mesmos países (europeus) no sentido da rejeição dos nossos submarinos?
G – Quer o Governo conservar o muito necessário controlo sobre o “nosso oceano”, mantendo Portugal como uma nação forte e digna, ou quer, pelo contrário, caminhar a passos largos para a irrelevância total e dar o país em “outsourcing” (porque não privatizar a polícia ou vender o Ministério Público a estrangeiros, que certamente poderiam dizer que “vocês não são eficazes a investigar o crime”?); Qual é o limite do aceitável para os políticos?
Mário Freire

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9.4.10
 
A verdade sobre La Lys
A participação portuguesa no teatro de operações europeu durante a I Guerra Mundial é mal conhecida pelos portugueses e pelos estrangeiros. Para as nossas gerações mais novas, o desconhecimento é absoluto: muitos não sabem que Portugal participou na guerra e até em duas frentes militares, a europeia e a africana.
A ignorância estrangeira sobre a actuação do Corpo Expedicionário Português (CEP) em França é, porem, ainda mais flagrante.
Mais recentemente, alguns historiadores, como o francês Marc Ferro ou os ingleses Liddell Hart ou Martin Gilbert, têm dado maior atenção à campanha do CEP, tentando abordar questões significativas: os motivos da entrada de Portugal na guerra, a decisão de evoluir de uma neutralidade não declarada para uma beligerância, o comportamento português em La Lys e o respectivo balanço de baixas.*

A acção do CEP na Flandres costuma ser reduzida à prestação portuguesa na famigerada batalha de La Lys. Com um dia de batalha desfaz-se, com alguma leviandade, uma campanha militar de três anos que até ao fim lutou pelo aniquilamento do adversário.
Os alemães atacaram às 4 e 15 da madrugada de 9 de Abril de 1918. Pretendiam desencadear um ataque relâmpago de forma a surpreenderem as tropas luso-britânicas e a conquistarem rapidamente a zona dos vales do rio Lys e do canal Lawe. Bombardeadas as comunicações e aproveitando-se do fumo e do denso nevoeiro, a infantaria inimiga, a partir das 7 horas, galgou as trincheiras dianteiras, atravessou a terra de ninguém e tomou de assalto a 1ª linha. Habituados ao incremento dos bombardeamentos e dos raides do inimigo durante o mês de Março, muitos portugueses e britânicos nas trincheiras dianteiras não reconheceram diferenças no bombardeamento e, por isso, não alteraram o seu comportamento. Passadas algumas horas de investida alemã, já era tarde de mais. Apesar de os minhotos terem impedido os alemães de romperem a linha e atravessarem o rio Lys, os alemães tinham tomado Laventie. Impôs-se um recuo estratégico para travar o inimigo e potenciar uma recuperação futura, atitude usual na guerra de trincheiras. Ordenada a retirada, muitos militares viveram o pânico e refugiaram-se na retaguarda num processo de extravio, distinto da deserção. Aliás. Este processo de retirada, organizado ou não, não foi responsável pelo avanço ritmado alemão, pois simultaneamente aconteceu a resistência da artilharia e até ocorreram alguns contra ataques de infantaria, protagonizados por portugueses, que conseguiram demorar o processo inimigo.
A “debandada” portuguesa atribuída por alguma historiografia estrangeira nunca existiu pois os alemães demoraram cerca de três horas para percorrer uma distancia de 3.500 metros que, sem resistência, demoraria uma hora e na zona de Estaires, a Infantaria 29, originaria de Braga, conseguiu resistir cinco horas na Red House permitindo o reposicionamento adequado das reservas no rio. Com a noite de 9 de Abril, chegou ao fim a missão portuguesa na batalha: resistir ao avanço alemão o mais tempo possível de forma a proporcionar o movimento de tropas britânicas até ao sector flagelado. Porem, esse dia não pôs fim à nossa campanha militar em terras flamengas. Ainda a 10 de Abril, em La Couture, se vai lutar pela manutenção de uma 1ª linha que na retaguarda se julgava perdida e, quando reorganizada, o CEP vai participar, meses mais tarde, na contra-ofensiva aliada e entrar na Bélgica.
O saldo da operação militar desencadeada pelo exército alemão em Abril-Maio de 1918 foi impressionante e, apesar de começar com uma retirada, marcou o início da ofensiva aliada, com um comando geral unificado, na senda da vitória. Não se pode é confundir esta batalha de resistências, de retiradas organizadas e até de fugas generalizadas, com os dois anos de campanha efectiva e com a permanência dos portugueses em França até Março de 1919. A campanha portuguesa na Flandres, parte activa da campanha aliada, merece maior atenção pela historiografia estrangeira que insiste ainda em apresentar o “9 de Abril” como um mero bombardeamento de 24 horas, desaire e responsabilidade exclusiva portuguesa, prenuncio da batalha de La Lys. Urge, por isso, desmistificar mitos e esclarecer factos num diálogo aberto, coerente e rigoroso, sem duelos nacionalistas.

