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La force des choses
21.8.06
 
Need sleeping...
Felicity Faulkner

20.8.06
 
Der Rosenkavalier

Helnwein Der Rosenkavalier 2005 Los Angeles Opera

- Nem hoje nem amanhã, não quero ver esse dia! Não quero pensar nesse dia! Porque é que me torturas e te torturas Thérèse?

- Hoje ou amanhã ou depois de amanhã! Não te torturo.
Digo-te a verdade. Digo-a a mim e digo-ta a ti.
Só quero tornar tudo mais fácil para ti e para mim.
Estas coisas são para ser levadas levezinho.
Com coração leve e leves mãos.
Quem as não levar assim será bem castigado pela vida e por Deus e Deus não terá misericórdia deles.


O prazer de nos alhearmos do mundo, atravessando a ponte para um outro universo, o da Cultura sem tempo.
A Casa Encantada no Público, de João Bénard da Costa, é um espaços que foge ao circo do século XXI.
19.8.06
 
In the name of God

artscene

The world in a perilous battle with an evil so grave, so completely merciless and diabolical, that one can barely look at the pictures of the men responsible for their killing "in the name of God".

The Occidental mirror
How can they take weapons and bombs, kill innocent civilians and children, and somehow twist that into something that God would want them to do?

They must hate us for our freedom.
They must think we are evil because of the way our women dress.
They must hate us just because we don't believe in their God.
It is Iran that is making the decisions in this war against Lebanon, while Hezbollah only carries out its instructions.
This Axis of Evil do not respect the U.N. resolutions or the Convention on Human Rights.

The Islamic mirror
How can they take weapons and bombs, kill innocent civilians and children, and somehow twist that into something that God would want them to do?
They must be jealous of our oil.
They must think we are evil because of the way our women dress.
They must hate us just because we don't believe in their God.

It is the American administration that is making the decisions in this war against Lebanon, while Israel only carries out its instructions.
These new imperialists do not respect the U.N. resolutions or the Convention on Human Rights.

Political propaganda
It speaks the language of the people because it wants to be understood by the people.
Its task is the highest creative art of putting sometimes complicated events and facts in a way simple enough to be understood by the man on the street.
Its foundation is that there is nothing the people cannot understand, but rather things must be put in a way that they can understand.
It is a question of making it clear to him by using the proper approach, evidence, and language.

Propaganda is a means to an end.
Its purpose is to lead the people to an understanding that will allow it to willingly and without internal resistance devote itself to the tasks and goals of a superior leadership.
If propaganda is to succeed, it must know what it wants.
It must keep a clear and firm goal in mind, and seek the appropriate means and methods to reach that goal.
Propaganda as such is neither good nor evil.
Its moral value is determined by the goals it seeks.

Joseph Goebbels, Nürnberg 1934

O jogo de espelhos chamado REFLEXÃO, sacado na net aqui e aqui e aqui)




 
Como define a actual operação de Israel?


Sugiro uma correcção: é uma operação dos EUA e de Israel, como de facto foram as anteriores invasões israelitas.
Podemos dizer que a invasão de 1978 foi só de Israel, mas a participação e o apoio dos EUA foi crucial para as outras, embora os EUA tenham obrigado Israel a pôr fim aos ataques em 1982 e 1996, quando as atrocidades começavam a afectar os interesses americanos.

O principal objectivo é meter o último prego no caixão da Palestina.
A ultima fase é o programa Hitkansut (convergência) de Ehud Olmert, destinado a anexar importantes territórios e recursos (em especial a água) palestinianos, deixando o remanescente dos cada vez mais diminutos territórios palestinianos como cantões inviáveis, práticamente desligados uns dos outros.
Todos estes enclaves vão ficar aprisionados, tal como Gaza está, enquanto Israel ocupa o Vale do Jordão.
Existe pouca oposição significativa a estes progamas em curso quer na Europa quer na região, para além do Hezbollah.

É por isso que o Hezbolah tem que ser destruído.
Como é parte integrante do Libano, então o Líbano tem que ser destruído, mais uma vez.
E a Síria e o Irão têm que ser advertidos que poderão estar a seguir se não obedecerem ao patrao global e ao seu cacique regional.
Destruir o Líbano tem a vantagem acessória de eliminar qualquer dissuasão libanesa a um eventual ataque ao Irão.


