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La force des choses
30.11.06
 
Mah sh Keh Nah da

Black eyed peas came in to make it hotter
we beat the party starters
bubblin up just like lava

like lava heat it like a sauna
penetrating into your body armor
rhythmically we massage ya
with hip hop mixed up with samba
with samba so yes yes yall

Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba esta animado
O que eu quero é sambar
Este samba
Que é misto de maracatu
É samba de preto velho
Samba de preto tu

Check it out
(Sérgio Mendes/Black Eyed Peas from Jorge Ben)


 
Bond style :)

She: I don't know if I want to risk losing you
He: Well, I don't want to risk losing me either

29.11.06
 
The name's Bond... James Bond
OutNow
Vesper Lynd: It doesn't bother you, killing those people?
James Bond: I wouldn't be very good at my job if it did.


Vejo estas coisas com o prazer com que antigamente lia o major Alvega no Falcão... histórias aos quadradinhos.
Não sendo opinião geral, eu acho que é o melhor de sempre, muito século XXI... muito Bond!
 
Manuel Gião

Na Tertúlia de 25 de Novembro, dedicada à história do Campeonato Nacional de Ralis, fomos dar com alguns carros dos anos 60, entre os quais o Austin Cooper S de Manuel Gião. E não só, junto estiveram o "Manelito" filho (actual vice-campeão espanhol de GT) e o netinho de três anos.
Foi uma emoção pôr a mão sobre aquele capot, que já não via há quarenta anos. Estando a aparecer livros sobre os pilotos antigos - Nicha Cabral, Américo Nunes - que alguém se lembre do Manel, que com o Américo (Porsche 911) é um dos raros pilotos, ligados a um único carro, o Mini Cooper S.


O primeiro campeão nacional de Rally (absoluto e do grupo de Turismo) foi um mestre ao volante do pequeno (grande) carro, fazendo autenticos milagres em quase todos os tipos de piso e provas.
Alguém perguntou como foi que ele venceu quase todos os ralis de 1966; não seria o carro dele melhor?

Giovanni Salvi respondeu: não, ele é que era melhor que os outros.

1º Campeonato Nacional de Ralis (1966)
1. Rali das Camélias - Manuel Lopes Gião/ António Mendonça (Austin Cooper S)
2. Volta a Portugal - Basílio dos Santos/ Jocames (Porsche 356)
3. Rali do Académico - Manuel Lopes Gião/ F. Jorge (Austin Cooper S)
4. 1000 Km do Benfica - Manuel Lopes Gião/ F. Jorge (Austin Cooper S)
5. Rali da Montanha - Manuel Lopes Gião/ F. Jorge (Austin Cooper S)
6. Volta ao Minho - Manuel Lopes Gião/ F. Jorge (Austin Cooper S)
7. Rali Nocturno do SCP - Manuel Lopes Gião/ F. Jorge (Austin Cooper S)
8. Rali de Inverno - Manuel Lopes Gião/ F. Jorge (Austin Cooper S)

Com 7 vitórias, só Américo Nunes ganhou mais ralis (16) entre 1966 e 1973
28.11.06
 
Do pó e da lama…

Entre 1955 e 1965 disputou-se em Portugal um Campeonato Nacional de Condutores que englobava provas de estrada e de velocidade.
A partir de 1966 esta competição foi dividida em dois campeonatos nacionais distintos: o de ralis e o de velocidade.

Um dos períodos mais interessantes do Campeonato Nacional de Ralis foi precisamente o dos anos pioneiros entre 1966 e 1973, quando se passou de um espírito amador à semi-profissionalização que caracterizou as épocas de 1972 e 1973, onde as equipas oficiais dos importadores das marcas começaram a impor a sua força.
De facto, estas passaram a dominar uma grande parte das provas disputadas, malgrado a forte oposição de alguns pilotos privados, muitas vezes integrados em equipas bem estruturadas como o Team Vip.

