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La force des choses
23.6.08
 
1940 Hitler passeou-se em Paris
Hoje, como um sinal dos tempos que vivemos, um vitorioso Adolf Hitler passeou toda a manhã numa Paris deserta – a maioria da população evacuou a cidade. Este artista falhado, que chegou chanceller do Reich alemão, acalentava o sonho há muito. Fez-se acompanhar pelo seu arquitecto e pelo seu escultor preferidos, Albert Speer e Arno Brecker.
Vieram de madrugada de Compiégne, onde foi assinou o armistício. Apesar do triunfo, o vazio que acompanhou a passeata, parece simbolizar o vazio que irá envolver cada vez mais este homem providencial.
A comitiva automóvel entrou pela Porte de La Villete e seguiram-se as pérolas arquitectónicas da cidade luz do percurso gizado pelos seus artísticos acompanhantes: Opera, Madeleine, Campos Elíseos, Arco do Triunfo, Invallides, Notre Dame e um final magnífico no Sacré-Coeur, do alto da escadaria: Hitler pôde ver uma cidade silenciosa e reluzente sob sol matinal, estendida a seus pés. Speer contou que Hitler, com os olhos a brilhar, lhe dissera terem sido as três horas mais felizes da sua vida.

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22.6.08
 
1940 A França caiu... Armistício

No dia 17 a França tinha pedido um armistício à Alemanha e à Itália.
Hoje, foi assinado o acordo entre os delegados da França e Alemanha.
Daqui a dois dias (dia 24) será assinado com a Itália. As hostilidades cessarão completamente na madrugada de 25. Muitos vêem as condições deste armistício como particularmente duras, mas estão esquecidos, dizem os alemães, das severas condições a que forçaram a Alemanha na mesma carruagem, na floresta de Compiégne, em 1918.

Em cerca e mês e meio de combates, desde 10 de Maio, a França teve 360.000 baixas humanas (90.000 mortos e 270.000 feridos); 1.800 blindados destruídos; 1.200 aviões abatidos (a melhor parte do Armée de l’Air); parte dos navios de guerra fugiu para Inglaterra (2 cruzadores, 10 destroyers e 7 submarinos), mas a maioria da esquadra seguiu para os portos mediterrânicos de Oran e Mers-el-Kibir, às ordens de Vichy.
Acrescentam-se a estas baixas mais 68.000 ingleses (900 aviões perdidos e todo o equipamento pesado do exército); 23.000 belgas; 9.000 holandeses
A Alemanha, no mesmo período, sofreu 138.000 baixas (27.000 mortos e 111.000 feridos); perdeu 1.100 blindados e 1.400 aviões (pesado para a Luftwaffe) a que acrescem cerca de 3.800 baixas italianas; Fizeram 1.900.000 prisioneiros de guerra franceses e 600.000 belgas.
Acabou a batalha de França… mas não a guerra. O discurso de De Gaulle (chefe da França Livre) a partir de Londres, significa que, de agora em diante, há duas qualidades de franceses: vencidos e resistentes. Apesar da derrota, os aliados conseguiram fazer evacuar para Inglaterra cerca de 500.000 homens - 300.000 com o “milagre” de Dunquerque e o resto com a operação Ariel – e tanto a Royal Navy como a Royal Air Force mantêm potencial de combate.
Com toda a probabilidade, será a Inglaterra a batalha que se segue.

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20.6.08
 
1940 A França de joelhos!






Situação militar em completa deterioração em França. Desde a queda de Paris, que a campanha se transformou numa fuga; da costa do canal ao rio Mosa, os exércitos franceses encontram-se em retirada permanente. Nunca se viu nada assim em França…
As triunfantes colunas blindadas alemãs, empurram, por todo o lado, desmoralizadas colunas francesas, que se misturam com refugiados civis. Do ar vêm incessantes ataques da Luftwaffe. Tornou-se impossível formar a nova frente, que o alto comando francês preconizava ao longo do rio Loire.
No Reno, as forças do general Dollman, com cobertura dos Stuka, romperam a linha Maginot, primeiro a sul de Saarbruecken, em seguida na zona de Colmar. Em simultâneo, partindo do Aisne, os panzer de Guderian, depois de tomarem Dijon, inflectiram para sudeste, alcançando Besançon e Pontalier. Em resultado destas acções combinadas, o II exército francês, que guarnecia a linha Maginot, ficou cercado numa enorme bolsa, na Alsácia-Lorena.
No oeste a situação não é melhor. Os alemães ocupam Caen e Chebourg na Mancha ocidental; o mesmo se passa mais a sul com Rennes, Le Mans e Nevers. Na desgraça geral, o primeiro-ministro Reynaud demitiu-se perante a recusa do conselho de ministros (Bordéus) em aceitar uma oferta de Churchill, para selar a união com o Reino Unido.O velho marechal Pétain, novo primeiro ministro, fala em rendição; consta mesmo que já foi pedido à Alemanha um armistício.