Noam Chomsky
in VISÃO 17 Ago 2006

18.8.06
 
Oh Lordy!... trouble so hard



Oh lordy
trouble so hard
oh lordy,
trouble so hard,
don't nobody know my troubles but God

went down the hill,
the other day
my soul got happy
and stayed all day

went in the room,
didn't stay long,
looked on the bed
and brother was dead
Moby - natural blues
 
História: arte ou ciência?

De facto, a História deixou de ser, como tal, uma disciplina literária.
Não interpreta texto algum.
O passado não é a colecção de factos humanos que a memória retém ou imagina, mas o conjunto daqueles que se podem deduzir dos vestígios concretos, materialmente impressos pelo homem na superfície da terra.
A transmissão dos dados considerados significativos por meio de um discurso histórico não é arbitrária nem nos materiais que usa, nem na forma como os apresenta, nem na justificação da sua associação.
A condição mesma do discurso é a sua credibilidade em função dos problemas da sociedade, isto é, dos problemas actuais do homem.
Estes podem relativizar radicalmente a perenidade das suas informações ou propostas de solução.
Mas dificilmente se pode imaginar uma validade baseada em critérios puramente lúdicos ou decorrentes de qualidades exclusivamente formais do discurso.
Ora, sem se estabelecer como condição prévia a objectividade crítica dos dados e da sua associação em termos científicos, a História, tornada apenas narrativa, em nada difere da ficção.
Com o defeito de, neste caso, infringir as regras do jogo, isto é, de negar o seu carácter de ficção.

José Mattoso, in A Escrita da História, Ed. Estampa 1988 (transcrito daqui)
 
A Fonte do Poder Estratégico
K7 KamilKeister

As pessoas preocupadas com o terrorismo votaram em Bush .Ele vai protegê-las disso? Não.
Ele aumenta a ameaça do terrorismo.
Bush e os seus conselheiros sabiam perfeitamente que era provável que a invasão do Iraque fizesse crescer o terrorismo.
Mas eles tinham outras prioridades
.

Se todos os iraquianos sabem isso, não há razão para que nós ignoremos tal facto.
O Iraque fica exactamente no coração dos recursos energéticos mundiais.
Tem imensa energia intocada e barata.
Quem controlar o Iraque terá uma alavanca poderosa para controlar o mundo.
Além de todos os lucros que isso representa para as corporações americanas, quem controlar a energia fica com uma influência enorme sobre os principais rivais dos EUA, isto é, as economias da Ásia e da Europa.
Logo a seguir à II Guerra Mundial se percebeu isso.
Quem controlasse o petróleo ficaria com o que o Departamento de Estado chama «uma enorme fonte de poder estratégico».
Não se importam se aumenta o terrorismo.

As pessoas que escolheram Bush a pensar que se defendiam do terrorismo, estavam completamente erradas. Votaram no aumento do terrorismo sem saber.

Noam Chomsky in VISÃO 11 Nov 2004


17.8.06
 
O Medo

"A maior parte dos meus amigos e conhecidos começou a ter medo depois do 11 de Setembro.(...)
Eu deixei de ter medo de morrer porque percebi, com uma radicalidade a que não estava habituado, que a partir daquele momento até ao resto da minha vida eu vou morrer em cada cagagésimo de segundo em que estiver vivo."

Mas há um tipo de medo bom Joaquim, que nos impede de lançar no vácuo e nos suspende a loucura...
Há quem lhe chame instinto, há quem chame sensatez, mas é esse medo que nos permite continuar vivos.
Sem ele a morte fica mais solta.

Há depois um outro que é fatal; o medo egoísta, aquele que não aceita a vida e começa a desejar mortes para se proteger.
16.8.06
 
O Desejado
Japantimes

Não me dizes que lá por Portugal
Andam as almas todas quebrantadas?
Vai, meu filho: vai para Portugal
Vai levantar as flores, já tão quebradas.

Anda, meu filho: vai dizer baixinho
A esse povo do Mar, que é teu irmão,
Que não fraqueje nunca no caminho,
Que espere em pé o seu D. Sebastião

António Nobre, "O Desejado"

PS: post aconchegante pra desenfastiar da pirotecnia festivaleira
armagedónica que grassa pelo éter

 
Gaza: no vision at all...
MAP
The Erez crossing in and out of Gaza has been closed to Palestinians since 12 March 2006. Inside Gaza, there is a growing sense of imprisonment.
With the crossing closed, there is nowhere to go to escape the bombardment.