Este movimento crescente foi suspenso no final de 1973, com a crise do petróleo consequente da guerra israelo-árabe do Yon Kippur e da revolução de Abril. Em 1974 apenas se disputaram o TAP, a Volta a Portugal e a Volta à Madeira com combustível oferecido pela Venezuela.
Quando o CNR foi retomado em 1975, já nada era como até então, pois as equipas dos importadores tinham desaparecido e alguns dos pilotos desta geração, optaram pura e simplesmente pelo afastamento da vida desportiva.
(Ricardo Grilo)

Campeões Nacionais de Rali
1966
Turismo: Manuel Gião (Austin Cooper S)
Grande Turismo: Américo Nunes (Porsche 356)
1967
Turismo: César Torres (Austin Cooper S)
Grande Turismo: Américo Nunes (Porsche 911 S)
1968
Turismo: Heitor Morais (Morris Cooper S)
Grande Turismo: Américo Nunes (Porsche 911 S)
1969
Turismo Série: António Sarmento Rebelo
Turismo Especial: Luis Netto (Austin Cooper S)
Grande Turismo: Américo Nunes (Porsche 911 S)
1970
Turismo Série: Jorge Nascimento (BMW 2002)
Turismo Especial: José Carpinteiro Albino (Saab 96 V4)
Grande Turismo: Américo Nunes (Porsche 911 S)
1971

Turismo Série: António Carlos Oliveira (Datsun 1600 SSS)
Turismo Especial: Jorge Nascimento (BMW 2002 TI)
Grande Turismo: Giovanni Salvi (Porsche 911 T)
1972
Turismo Série: Luis Netto (Fiat 125)
Turismo Especial: António Raposo Magalhães (BMW 2002 TI)
Grande Turismo: António Borges (Porsche 911 S)
1973
Turismo Série: "Mêquêpê" (Opel Kadett GTE)
Turismo Especial: Rui Gonçalves (Austin 1275 GT)
Grande Turismo: Luis Netto (Fiat 124 Spider)

27.11.06
 
Momento um bocadinho chunga (com gosto)

Vira não volta tenho o prazer destas visitas perturbantes
Vantagens da coisa: é muda, limpinha e imputrescível
Desvantagem da coisa: o mesmo, sem tirar nem pôr

É lindo, não é :)
25.11.06
 
Eu hoje acordei assim...

Com o meu amigo Américo, que me levou outra vez a 64 no Porsche 356.

"Ainda hoje, o maior prazer que me poderiam dar, seria fechar a Cabreira, a Senhora da Graça ou Arganil e deixarem-me ir uma noite para lá, com lua, com chuva ou com nevoeiro..."
 
Porque acabou a Guerra Fria?


A ideologia levou à guerra fria; a economia acabou com ela.
Se até 1962 (crise de Cuba) a batalha foi de ideais e o comunismo parecia em vantagem (a sua atracctividade era o como um soft-power soviético), depois disso, a diferença de desempenho foi-se acentuando, entre as economias centralizadas e as economias de mercado (porque é de economia que se trata e não de paraísos não sei donde).
A ideologia comunista declinou (especialmente após as decepções de Praga 68 e do Afeganistão) e a economia foi-se impondo às ideias. No final, Reagan (sem grande consciencia do que provocaria) apenas deu um piparote numa estrutura já arruinada, com a "guerra das estrelas".

Quando Gorbachev ascendeu ao poder, com novas ideias de abertura, estava-se na plena terceira revolução industrial e existiam nos USA 30 milhões de computadores pessoais, enquanto na URSS havia apenas 50.000. Isto diz muito, porque estando a informação a transformar-se num recurso escasso e essencial das economias, vamos encontrar umaa União Soviética incapaz de se adaptar.
É difícil continuar superpotencia quando 80% da industria está obsoleta.

Mas as intenções de Mikhail eram as melhores, pois pensava que o comunismo podia ser reformado (trazer de volta o "rosto humano" enterrado na Primavera de Praga), só que ao tentá-lo abriu um rombo numa barragem fragilizada libertando pressões acumuladas; as pessoas já não queriam reformar sistema nenhum, queriam era viver melhor e viam luzir mil sóis a Ocidente... assim que as deixaram foram-se embora.
Os chineses compreenderam... e fizeram ao contrário, mantiveram o aparelho repressivo mas abriram a economia aos mercados; o estado sobreviveu mas hoje a China já não é um sistema comunista, é algo que designaria como uma tecnocracia autoritária.
24.11.06
 
Porque começou a Guerra Fria?

