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La force des choses
31.7.06
 
Hipocrisia europeia
"Anybody who recognizes Israel will burn in the fire of the Islamic nation's fury."
Mahmoud Ahmadinejad

JerusalemPost

"Il est évident que nous ne devons pas accepter une déstabilisation du Liban qui pourrait entraîner une déstabilisation de la région", a souligné le chef de la diplomatie française (Philippe Douste-Blazy) lors d'une conférence de presse dans la capitale libanaise, où il effectuait une visite de quelques heures.

"Dans la région, il y a bien sûr un pays comme l'Iran, un grand pays, un grand peuple et une grande civilisation, qui est respecté et qui joue un rôle de stabilisation dans la région."
(L'Express)


 
Por Deus... basta, hipócritas!
Haaretz
Soldado israelita regressado do combate, ontem

Tal como o rapto de dois soldados foi um sinal para desencadear o inferno, a tragédia de Qana devia ser um sinal para parar.
E para a sempre "sensata" e "proporcional" União Europeia agir.
Quero dizer, menos conversa, e colocar lá soldadinhos a sério, dos que morrem, mas com força, para ripostar e não fugir;
Há tomates? duvido.

Claro, podemos continuar culpar o imperador de Washington e ficar quietos enquanto Israel se atasca na merda, e faz o trabalhinho.
Mas como podem os europeus (governos e opinião pública) reconhecer que o Hezbollah usa e atrai o terror sobre civis, reconhecer que é o pauzinho de mexer na merda dos padres do Islão... e condenarem sempre o estúpido do George e Israel, a única força que pode impôr seja lá o que for? e quando pode!... à custa de soldados... e de inocentes.

A brutalidade horrivel de Qana é um crime de guerra, tal como os ataques a ambulancias e a observadores da ONU; fica claro que Israel deveria responder por isso (mesmo se feito sem intencionalidade);
E o Hezbollah quando usa os postos da ONU como abrigos, os edifícios de habitação como depósitos e as ambulancias como transportes, também.

Mas vão lá, ó europeus, mandem os vossos soldados, quero ver como fazem, quero ver se aceitam morrer e não matam crianças... ou são mesmo hipócritas, e preferem continuar a falar, franceses, ingleses, com tanta culpa nisto (mas já esqueceram), como a América e o Irão.
E há quem me veja alucinado com as bombas...
Por acaso repararam na cara do senhor Blair, ontem, quando já não lhe sobrava lata para dizer o que dizia?
30.7.06
 
A alucinação do Armagedão

Courrierinternational

Estamos doentes. Muito doentes.

 
Lebanon and Israel

Saturn Devouring His Son (Francisco de Goya)

An image that equals 1000 words / Weblog of a Syrian Diplomat in America
(referido no Público- sáb 29 Jul 2006)

29.7.06
 
A condenação do Sionismo
Em Março de 1919 na Conferência de Paz em Paris estala a controvérsia entre franceses e ingleses sobre a partilha da Síria. Lloyd George tenta equilibrar o pró-sionismo britânico na Palestina com um voluntarismo pró-hachemita na Siria, contrário aos interesses da França.
O presidente Wilson intervem propondo uma comissão de inquérito no próprio terreno; Franceses e Ingleses preferem entender-se directamente e recusam, mas Wilson determinado envia-a só com os americanos Henry King e Charles Crane.



Entre Junho e Agosto a comissão ouve todas as comunidades da “Síria” geográfica (que engloba a Palestina) e o relatório King-Crane transmite um tremendo argumentário anti-sionista no capítulo relativo à Palestina, apesar dos comissários se terem afirmado à partida simpatizantes da causa.

“Na sua mensagem de 4 de Julho de 1918, o presidente Wilson enunciou os quatro princípios por cujo respeito combateram os aliados.
Um deles é a solução de qualquer questão territorial, de soberania, económica, politica na base da livre vontade do povo directamente envolvido e não por interesses materiais ou privilégios de qualquer outra nação ou povo.

Se esse princípio for aplicado e se por consequência a população palestina chamada a decidir o destino do seu país, então temos o dever de lembrar que a população não judia – cerca de 90% do total – se opõe absolutamente ao programa sionista.
Sujeitar uma população com tal sentimento a uma imigração judia ilimitada e submete-la a pressões financeiras e sociais para a levar a alienar terra, será uma grave violação do princípio acabado de invocar.

Nenhum dos oficiais britânicos entrevistados pela comissão acredita ser possível aplicar o programa sionista sem recorrer á força armada.
O recurso à força é por vezes necessário, mas não deve ser adoptado de forma ligeira em especial por uma causa injusta” *

As conclusões aconselham claramente ao abandono da perspectiva de um estado judaico, á limitação da imigração e inclusão da Palestina numa Grande Síria.
O Wilsonismo virara-se contra o Sionismo, mas o presidente Wilson, ele próprio sionista, vai mandar arquivar pura e simplesmente o relatório.
Mais uma vez a Ética se calou para deixar passar a Política.
Em 24 de Julho de 1922 o Conselho da Sociedade das Nações confirmou os acordos de S. Remo de 1920 (reconheciam a vocação sionista da Palestina) e confiou oficialmente à Inglaterra o mandato sobre a Palestina.