On Wednesday (9/8/06) Mr Annan expressed fears that the war in Lebanon and northern Israel could overshadow events in Gaza and "the urgent need to work towards a solution to the current crisis in the occupied Palestinian territory".
"The continued killing and injuring of hundreds of civilians, including children, in Gaza, by Israeli forces is utterly unjustifiable" spokesman Stephane Dujarric added.
He voiced particular concern about the "arbitrary arrests" of senior Palestinians including Aziz Dweik, the Palestinian parliamentary speaker detained by Israel on Sunday (6/8/06).
This "further undermines the Palestinian institutions which must be preserved if a two-state solution to the Israeli-Palestinian conflict is to be achieved", he said.
Mr Annan also reiterated his call for an end to rocket attacks by Palestinian militants firing from Gaza into Israel, and urged renewed dialogue. (
BBC News)


Palestine graffiti: remembering the forgoten (Helga.com)

Com a loucura que vai no Norte, já quase ninguém fala ou vê o que se passa nesse campo de concentração que é hoje Gaza.
O estado de Israel entra à bruta para castigar ataques da resistencia palestina e o resultado é uma população asfixiada e sem recursos, a começar pela pesca (proibiba pela marinha de Israel) no Mediterrâneo que os banha.
O Hamas é responsável (apesar da inaceitável a política de Israel em Gaza), porque, eleito, em lugar de reconhecer o estado Hebreu e criar condições que permitam uma vida normal (teriam o apoio quase incondicional da União Europeia) escolhe ser instrumento do Partido de Deus, ser um isco para atascar Israel.
Rezo para que aconteça um milagre, o rancor dê lugar à razão e seja possivel ver:
Que quem paga a factura são sempre os mesmos, os que deviam ser protegidos da brutalidade do vizinho, os que não deviam ser usados como meio, mas serem o fim da política em si;
Que os xiitas do Norte estão-se, de facto, nas tintas para o sofrimento na Palestina (ou no Líbano);
Que o destino das populações da Palestina, judeus ou árabes está indissoluvelmente ligado, e o futuro de uns é o futuro de outros.

Dir-se-á que Israel precisava de "ver" o mesmo…
Peço desculpa, mas Olmert e o presidente da Palestina Mahmoud Abbas querem ambos negociar a Paz;

Para isso só falta o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh (Hamas) deixar o jogo da guerra e falar as palavras certas: reconhecer Israel.
15.8.06
 
Still about double vision

www.lolfunny.com

Porque se subscrevo o “inalienável direito” do povo da Palestina a “livremente se autodeterminar”, subscrevo igualmente o direito à existencia do estado de Israel dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, e não posso subscrever que qualquer outro estado, autodeterminado que seja, tenha como objectivo assumido a sua liquidação;

Se subscrevo a condenação explicita do “terrorismo de estado” (assassínios selectivos, raptos, demolições), não subscrevo que atentados suicidas indiscriminados em autocarros, mercados ou festas de casamento em Israel fiquem pudicamente “implicitos” na vaga condenação de “todas as outras formas de terrorismo” (porque me interrogo: considerarão os abaixo assinantes isso terrorismo? Ou entenderão que são só acções de “autodefesa”?);

Se subscrevo a existencia de um estado Palestiniano soberano sobre todas as parcelas do seu território ocupadas por Israel – como subscrevo um estado Libanês soberano sobre todas as parcelas do seu território ocupadas por um “partido de Deus” apostado na liquidação de um estado vizinho – subscrevo ainda que esse estado, se não for pedir muito, seja um estado respeitador das liberdades individuais, a liberdade religiosa, a de expressão, a de opinião, a igualdade de género, o simples direito à felicidade terrena e não tão só à bem-aventurança obtida pelo “martírio” fazendo-se explodir no meio dos “infiéis”.
(Manuel António Pina, in Visão 10 Agosto 2006)

Subscrevo... integralmente!

14.8.06
 
And a new blogger comes to town!