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15.6.08
 
Nevoeiro


Ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal nem o que é bem.
Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro.

Parece que a velha sina portuguesa também se transmite à Europa.
Os factos estão aí; o Tratado de Lisboa, glória da presidência portuguesa, tendo de ser ratificado pelos 27 membros da união, foi recusado em referendo democrático, por uma confortável maioria num deles, a Irlanda, precisamente o modelo exemplar dos benefícios europeus.
Dizer que 1% dos cidadãos europeus não podem impor-se à vontade de 490 milhões, como já foi dito, é puro cinismo, uma vez que em mais nenhum estado membro a ratificação é feita por consulta ao eleitorado. Nem ninguém se espantava, se consultados, outros viessem igualmente a recusar o penoso documento.
Ameaçar a Irlanda com a exclusão e outras diabolizações é absoluta hipocrisia, uma vez que em democracia todos os resultados são aceites; ainda por cima com o precedente de rejeição da pseudo-constituição pela França e Holanda. Se dessa vez parou tudo, porque é que se propõe agora, passar por cima de uma vontade democrática universalmente reconhecida?

Provavelmente, as consequências imediatas do “não” irlandês, resumem-se ao adiamento do processo de adesão da Croácia - a Macedónia e a Turquia já se encontravam entravadas – e da entrada em vigor do Tratado – seria a 1 de Janeiro. As correntes anti-europeístas fortaleceram-se e a dinâmica europeia que Lisboa parecia ter ressuscitado esvaiu-se.
Mas as ratificações nos restantes oito estados da união, deverão prosseguir na lógica de isolar a Irlanda; numa cada vez mais evidente redução jurídica e política, acrescente-se.
No entretanto, os criativos de Bruxelas, hão-de desmultiplicar-se em soluções para a recorrente crise institucional.
A primeira que lhe passará pela cabeça, pode ser a repetição do referendo, à semelhança de 2001, quando a mesma Irlanda recusou por o Tratado de Nice, para vir a aprová-lo no ano seguinte (esta lógica aberrante leva a pensar na repetição anual, até dizerem sim… então pára-se).
A segunda poderá ser o ajuste, a afinação em função do freguês, como foi feito perante a recusa em 1992 do tratado de Maastricht pela Dinamarca. Aprovado no ano seguinte com a sua isenção do euro e da politica de defesa comum.
Uma terceira hipótese, mais imperial, é aquilo que já está previsto no próprio Tratado de Lisboa, permitindo aplicá-lo aos que seguirem em frente, e deixando a Irlanda (e quem mais quiser) dentro dos compromissos actuais, mas sem poderem participar nas decisões tomadas ao abrigo de Lisboa. Cria-se uma estrutura autónoma dentro da união, a que se dá a designação sui generis de Cooperação reforçada.
Existem precedentes na união, algo semelhantes, como a convenção de Schengen, para a livre circulação de pessoas, que foi iniciada em 1985 por 5 estados membros e hoje conta já com 22, ou como os 11 estados que aderiram à União Económica e Monetária (zona euro) em 1999 que hoje são 15 e em breve mais. Em bom português, é o princípio do “amigo não empata amigo”.

Mas isto leva à Europa a duas, três, ou mais velocidades. Contrariamente ao propalado por muitos, o Tratado de Lisboa seria a melhor forma de balizar os directórios. Se chatearem muito (e estão a fazê-lo), as potências principais da união irão impor dois pesos e duas medidas com a correspondente marginalização dos pequenos estados. Não se podem dar ao luxo, na instável cena internacional actual, de perder o peso político induzido pela união. A França, a Alemanha, o Reino Unido, a Itália, a Espanha e a Polónia, não vão parar por exemplo, com a instituição da Segurança e Defesa comum, por mais obstáculos que lhes entravem o caminho. É, para esses estados, uma questão de poder.