Berlin children cheer airlift supplies to West Berlin in 1948

22.11.06
 

Super-impotencias... só agora percebi porque é que a guerra fria terminou!

21.11.06
 
Mas... qual é a dúvida?

Ce que je mets en question, c'est le fait, aujourd'hui, que la demande précède l'offre.
Aujourd'hui, un homme politique ou un parti politique ou un responsable ne dit pas :
"Voilà l'idée que j'ai élaborée au cours des années précédentes sur la base d'analyses de fond en fonction de la connaissance que j'ai de l'histoire et de l'idée que je me fais des intérêts de la France".

On dit : "Quel est l'état d'esprit de l'opinion ?
Où ai-je une bonne image, où ai-je une mauvaise image ?
Faut-il que je m'occupe des vieux, faut-il que je m'occupe des jeunes ?
Et en fonction de cela, j'adapte l'offre de programme, l'offre d'idées, l'offre de projet à la demande sociale à l'instant T".

Régis Debray, sur L'Etat séducteur, Gallimard 1997

20.11.06
 
O grande jogo da Poliarquia

Werner Horvath

No Oriente as peças mexem: a Paz passa pela Síria e pelo Irão disse Tony Blair.
O "Eixo do Mal", que tem ouvidos de tísico, movimentou-se.
Gaza é dispensável por agora.

Gambito de Dama aceite
Tony Blair went on to meet Hamid Karzai, Afghanistan's president, in the capital, Kabul, later on Monday (BBC)

Defesa dos três cavalos
Iran has invited the Iraqi and Syrian presidents to Tehran for a weekend summit with Mahmoud Ahmadinejah.
All three countries intend to hold a three-way summit among Iraq, Iran and Syria to discuss the security situation and the repercussions for stability of the region (Al Jazzeera)

O peão de Dama que se lixe
Gaza, la battaglia degli scudi umani.
Decine di palestinesi difendono la casa di un miliziano di Hamas, Israele rinuncia a bombardarla (Corriere della Sera)
19.11.06
 
Um Dom Pedro!

18:06 – La Maserati MC12 della Racing Box (Cioci-Perazzini-Lamy) vince la Gold Cup (6 h) a Vallelunga; 215 Giri alla media di 145,774 Km/h
2. Porsche (1. GT2) +11 Giri (Sada-Fratti-Tenchini-Basso)

 

A ideia de futuro
grávida de uma infinidade de possíveis
é mais fecunda que o próprio futuro
e é por isso que encontramos maior atracção na esperança que na posse
no sonho que na realidade.
17.11.06
 
Morreu um Mestre


A noção de Bem em sentido moral incide directa ou indirectamente sobre acções, omissões ou intenções.
Tal noção insere-se na esfera prática da actividade humana.
Importante ter presente que, se a definição de bem não foi construída do ponto de vista da noção de mal, a definição de mal foi construída do ponto de vista da noção de bem.


O que caracteriza o bem é a possibilidade de ser algo que todos desejem que possivelmente ninguém indeseje no plano dos valores práticos.
Desejar o bem é o princípio positivo da Benevolência.
Indesejar o mal é o princípio negativo da Benevolência.
Se desejar o bem é Benevolência, fazer o bem é Beneficência.
Se desejar o mal é Malevolência, fazer o mal é Maleficência.
Há circunstâncias em que a omissão vale como ato de beneficência positiva ou como ato de maleficência positiva:
- abster-se de exercer o direito de causar dano é beneficência positiva
- abster-se de cumprir o dever de prestar ajuda é maleficência positiva.



Ser justo é agir conforme o tipo de igualdade ou desigualdade seleccionado como dever comparativamente e na situação dada.
Tratar da mesma maneira o que é semelhante e de maneira diferente o que é dissemelhante.
Eis, em primeira aproximação, a idéia que no conceito de Imparcialidade se quer exprimir.
A imparcialidade não benévola pode ser ou não moral ou malévola.

Imparcialidade não moral é, por exemplo, a que exprime indiferença, a que traduz aleatoriedade (mediante sorteio ou de outra forma de randomização), a que emerge de sistemática neutralidade.
A imparcialidade malévola consiste, por exemplo, em tratar da mesma maneira, materialmente injusta, o que é factualmente semelhante.