Pleased to meet you
Hope you guess my name

 
Images of God

Gréco 1927

emergindo da espessa noite da história...virá até nós - cantar, dizer as palavras dos poetas, de um tempo em que a poesia era uma forma de respirar e habitar as manhãs, e atravessar os telhados de Paris, e organizar a Resistência, e ouvir jazz nas caves de Montparnasse, e fotografar um beijo infindável diante do Hotel de Ville, e encontrar Kikki e Gainsbourg. (...)
com ela estaremos de novo mais altos do que no dia, mais longe do que na noite.
estaremos (vê, ouve, está) na luz deslumbrante do primeiro amor.
(palavras encontradas
aqui de um texto de EPC no Público 2001)

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Diplopia

Deviation by Loth

The most common cause of diplopia (or double vision) is misalignment of the two eyes due to functional problems in the visual system.
A structural defect in the eye's optical system is a much less common cause of double vision. Cataracts, for example, might cause such a defect.

E no eterno conflito do Médio Oriente manifesta-se muitas vezes este fenómeno :)


12.8.06
 
INFERNO


SE TU MORRES
EU NÃO POSSO MORRER A TUA MORTE.
NO ENTANTO, FICA AQUÉM DO ÉFEMERO
A MINHA SORTE, E VÔO MAIS ALÉM DO QUE HERMES,
PARA TE ENCONTRAR AO COLO DO ETERNO,
POIS A VIDA PARA MIM SEM TI, NADA MAIS É QUE UM INFERNO!


11.8.06
 
Sobre os "Falcões Mariquinhas"

A pessoa que nada tem por que se disponha a combater, nada que seja mais importante que sua segurança pessoal, é uma criatura infeliz e não tem possibilidade de ser livre, a menos que assim seja tornada e mantida pelos esforços de homens melhores do que ela.
(John Stuart Mill)

Lamentando uma eventual desilusão à Jessica ou à Zazie, tenho que dizer que, depois de pensar, não vejo validade no argumento dos “Falcões Mariquinhas” para atacar a guerra no Iraque (ou outra qualquer).
Porque o argumento em vez de focar a questão essencial, a política de guerra (eventualmente errada), refere a moralidade de gente que nunca combateu, decidir do envio de outros para a guerra; sugerindo-se até cobardia ou interesses inconfessáveis (Hawks have nests to feather)

E há dois pontos que, quanto a mim, desvirtuam esse argumento:

a) Quando se diz, “eles mandam os nossos filhos para uma guerra inconstitucional” temos que ver que;
A última afirmação é falsa porque o Congresso autorizou o ataque ao Iraque;
Os “nossos filhos” de que se fala, são soldados profissionais voluntários, pois o exército americano deixou de ser de conscrição*; são profissionais e bem pagos.

b) A experiência militar ou de combate que se invoca, nunca foi condição para um governante decidir da guerra ou da paz; pelo contrário, num estado de direito deve ser o militar a submeter-se ao civil, a força é um instrumento ao serviço do Estado, e não o contrário.

Poderá argumentar-se ainda que aqueles que conheceram o horror da guerra estão mais avalizados para decidir…
Mas não, não foi Adolf Hitler ferido, tendo recebido duas condecorações por coragem em combate?
Não foram todos os primeiros-ministros de Israel (excepto Olmert) soldados na acção?
Impediu-lhes essa experiência alguma decisão guerreira?

A questão, posta assim não passa de uma tentativa de descredibilizar quem propõe a guerra, mas na pior forma, porque se desvia do essencial, a política.
É a política de ir ou não ir para a guerra que deve ser atacada, não as pessoas, pois aí há de tudo em todo o lado, honestos e desonestos, valentes e cobardes, como sempre…

*A conscrição é o sistema de inclusão compulsória de homens e mulheres nas forças armadas. Os conscritos distinguem-se de voluntários e de profissionais, bem como de mercenários, que prestam serviços a qualquer governo apenas por dinheiro. Eu não sou adepto do exército de profissionais, mas sim da conscrição como é feita em Israel e na Suíça.


10.8.06
 
The Sissy Hawk Brigade

And who are these men?
Who are these men?
Let's talk for a minute about these masters of war, these same men that are sending our sons and our daughters, our brothers and sisters, our mothers and fathers to fight an undeclared and unconstitutional and unwinnable war for them. Let's talk about their service records.

Karl Rove did not serve.
Paul Wolfowitz did not serve.
Richard Perle, Douglas Feith, Elliott Abrams, Newt Gingrich did not serve.
Jeb Bush did not serve.
The list goes on and on.
And we know George W. did not really serve.
And yet they expect the ultimate sacrifice from us.