* Retirado de Charles Zorgbibe, Histoire des relations internationales (1918-1945)- Hachette Paris 1994


 

A ESSÊNCIA DO SER EM SI NÃO É O PECADO...
O PECADO ENCONTRA-SE NA RACIONALIDADE HUMANA!

28.7.06
 
Construindo o atoleiro
MaryEvansPictureLibrary

Apartir de 1918 uma diplomacia semi-secreta toma forma entre Haim Weizmann e os notáveis árabes na Palestina.
Weizmann retardava a implantação sionista na Palestina, afim de conseguir um entendimento prévio com os Árabes. Mas vê na família Hachemita o principal aliado árabe; pensava que um bom acordo com Faiçal seria a chave que abriria o mundo árabe aos sionistas.

Só que o mal-entendido é total, pois os árabes palestinos não reconheçiam aos Hachemitas o direito de dispor da Palestina. Em 1918 membros do clã Husseini (opostos aos Hachemitas), um dos quais o futuro mufti de Jerusalém, Amine el-Husseini tomaram a iniciativa de uma reunião com Weizmann. De volta, Amine relatou aos chefes palestinos com profunda inquietação que acontecia o que suspeitavam, uma estreita cooperação entre Sionistas, Hachemitas e Ingleses.

Nessa altura apareceu também o desentendimento entre a administração militar na Palestina e o governo de Londres, cuja colaboração com os sionistas se tornara íntima e permanente. A constante intromissão da comissão sionista (Weizmann) sobre funcionários e policias da Palestina, com constantes apelos a Londres tornam-se exasperantes para o comando britânico.

O general Clayton, chefe do gabinete político no Cairo escreveu no Arab Bulletin, criado pelo coronel Lawrence: "nada prejudica mais as nossas relações com as populações não-judias da Palestina do que a imprecisão da nossa declaração favorável ao sionismo (Balfour). É utópico pensar que, quem quer que esteja presente no terreno, se possa sentir bem numa terra prometida."

E em 2 de Maio de 1919, o Clayton telegrafa para Londres: “O receio do sionismo e a desconfiança aumentam de dia para dia. Nenhuma tentativa de persuasão será já capaz de inverter este processo. Devem compreender que 90% da população da Palestina é profundamente anti-sionista, e esse sentimento agrupa muçulmanos, cristãos e até boa parte dos judeus autóctones.”

Clayton é então chamado a Londres e substituído pelo coronel Meinertzhagen, admirador do Sionismo.

Retirado de Charles Zorgbibe, Histoire des relations internationales (1918-1945)- Hachette Paris 1994


27.7.06
 
O Pecado Original

A partir de 1916, a Palestina aparece como um factor essencial na estratégia do estado-maior imperial britânico.
A sua função altera-se, e de território tampão entre os franceses (na Síria) e os ingleses (no Suez), torna-se num elemento defensivo do sistema de comunicações com a Índia e o Extremo Oriente; também como uma protecção suplementar do canal de Suez e reforço das posições britânicas no Egipto; a Palestina torna-se assim numa solução de alternativa ao Egipto, parecendo a posição britânica mais facilitada.
Mas o território estável e próspero que os ingleses imaginavam acabou por se transformar num país massacrado pelo permanente conflito entre judeus e àrabes.



Em Abril de 1918, uma comissão designada pela organização sionista e presidida por Haim Weizmann, dirigiu-se à Palestina com autorização britânica.
O seu objectivo oficial era o estudo da situação local.
A sua função real consistia na identifição de medidas com vista ao estabelecimento de um futuro estado judeu.
Mas as autoridades inglesas de Jerusalém previnem o governo de Londres: a função real deve permanecer secreta para a população árabe – caso contrário são de temer violentos protestos – e nenhuma menção deverá ser feita a um estado judeu.

Aos notáveis de Jerusalém, Weizmann faz um discurso apaziguador, afirmando uma mentira que alimentará a desconfiança e os rancores do futuro:
“ Os sionistas querem criar condições que tornem possível uma evolução nacional dos judeus que livremente queiram vir para a Palestina.
Essa evolução não deverá ser, nem se fará, em prejuízo de nenhuma das grandes comunidades já estabelecidas no país, mas pelo contrário deverá ser vantajosa para essas comunidades.
Todos os receios expressos, secreta ou abertamente, pelos árabes, de serem expulsos das suas terras actuais são apenas derivados da completa ignorância sobre as finalidades do Sionismo, e também às deploráveis actividades dos nossos inimigos comuns”
*

* Retirado de Charles Zorgbibe, Histoire des relations internationales (1918-1945)- Hachette Paris 1994
26.7.06
 
No princípio era o Verbo

November 2nd, 1917
Dear Lord Rothschild,

"His Majesty's Government view with favour the establishment in Palestine of a national home for the Jewish people, and will use their best endeavours to facilitate the achievement of this object, it being clearly understood that nothing shall be done which may prejudice the civil and religious rights of existing non-Jewish communities in Palestine, or the rights and political status enjoyed by Jews in any other country."