Mário Sottomayor Cardia in "Ética I - Estrutura da Moralidade" Ed. Presença, 1992

A sua sombra ilustre passeou na terra dos homens, condenando com talento a arrogância dos fanáticos.
Hoje foi-se para as regiões do Cimo...
 
Speed Heroes

Hockenheim 1988

Nasceu em Milão no dia 23 de Dezembro de 1956; morreu em Lausitz no dia 25 de Abril de 2001 testando o Audi R8 com que iria correr em Le Mans.
Após muitos anos sem pilotos italianos, a Ferrari foi buscá-lo (entre 1984 e 1988).
Em 1985 esteve quase a bater Prost no Mundial, vencendo uma inesquecivel corrida no Nurburgring.
Não fosse a quebra do turbo Ferrari na parte final do campeonato e poderia ter sido campeão do Mundo 1985... Michele Alboreto
15.11.06
 

Mike Hutchings/Reuters


Yesterday is history
Tomorrow is a mystery
Today is a gift
That’s why we call it the present

13.11.06
 
Do Todo e das partes

H. Michael Weinert

Se alguma coisa caracteriza a Civilização Ocidental é a possibilidade que confere, àqueles que nela vivem de a negarem.
O progresso nela tem sido feito por quem, não aceitando inteiramente os valores herdados os repensou criando contra eles novos valores. (Daqui)

Significa integrar o conflito, e não acabar com ele.
Significa amar a diferença, e não odiá-la.

E não é uma questão ideológica, mas sim uma questão ética, de "abrir-me" ou "excluir", uma questão de Bem e de Mal; dela deriva uma visão política..


12.11.06
 
Irrelevantemente relembrando o Fascismo

GeorgeMott

O Fascismo sai do mais fundo de alguns homens.

É como que uma reacção vital de um certo tipo humano que se sente ameaçado na sua alma, no seu coração, em tudo o que ama, encarece, venera, na sua própria existência, por estilos de vida e de pensamento para ele repugnantes e deletérios.
Um tal estado emotivo ultrapassa em muito a tradução de uma situação económica.


(Roland Mousnier, As hierarquias sociais. De 1450 aos nossos dias, Europa-América 1974)

11.11.06
 
Cross of Iron

Then I will show you, where the Iron Crosses grow (Feldwebel Steiner)


Do not rejoice in his defeat, you men.
For though the world has stood up and stopped the bastard,
the bitch that bore him is in heat again.
10.11.06
 
Waffen SS "Handschar"
O handschar (iatagã) é uma espécie de cimitarra de tipo turco, arma tradicional dos muçulmanos da Bósnia, que passa a figurar em lugar das runas SS, na gola dos voluntários, em companhia de uma cruz suástica, o que indica, sem quaisquer dúvidas, que esses fiéis do Islão são também fiéis do Fuhrer.



Uns 20.000 “arianos islamizados” usarão o fez no qual se destacam a águia e a caveira das SS.



Na altura das orações descalçam-se e ajoelham, por detrás das botas alinhadas como uma parada. Voltados para Meca, recitando os versículos do Alcorão, o SS da Handschar inclinam-se por três vezes, tocando com a testa o triangulo de lona camuflada que lhes serve de tapete de orações.
Possuem os seus próprios sacerdotes, os ímans, que são nessa época os primeiros capelães militares das SS pagãs.

Estranha mistura de disciplina prussiana e fervor islâmico, a religião leva-os ao fanatismo.
Himmler parecia orgulhoso dos seus SS muçulmanos e disse a Goebbels, que se interessava pela iniciativa sob o ponto de vista propangadistico:
- Uma religião que promete o céu aos que morrem no campo de batalha é uma boa religião.


Um dia a divisão é reunida; os batalhões estão completos e as mãos batem nos fustes das armas. Há alinhamento das espingardas e dos fez.
Um homem, com barba curta e escura, numa labita negra, a cabeça coberta por um turbante branco, passa em frente das tropas, braço estendido na saudação romana. É Haj Amin El Husseini, o grande Mufti de Jerusalém, “refugiado político” na Alemanha, de onde prega a Jhiad contra os marxistas e os judeus.