Jessica Lange
September 26th, 2005
 
No comments :)

eheheh...
 
A Teacher of Peace


Israel will regret that it has given birth to springs of hatred, bitterness and fanaticism against it . . .
I have ofered my hand with honesty and the rest depends on them.
America should mount pressure on Israel, particularly regarding the Palestinian question, which is the core of the problem.
The Washington Post January 15, 1978

Excesses that have been perpetrated in the name of Islam are a disgrace to those who commit them
The Washington Post, April 11, 1980

We should like to invite Europe to participate with us in persuading both Israel and the Palestinians to accept a formula of simultaneous and mutual recognition.
We invite you also to take part in additional security guarantees as a European contribution to peace in the Middle East.
New York Times, February 11, 1981

Mohamed Anwar El-Sadat Nobel Prize for Peace 1978



9.8.06
 
The big question

Camp David 1978

I have come to you so that together we should build a durable peace based on justice to avoid the shedding of one single drop of blood by both sides.

It is for this reason that I have proclaimed my readiness to go to the farthest corner of the earth.

Here I would go back to the big question.
How can we achieve a durable peace based on justice?
In my opinion, and I declare it to the whole world, from this forum, the answer is neither difficult nor is it impossible despite long years of feuds, blood, faction, strife, hatreds and deep-rooted animosity....

You want to live with us, in this part of the world.
In all sincerity I tell you we welcome you among us with full security and safety. This in itself is a tremendous turning point, one of the landmarks of a decisive historical change.
We used to reject you. We had our reasons and our fears, yes.
We refused to meet with you, anywhere, yes.
We were together in international conferences and organizations and our representatives did not, and still do not, exchange greetings with you. Yes. This has happened and is still happening.

Our delegates met in the first Geneva conference without exchanging a direct word, yes, this has happened.
Yet today I tell you, and I declare it to the whole world, that we accept to live with you in permanent peace based on justice.
We do not want to encircle you or be encircled ourselves by destructive missiles ready for launching, nor by the shells of grudges and hatreds.

I have announced on more than one occasion that Israel has become a fait accompli, recognized by the world.
As we really and truly seek peace we really and truly welcome you to live among us in peace and security.

(Anwar el Sadat adress to the Knesset, November 20, 1977)


 
An edifice that builds and does not destroy
DavidBurnett

Today, through my visit to you, I ask why don't we stretch out our hands with faith and sincerity so that together we might destroy this barrier?

Why shouldn't our and your will meet with faith and sincerity so that together we might remove all suspicion of fear, betrayal and bad intentions?

Why don't we stand together with the courage of men and the boldness of heroes who dedicate themselves to a sublime aim?

Why don't we stand together with the same courage and daring to erect a huge edifice of peace?

An edifice that builds and does not destroy.

Ladies and gentlemen, to tell you the truth, peace cannot be worth its name unless it is based on justice and not on the occupation of the land of others.
It would not be right for you to demand for yourselves what you deny to others.

With all frankness and in the spirit that has prompted me to come to you today, I tell you you have to give up once and for all the dreams of conquest and give up the belief that force is the best method for dealing with the Arabs.

You should clearly understand the lesson of confrontation between you and us.

Expansion does not pay.

To speak frankly, our land does not yield itself to bargaining, it is not even open to argument....

In all sincerity I tell you that there can be no peace without the Palestinians.
It is a grave error of unpredictable consequences to overlook or brush aside this cause.

I shall not indulge in past events such as the Balfour Declaration 60 years ago.

You are well acquainted with the relevant text.

If you have found the moral and legal justification to set up a national home on a land that did not all belong to you, it is incumbent upon you to show understanding of the insistence of the people of Palestine for establishment once again of a state on their land.

When some extremists ask the Palestinians to give up the sublime objective, this in fact means asking them to renounce their identity and every hope for the future.

(Anwar el Sadat adress to the Knesset, November 20, 1977)


8.8.06
 
In the name of God

Um dia, ainda de guerra, um árabe de entre os maiores, foi ao coração do inimigo dizer isto:

In the name of God...
I come to you today on solid ground to shape a new life and to establish peace.
No one could have ever conceived that the president of the biggest Arab state, should declare his readiness to go to the land of the adversary while we were still in a state of war.
We all still bear the consequences of four fierce wars waged within 30 years.
(...)
After long thinking, I was convinced that the obligation of responsibility before God and before the people make it incumbent upon me that I should go to the far corners of the world, even to Jerusalem to address members of the Knesset and acquaint them with all the facts surging in me, then I would let you decide for yourselves....
(...)
We must all rise above all forms of obsolete theories of superiority, and the most important thing is never to forget that infallibility is the prerogative of God alone.