O que não lhes vem à cabeça, a estas elites iluminadas da Europa, é que, mais tarde ou mais cedo, pagam o preço de uma política arrogante, distante e incompreensível aos olhos dos cidadãos europeus. Ou se aceita que é nas pessoas que reside a soberania, sejam elas pretas, brancas ou ás pintas, ou não se aceita e está tudo dito. À medida que, por medo, os que eleitos, se vão esquecendo de consultar os eleitores, se vão fechando em salas para as grandes decisões políticas - e por mais que inventem co-decisões com parlamentos, insistindo em mascarar a democracia - também irão perdendo cada vez mais a credibilidade (e legitimidade) perante aqueles a quem precisam de vender as ideias. Por melhores que sejam, essas ideias.

O que não lhes vem nunca à cabeça, a esses iluminados que sabem tudo para o nosso próprio bem, é que chega a hora de sujeitar tudo ao juízo dos tais 490 milhões. Em Portugal, nunca se referendou a Europa, nada. Sei que, também os eleitores, não ligam peva ao que mexe com a vida deles e dos seus filhos. Não votam, vão para a praia, e se votam, dizem não sem saber a quê…mas culpam sempre o que estupidamente (só pode ser isso) elegeram.
O que havia a fazer agora, se houvesse homens honestos e com coragem, era assim… anulavam-se as ratificações já feitas ao Tratado de Lisboa (nunca pensei estar tão de acordo com o Miguel Portas).
Depois, durante o tempo que fosse preciso, um João Perry, uma Rosa Lobato Faria, eu sei lá... ia lendo aquilo pela TV à hora do jantar, "prime time", em todos os 27 estados da "união". A um artigo por dia, creio que 365 chegam. Não tenho a certeza, por causa da porrada de protocolos anexos, mas se aquilo encaixa em semestres universitários, há-de haver maneira... Ah! e antes de cada filme, nos cinemas... o "artiguito da semana" para aperitivo... além de manter o tratado on-line, onde há que tempos, cada um já o pode ir lá ler.
No fim, combina-se um referendo em todos os 27 no mesmo dia; quem quiser adere e submete-se, quem quiser sai. Deixa-se em aberto a possibilidade de adesão posterior aos que saem... e pronto!

Vai criar problemas e dores, pois vai. Contudo, faço notar que toda a transferência de soberania que já foi feita para a União carece de legitimidade democrática (há matérias, como as de Maastricht, que não legitimavam um parlamento a fazê-lo). Faço notar também, por outro lado, que um país como a Noruega, sem estar na União Europeia, participa nos comités e com ela conjuga a sua politica; não está, mas está... sub-repticiamente lá está. Claro, fica sempre a ver, não participa nas decisões. Mas não será ainda o fim do mundo, há muito pior nesta vida, veja-se o Zimbabwe... e, por obséquio, que se acabe com esta hipocrisia mútua de políticos manipuladores, e de eleitores irresponsáveis.
Que tal deixarmo-nos de tretas, sermos honestos?

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14.6.08
 
1940 o espectro da derrota

Mr. President: I thank you for having published in America the message I sent you on June 10. I told you then that for six days and six nights our troops had been fighting without an hour of respite, and at one against three, with war material five times less powerful.
Four days of bloody fighting have gone by since then. Our army is now cut into several parts. Our divisions are decimated. Generals are commanding battalions. The Reichswehr has just entered Paris. We are going to attempt to withdraw our exhausted forces in order to fight new battles. It is doubtful, since they are at grips with an enemy which is constantly throwing in fresh troops, that this can be accomplished.
At the most tragic hour of its history France must choose.Will she continue to sacrifice her youth into a hopeless struggle ?
(...)
The only chance of saving the French nation, vanguard of democracies, and through her to save England, by whose side France could then remain with her powerful navy, is to throw into the balance, this very day the weight of American power. It is the only chance also of keeping Hitler, after he has destroyed France, and then England from attacking America thus renewing the fight of the Horatii against the three Curiatii.
I know that the declaration of war does not depend on you alone. But I must tell you at this hour, so grave in our history as in yours, that if you cannot give to France in the hours to come the certainty that the United States will come into the war within a very short time, the fate of the world will change. Then you will see France go under like a drowning man and disappear after having cast a last look towards the land of liberty from which she awaited salvation.