Levada inicialmente para França, para instrução, onde acaba por se revoltar devido a obscuros motivos religiosos, a divisão Handschar, XIII SS, só voltará à Jugoslávia (Zagreb) em fins de 1943.
Mal regressados ao seu país, os SS da Handschar são imediatamente empregues contra os guerrilheiros; e com a memória dos 70.000 muçulmanos massacrados pelos sérvios em Sandjak, no início da guerra, irão exceder em crueldade todos os outros voluntários balcânicos.
(As Waffen S.S. - Henri Lendemer, Balland Paris 1972)



Post-scriptum: Dirá alguém que resolvi usar a liberdade de expressão para mandar o meu contributo (irrelevante) para a fogueira dos grandes muftis e aiatolas.

Por isso não posso deixar de dar a explicação (igualmente irrelevante) de que não estou a colar uma etiqueta aos muçulmanos, e apenas a lembrar uma história politicamente incorrecta nos tempos que correm (um passado fascista do George W é que viria mesmo a calhar).

Vejo a actual ideologia fundamentalista islâmica como um Totalitarismo (não própriamente um Fascismo) fenómeno politico não exclusivo do Islão; na Alemanha por exemplo e seduziu toda uma nação.

Creio sinceramente que a maioria das gentes muçulmanas são tão ou mais amáveis como as melhores deste mundo, mas os alemães também eram e deixaram-se ir na corrente; é essa a essencia do Totalitarismo, envolver e esmagar resistencias, conquistar os corações dominando pelo medo o pensamento crítico.


9.11.06
 
Do risco e do erro

Se não houvesse outra razão para acabar com a guerra, a ruína financeira que ela envolve tem de, mais cedo ou mais tarde, chamar à razão as nações civilizadas do mundo.
Como afirmou o presidente David Starr Jordan no Tufts College da Universidade de Leland Stanford "a guerra é no futuro impossivel porque as nações não a podem suportar".
Na Europa diz ele, o endividamento militar é de 26 mil milhões de dólares "tudo devido ao vampiro invisível, o qual as nações nunca irão pagar e o qual impõe 95 milhões de dólares por ano em impostos sobre populações pobres".
Os encargos do militarismo em tempo de paz estão a exaurir a força das nações mais importantes, já sobrecarregadas de dívidas.
(in The New York World, 13 Dec 1910)

Em 1962, o presidente Kennedy insistiu para que cada membro do Conselho Nacional de Segurança lesse o livro de Barbara Tuchman "The guns of August".
O livro conta como as nações da Europa, inadvertidamente , tropeçaram na I guerra mundial.
A autora começa por citar o comentário de Bismarck de que "alguma maldita ridicularia nos Balcãs" iria provocar a próxima guerra.
Relata depois a série de passos - que se seguiriam ao assassinato do herdeiro legítimo da Áustria, o arquiduque Francisco Fernando, a 28 de Junho de 1914 por nacionalistas sérvios - cada um pequeno e insignificante por si próprio, que conduziram ao mais terrivel conflito militar na história do mundo.
Repetidamente, nas vésperas das hostilidades, os chefes de estado tentaram recuar, mas o ímpeto dos acontecimentos empurrou-os para diante.

O presidente Kennedy recordou-nos a conversa de 1914 entre dois chanceleres alemães. Um perguntou "como foi que isto aconteceu?" a que o seu sucessor respondeu "Oh! se ao menos eu o soubesse!".
Era a forma de Kennedy sublinhar o risco constante de erros de cálculo.
(in Robert McNamara, Blundering into disaster: surviving the first century of the nuclear age, 1986)
8.11.06
 
E se hoje acordasses assim?...

Charlize Theron
7.11.06
 
Do Idealismo

"A minha concepção da Liga das Nações é apenas esta, a de que deve funcionar como uma força moral organizada dos homens por todo o mundo e que, onde e quando a injustiça e a agressão forem planeadas ou ponderadas, esta lanterna da consciência seja apontada sobre elas."
(The public papers of Woodrow Wilson: war and peace, 1927)

Creio que as relações internacionais são hoje o único domínio do saber onde ainda se simplificam as coisas em termos de Idealismo e Realismo.
E descobri que o Realismo, sob as vestes do cinismo, não passa ele próprio de uma concepção construída sobre realidade, no fundo uma ideia dura, amarga, mas apenas uma ideia. Em nome da qual fazem e desfazem guerras.
Descobri também que o Idealismo é muito menos utópico do que se pensa; a prova disso são as Nações Unidas, dependentes, desprezadas, maltratadas, mas apesar de tudo existentes, "O Forum do Verbo" mesmo para os mais surdos, que tentam sempre justificar-se quando a lanterna lhes é apontada.