Any life that is lost in war is a human life be it that of an Arab or an Israeli.
A wife who becomes a widow is a human being entitled to a happy family life, whether she be an Arab or an Israeli.
Innocent children who are deprived of the care and compassion of their parents are ours.
They are ours, be they living on Arab or Israeli land.
They command our full responsibility to afford them a comfortable life today and tomorrow.
For the sake of them all, for the sake of the lives of all our sons and brothers, for all that I have taken my decision to come to you, despite all the hazards, to deliver my address.
(...)
Motivated by all these factors, I also decided to come to you with an open mind and an open heart and with a conscious determination so that we might establish permanent peace based on justice...
(Anwar el Sadat adress to the Knesset, November 20, 1977)

No ano seguinte foi prémio Nobel da Paz (com Menachem Begin);
E no dia 6 de Outubro de 1981 foi assassinado pela Jihad.
Comparem-se as palavras corajosas que pronunciou com as do hoje, presidente do Irão.
A Paz permanente assenta sobre a Justiça.
Ser justo não será condenar o povo palestino ao degredo na sua própria terra.
Ser justo também não será varrer Israel do mapa.


Há palavras de guerra e há palavras de paz.
Há mal e há bem.
Confundem-se, distinguem-se com dificuldade, mas há momentos especiais em que se tornam evidentes...
momentos limite entre a vida e a morte...
aí, nessa claridade rara, vê-se muito bem quem é quem.


 
Images of God

Juliette 1964

Pois, MP-S, mas não era essa a ideia, repara na faixa etária...
Pra um gajo com mais de 100 anos é uma garotinha, depois cai-se no domínio da pedofilia (ou será da gerontofilia? :)

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7.8.06
 
Retratos (do tempo) do Lazer
Gaza

Jerusalém

Cisjordânia


Helga.com

 
Coisas simples, como respirar
Guardian

O sargento Andrei Brudner morreu no Libano na terça feira passada.
Tinha um blog onde escreveu duas semanas antes:
"Hoje vou lá estar, talvez venham a ler sobre mim nas noticias.
Durará uns dias, talvez se arraste um pouco mais, mas temos munições para muito tempo.
Muitos vão voltar com sangue nas mãos.
(e agora são celebridades porque escrevi sobre eles na net).
Desejem-me sorte."

Aos comentários tristes e depressivos no blog, respondeu desta maneira:
"Mas que merda é esta?
A vida é divertida, se não for má, de que temos que nos queixar?
Como haveriamos nós de ultrapassar os problemas?
Há gente que não sabe aproveitar as coisas pequenas e simples da vida, como respirar"

6.8.06
 
8:15 am - memória de um Armagedão

Ground Zero 1945
E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão...
O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo...
E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos
Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso.
E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

Do livro do Apocalipse de São João

 
ILAÇÕES

NAQUELE JARDIM ETERNECIA IMÓVEL E SONHANTE
EM QUE CABIDE DE MORADA TERÁ FICADO PENDURADO O NOSSO AMOR?
ATÉ QUE A MORTE APARECEU
E FOMOS FELIZES PARA SEMPRE...

5.8.06
 
Clink Clink into the night...

The artist is a writer.
What matters is the ability to transmit feelings, another line, another curve, another shadow.
Art is not an absolute concept.
It is libertarian.
Every one has a right to their own eyes.
maclaim
4.8.06
 
Images of God

Jessica 1949

Eu explico.
Há que tempos que cobiço colecções, como a do Luis, ou aqueloutra do grande arquitecto ausente.
Eu também quero, pá... vou fazer uma, pá...
Noutro plano. Simples e na minha faixa do alto da pirâmide :)

Strikingly attractive...

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Worldnews.com

Quando se recai na violência corre-se o risco de aí ficar para sempre.
Porque nos tornamos insensíveis ao sofrimento e à morte.
3.8.06
 
Anjo da guarda

(IsabelOsório)

Só nos acompanha nesta travessia
um anjo da guarda perplexo que suporta
uma vida de cão igual à nossa.
(Amalia Bautista)


 
Venha

MaclainGrafitti

Venha ser feliz..
nos meus braços,
Encher-se de amor,
pelos meus espaços..