Isabel Pestana Marques in Visão História nº 4 “Portugal nas trincheiras: a I guerra da Republica” Fevereiro 2009

*O balanço do primeiro embate foi pesado. Luís Alves de Fraga, professor universitário autor de estudos sobre o tema, fornece um balanço preciso das baixas portuguesas na batalha de La Lys: 30 oficiais, 33 sargentos e 551 praças mortos, enquanto são feitos prisioneiros (incluindo muitos feridos) 270 oficiais e 6.315 sargentos e soldados. Metade dos efectivos portugueses colocados em primeira linha é morto ou feito prisioneiro. No total, o número de mortos portugueses em toda a intervenção – de 2 Fevereiro de 1917 a 11 Novembro de 1918 – situa-se nos 7.000 mortos entre 55.000 homens mobilizados.

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5.4.10
 
Fernando Alonso
Não gosto especialmente de Fernando Alonso. É uma questão de simples falta de empatia. E pouco melhorou após a sua vitória na primeira prova deste ano, naquele calor das arábias. A taça caiu-lhe do céu, após avaria do jovem Vettel (o mais rápido do momento, creio) que sem isso seria o provável vencedor.

Mas sentimentos aparte, sinto-me obrigado a exprimir apreço pelo que lhe vi depois. Alonso é um lutador temível. Perante as dificuldades das duas ultimas provas, o bicampeão mundial revelou a sua verdadeira raça.
Na Austrália vi-o ficar para trás no espalhanço da primeira curva. E enquanto outros que se atrasaram, como o grande Schumi, não conseguiram recuperar, Alonso levou o Ferrari até ao 4º lugar. Nas últimas voltas teve de defender-se de um endiabrado Hamilton, mais rápido segundo e meio por volta, e aguentou.
Na Malásia também correu tudo mal desde início, partiu de trás e ficou sem embraiagem na primeira volta. Ainda assim conseguiu chegar à traseira do campeão em título (Button) que rodava em 6º. Atacou-o como um leão. Partiu o motor na luta, quando podia ter-se ficado pelo 7º pontuando. Estaria hoje na frente do campeonato.
Disse no final, que fora a corrida mais difícil da sua vida, toda sem caixa de velocidades, tendo que improvisar a cada curva.
Mas mostrou raça e coração de campeão. Apesar de simpatizar mais com Felipe Massa, que perdido o campeonato há dois anos por um ponto (para Hamilton) merecia que 2010 fosse o seu ano; apesar disso, digo que a Ferrari tem em Alonso, a melhor hipótese de voltar ao topo de forma perene, desde a saída de Schumacher.

Parabéns Dom Fernando!

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4.4.10
 
Jessica Michibata
The world champion beautifull sweet heart

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3.4.10
 
Sepang
tomorrow we have a race...

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