A Liga das Nações falhou na missão de impedir a guerra.
E apesar da ONU herdeira, conter de origem um elemento realista - Conselho de Segurança - para lhe induzir eficácia, a incapacidade de se reformar teve como consequencia apartir de 1975, a institucionalização em paralelo do Poder eficaz; chamou-se G7, depois G8 com a Russia e agora G9 com a China.
Os rios correm sempre para o mar, essa é a realidade.

Mas há um problema com o Poder dos Gês: é ilegitmo.
As Nações Unidas tem a Legitimidade mas falta-lhes a Força;
Os poderosos, com os USA à cabeça têm a Força, mas falta-lhes a Legitimidade.
No entanto, e em especial neste mundo de ecos comunicantes, é inegável a influencia do Verbo, a lanterna de Wilson é hoje mais poderosa quando aponta a alguém.
5.11.06
 
Daily Dose of Imagery


Como exemplo de qualidade na edição "blogistica", o Daniel Carrapa refere o BLDGBLOG, onde encontrei estas extraordinárias imagens de offshore.
Isto lembra-me as velhas Arcologias do meu mestre Paolo Soleri, a ficção realizada; e não resisto ao "roubo" :)
 
Desmesura em Gaza

Estou a trabalhar e por acaso vou ouvindo esse belo disparate que dá pelo nome de "Eixo do Mal". Mas o Daniel Oliveira fala indignado, esteve em Gaza há pouco tempo e o que relata é de uma desumanidade que faz estremecer.

Israel fez daquilo um ghetto, onde mal se vive.
Todas as saídas trancadas e não há nada.
As populações estão sujeitas a um castigo desumano, não já pelo que fizeram (disso têm também culpa os cínicos xiitas do Norte) , mas pelo que são, apenas pelo que são.
Selecções dessas já foram feita noutros lugares, da Alemanha, da Polónia, da Russia e por esse mundo fora... admito, com maior gravidade talvez, mais mortal talvez... mas eu não sei medir infâmias.
E meu Deus, porquê logo tu Israel!
O que estão a fazer? não se lembram? quem disse "nunca mais"?
Como foi que a vítima se transformou no assassino?

Agora o exército ataca em força há quatro dias com infantaria, tanques e mísseis; já vai em 46 mortos incluindo crianças e mulheres que dão a vida, tentando proteger filhos e maridos.
Vocês não vêm no que se tornaram?

4.11.06
 
todos os mares
todos os estreitos
todas as baías
todos os golfos
queria apertá-los ao peito
senti-los bem e morrer!

3.11.06
 
À pedrada em nome de Deus


Li na Io e na At.
Apesar de alguém mais consciente ter congelado a lei, volta a ser confirmada uma pena de morte por lapidação a sete mulheres iranianas.

A pena de morte é um acto de vingança social sobre quem quebrou regras fundamentais (muitas vezes mitos construídos).
Nada legitima uma maioria a matar alguém, nem uma questão ética radical depende de legitimidades democráticas, mas seja como for, aqui pisam-se Direitos Humanos reconhecidos por todos os estados da ONU (incluindo os islâmicos, apesar das reticências, se não queriam não assinassem).

E como dizia uma das mulheres, não se trata só de matar, porque se fosse enforcada sufocava e pronto. Trata-se é de um sádismo medieval em nome de Deus (uma bruta blasfémia, digo eu que sou gajo do Livro), de uma tortura mortal armada em lei (lembrando mentalidades de fogueiras e progroms), de um mal social perpetrado por uns anormaloides sobre as mulheres que pisam o risco (curioso, que a lei abrange ambos os géneros, mas bate sempre nas mulheres).

Podem vir agora algumas criaturas mais maduras dizer que só estou a expressar o meu "anti-islamismo" e que a imagem é pura propaganda.
Digo que se for preciso queimar pessoas também serei anti-cristão, digo-vos que a propaganda não é mal nem é bem, é só um instrumento, e aqui muito bem aplicado: indignem-se!

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