Telegrama do primeiro ministro francês, Paul Reynaud, ao presidente Franklin Roosevelt, hoje

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13.6.08
 
NÃO!

Os cidadãos eleitores já não acreditam nisto, nem em coisa nenhuma, para além dos umbigos. Acho melhor desistir da ideia... está-se a tornar mais do que evidente.

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Beijos santos
As forças deste Cosmos divergem nos sentidos, mas não na direcção. Umas vezes repelem para longe; Outras puxam num abraço que se torna esmagador. Mas a direcção é sempre a mesma: entre ti e mim, entre mim e ti. Nos humanos como nas galáxias.

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10.6.08
 
1940 Fall Rot
Desde o dia seguinte à queda de Dunquerque (5 de Junho) que está em curso o plano vermelho (Fall Rot) da Whermacht: a segunda parte do ataque à França. Para sul e sudoeste, apartir de Amiens em direcção a Rouen, apartir de Soissons em direcção a Paris, os panzer estão de novo em marcha.
Hoje, a França já ferida de morte, levou uma facada pelas costas: a Itália declarou-lhe guerra, e ataca pelo sul o exército francês dos Alpes.

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5.6.08
 
1940 Dunquerque caíu!


Winston Churchill pronunciou ontem, no parlamento britânico, um discurso que vai ficar para a História: we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender

Acabou a luta em Dunquerque, com a rendição do I exército francês.
Desde o dia 26 de Maio, que estava em curso a operação Dynamo, inicialmente prevista para evacuar 40.000 homens. Dessa data até ontem, foi um incessante e louco vai e vem debaixo do fogo da Luftwaffe, apesar do empenho da Royal Air Force. Uma estranha flotilha de cerca de 900 embarcações de todo o tipo – desde barcos de guerra a pequenos barcos de recreio – retirou de solo Francês, 340.000 soldados, entre os quais 140.000 franceses.

Em quase duas semanas de combate morreram cerca de 30.000 aliados e 10.000 alemães. Às perdas humanas juntam-se cerca de uma centena de aviões abatidos para cada lado, mais seis destroyers ingleses e três franceses afundados.
Apesar da derrota, a Inglaterra salvou o seu exército.
Mas teve perdas maciças de equipamento – 60.000 veículos e 2.000 canhões ficaram nos areais de Dunquerque – que serão muito difíceis de colmatar.

As forças francesas do general Blanchard que cobriram heroicamente a retirada, e sem saída, os últimos 35.000 renderam-se hoje às forças alemãs de Von Rundstedt.
Numa situação desastrosa, findou a primeira parte da batalha pela França.

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4.6.08
 
Obama

Já é o candidato democrata, depois de ter ultrapassado os 2.118 delegados necessários para a nomeação, esta madrugada; Barack 2.154 / Hillary 1.919
Mas ela não desiste... ainda pode haver um acidente, não é?

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3.6.08
 
O que és tu, meu Deus?
Sei que és a resposta silenciosa à muda pergunta de que fujo mal sou e existo, e que não descansarei enquanto a minha vida inteira não assentar no teu mistério.
posts que me põem orgulhoso de participar aqui.

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1.6.08
 
1940 Dunquerque: a batalha dura há uma semana


O inimigo atacava por todo o lado, com grande força e violência. O grosso da sua potencia e a mais numerosa das suas forças aéreas foi lançada sobre Dunquerque e as suas praias. Exercendo grande pressão sobre as estreitas saídas, tanto do leste como do oeste, o inimigo começou a bombardear as praias, os únicos lugares por onde os barcos podiam levar a cabo as operações de ida e vinda.

Semearam o canal e os mares de minas magnéticas; lançaram a aviação em ondas repetidas, ás vezes com mais de uma centena de aviões em cada formação, para cobrir de bombas o único cais que restava e as dunas que os soldados tinham escolhido como único lugar de refugio. Submarinos e lanchas rápidas fustigaram o tráfego marítimo aliado.

Durante quatro ou cinco dias a luta foi tremenda e intensa. Todas as divisões blindadas, juntamente com grandes formações de artilharia e infantaria, lançavam-se em vão contra a faixa, cada vez mais estreita, cada vez mais contraída, na qual continuavam a lutar os exércitos inglês e francês.

Winston Churchill Memories, vol II

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