Venha..
Atenda à fome,
que vem dos meus desejos..
Venha..

Eu e você,
Unificados..
Em vôos molhados,
de gozos desajuízados

(insanna)

2.8.06
 
1936 Relatório Peel: a partilha da Terra duplamente Prometida
Numa preocupação de simetria, os ingleses tentaram dotar a comunidade árabe da Palestina com instituições paralelas às da comunidade judaica. Em vão.Apenas se estabeleceu um Conselho Supremo Muçulmano sob a presidência do reaccionário Mufti de Jerusalém, mas com a antiga filosofia otomana que reconhecia cada grupo religioso como um órgão de direito público, nada de excessos democráticos.
Mas na década de vinte (entre 1921 e 1929) as relações árabo-judaicas pareceram estabilizar, com contactos regulares entre as duas comunidades, sendo em Haifa que se parece ter encontrado um intercâmbio cultural, um equilíbrio harmonioso.
O Mufti de Jerusalém, não obstante, mantém sempre um discurso rancoroso que se vai entranhando nos árabes, e virá a ser impropriamente apelidado de anti-semita (ao contrário do que julgam os árabes, etnicamente semitas também, dão tiros nos pés com esse discurso de ódio antigo).

No mesmo período, Judah Magnes o primeiro presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém, fundou um clube arabo-judaico (o Brit Chalom) para promover um estado binacional, mas quase nenhum eco consegue no lado árabe, dominado pelos grandes agrários; o conflito já estava profundamente inscrito na terra duplamente prometida.
Haim Arlosoroff, jovem chefe da diplomacia do quase – estado judaico num encontro com Anni Bey Abdul Hadi, do partido nacionalista árabe Istiqlal, ouve palavras claras : não existe nenhum mal entendido entre árabes e judeus… existe um conflito de interesses fundamental e impossível de negociar.

E em Agosto de 1929 um grave incidente no Muro das Lamentações, em Jerusalém irá provocar centenas de vítimas entre os judeus, obriga a pedirem reforços ao Egipto e resultando no enforcamento de três árabes.


Em 1936 os ataques contra judeus generalizam-se. De motins esporádicos passa-se para a revolta aberta, uma guerrilha árabe de apoio popular. Os ingleses declaram a lei marcial na Palestina.

Entretanto entram em cena as milícias judaicas, a Haganah oficial e o Irgun dos sionistas radicais, muito menos selectivo nos ataques.
A instalação do Nazismo na Alemanha em 1933, contribuirá também para a deterioração da situação, forçando o aumento da imigração para a Palestina (reduzida até 1928) levando os recordes: 30.000 em 33; 61.000 em 35.
Com essa pressão constante, em 1936 os judeus eram já 30% da população da palestina, o que do ponto de vista árabe representa uma ameaça crescente.
Em Outubro desse ano Londres lança mais uma comissão de inquérito, presidida por Lord Peel; além de uma anterior (Shaw 1930) já ter posto em causa a emigração sem controlo invocando falta de bases económicas no território, a Comissão Peel vai definitivamente pôr em causa a ideia de um estado único na Palestina.
À pergunta sobre a possibilidade de absorção dos já 400.000 judeus instalados na Palestina, o Mufti de Jerusalém responde assim: “não, os judeus devem ser expulsos ou “eliminados de uma maneira ou de outra”.

A Comissão conclui que a intransigência árabe é tão forte que já não se podem aplicar paliativos, mas apenas a cirurgia; dois povos que adquiriram uma consciência nacional não podem viver em pé igualdade no mesmo país; propõe-se pois a partilha pura e simples em dois estados.

O Relatório Peel publicado em 1937 constata assim a oposição irredutível entre as aspirações judaicas e árabes:
“Nas circunstâncias actuais, estamos convictos de que a Paz, a Ordem e o Governo não poderão ser mantidos na Palestina seja pelo tempo que for, senão por uma rigorosa repressão… e o pior é que essa política não leva a parte alguma. Por mais vigor com que seja aplicada, não resolverá o problema e ainda exasperará mais o conflito. O estabelecimento de um governo único na Palestina é impossível.”
A comissão propõe uma troca de terras semelhante ao precedente Greco-Turco, feito segundo um acordo entre dois estados e a Sociedade das Nações aprova o proposto.

No XX Congresso Sionista de Zurique, Weizmann e Gourion fazem aceitar o principio da partilha aos radicais (pretendiam um estado judaico incluindo a Transjordania, o grande Israel) pondo em evidencia o drama dos 6 milhões (!) de judeus que aguardavam na Europa ante a ameaça Nazi.
Pelo seu lado o Congresso Pan-árabe de Bludan (Síria), no mesmo ano, faz da preservação da unidade Palestina um “dever sagrado” de todos os árabes.



A guerrilha árabe imobiliza a partir de 1937 uma guarnição britânica de 20.000 homens; chefes árabes são deportados para as Seychelles, casas são dinamitadas e os voluntários da Haganah e do Irgun aplicam-se no terrorismo, fazendo explodir bombas em mercados e cafés.

Estamos, não em 2006, mas em 1937… quase setenta anos!


1.8.06
 
Malta... ele voltou!

O filho pródigo está sempre sendo esperado para ser acolhido :)

 
1923 o Livro Branco e um erro àrabe
O mandato sobre a Palestina conferido pela Sociedade das Nações à Inglaterra em 1922, reproduzia as contradições da política britânica (e ocidental); o preâmbulo refere simultaneamente a declaração Balfour e o art. 22 do Pacto da SDN.
Esse artigo é consagrado aos “povos ainda não capacitados de se governarem a si mesmos”; nessa perspectiva a tutela seria confiada às nações desenvolvidas que exerciam na qualidade de mandatários em nome da SDN, e obrigando-se a tomar em consideração os sentimentos das comunidades administradas.


Quer isto dizer que o art. 22 obrigava a Inglaterra a ter em consideração o interesse da população árabe e a declaração Balfour definia obrigações para com a comunidade judia minoritária.
Essas duas condições eram inconciliáveis, salvo no caso particular de uma imigração massiva que criasse uma maioria judaica sem oposição dos árabes.



Os primeiros motins árabes aconteceram logo em 1920 em Jerusalém e na Galileia; Surpreendidos, ingleses e sionistas tomam consciência do risco de um conflito maior entre árabes e judeus.

Em Londres, o novo ministro das colónias, Winston Churchill reage em dois planos:

- Edição de um Livro Branco com uma nova declaração de intenções que apazigúe as duas comunidades

- Estabelecimento de um órgão legislativo que esboce uma estrutura constitucional


O Livro Branco de 1922 retoma a interpretação minimalista da declaração Balfour que já aparecera no Relatório King-Crane de 1919; Londres afirma que “em nenhum momento pretendeu o desaparecimento ou subordinação da população árabe, da sua língua e cultura na Palestina”

A instauração do "Palestine Order in Council" modifica o regime de administração directa como colónia da Coroa para um orgão representativo com 12 membros eleitos (8 muçulmanos, 2 cristãos e 2 judeus) e 10 membros nomeados pela administração britânica.
Os judeus protestaram logo, pretendendo a paridade de membros com os árabes; estes pelo seu lado cometem um erro grave: boicotam as eleições de Fevereiro de 1923 enterrando assim o Conselho legislativo.

Com a recusa em participar nas eleições, os árabes pretendiam obrigar a Inglaterra a continuar a administrar directamente a Palestina, o que repugnava cada vez mais a Londres. Mas o resultado real foi empurrarem a administração inglesa para as mãos dos judeus cujas organizações comunitárias depressa formaram uma estrutura de quase –estado.
A organização sionista criou uma Agencia Judaica em 1929 com o apoio de judeus americanos, para organizar a emigração, a compra de terras e as relações externas da comunidade judia palestina.



A prioridade dada ao controlo fundiário e ao trabalho manual suscitou entretanto o movimento dos Kiboutzim com aldeias cooperativas (Mochav),
e agricultura colectiva (Kibboutz), uma das experiencias colectivistas mais bem sucedidas da História.
A implantação progressiva do quase–estado judeu, conjugada com o aumento da imigração, irão dar aos judeus palestinos uma massa crítica decisiva.
Antes eram apenas um apêndice da Diáspora, depois a situação inverte-se, transformando-os no verdadeiro centro de decisão politica com a Diáspora como força de apoio.



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