I should be grateful if you would bring this declaration to the knowledge of the Zionist Federation.

Yours sincerely, Arthur James Balfour


 
Street Gods

the big skate


heads for an eye


tasso smoke


... está bem que se entenda como uma forma de arte, que seja reconhecida como tal, até nos museus.
Mas o graffiti não tem sentido sem, pelo menos, uma ponta de ilegalidade...
(Pablo, Gran Canaria)

25.7.06
 
Street money

Do you know the Maclaim crew and their work?
The writers Akut, Case, Tasso and Rusk travel all around Europe, since 2001, to paint walls in urban art festivals.
So it seems people are making money out off Graffitti, is it right or is wrong?

graf isn't doing anything for me.
money fills my stomach.
the more money i have the better i eat and the warmer i sleep.

if i end up making extra travel money because someone paid me to rock some shit i'm going to be doing anyway.
bring it.

i want to stay longer and go further.
24.7.06
 
Com febre?

Maclaim (bela empena das Canárias :)

Se já me subiu o Armagedão à cabeça?
Sim, ouço o toque das trombetas...
Zaz, achas mesmo que fiquei apanhado?
;)


23.7.06
 
And Now For Something Completely Different...Here We Go Again!

Click on image, please :)
22.7.06
 
Quinta das Lágrimas

RobertoSegate


Ó uchão!...
Ide chamar o uchão!...
Vinagre e azeite já pra este coelho!
(O carrasco, vestido de vermelho surge à porta)
Ei-lo o teu cozinheiro! É da cor do sangue.
O teu não lhe põe nódoa
(Ao carrasco que avança)
Aqui os tens, Tristão, mira-mos bem...
(Num rir convulso)
Com molho de vilão... Vianda rica...
E montaria feita pela noite!...
Nunca vi gamo assim. É maravilha.
Que dizes tu, Tristão? Gamo ou javardo?...
(...)
Açulava Tristão como um mastim.
Eh! Eh! Carrasco!...
Arranca... arranca, ou vou eu mesmo...
Corta... corta...
Tristão partia-lhe as costelas, uma a uma...
Só se ouvia aquilo no terreiro.

António Patricio, Pedro o Cru, 1918

21.7.06
 
Igualdade e Risco

A noção de igualdade, em sentido ontológico, é metafísica pura, só tendo por isso, cabimento no âmbito da Ética, quando se aplica, não directamente aos homens, mas às suas relações e direitos.
Mesmo assim, a igualdade só se justifica como direito, em decorrência da alteridade que lhe é constitutiva, isto é, como forma de buscar fazer com que as diferenças não se tornem injustiças.

Devido a isso, a relação social só existe em estreita convivência com o risco. Estruturada em alteridade, a intersubjetividade vive permanentemente à beira da catástrofe, sempre prestes a degenerar em violência.

Diferentes teóricos postularam, por isso, que a violência é da ordem do natural, na sociedade, reduzindo o anseio de paz a uma postulação simplesmente conservadora, e usualmente atribuída às elites como ideologia de manutenção do poder constituído.

Luiz Signates, S. Paulo 2000


 
Alteridade e Conflito (ainda por causa das bombas :)

Nós não é o plural de Eu, afirma Emmanuel Lévinas, evidenciando com isso que, a presença do Outro, metaforizada na noção de rosto, se dá exactamente pela sua diferença em relação ao Eu. O Outro é, então, presença de alteridade: diferença, estranheza, novidade, contrariedade, infinitude, ignorância.

Para Lévinas, conceptualizar, nomear o Outro – uma das formas de dominá-lo – é violência e negação, um dos modos de matar a alteridade: o conceito é um gesto inútil de redução do Outro, ao que ele não é de facto (fim ou utensílio); inutilidade que se revela no facto de que, por insistir em não ser a redução que lhe é suposta, o Outro sempre tenderá a surpreender, a mostrar o seu rosto próprio, diante do Eu, para seu espanto e seu estranheza.

Isso, para Lévinas, faz parte da própria condição humana: o humano não se dá aos processos de dominação, donde se conclui que apenas exterminando-o será possível dominar inteiramente o Outro, mas nesse acto extremo, o Outro torna-se inteiramente perdido, exaurindo-se também toda e qualquer possibilidade de eficácia dominadora...

Luiz Signates, S. Paulo 2000


20.7.06
 
Realismo (ainda obcecado com as bombas)

Leonid Kozienko

"Deve ser isso. A morte é a continuação da política por outros meios."
Luis
19.7.06
 
Obcecado com o barulho das bombas

Por fim desembarcaram.
Abriram uma rua nos cadáveres…
Ao fim da praça, pararam a olhar a frontaria da Basílica, num gratuito de patine amorenada, com estátuas de navegadores e de guerreiros, à sombra dos baldaquinos arrendados…
As mãos do Sol estavam a consolá-la.
...

Mas de repente, os vitrais das torres, da rosácea, pareceram beber Sol com mais sede;
As ogivas, mais do que nunca eram, eram mãos postas;
E os coruchéus, as agulhas implorantes, distenderam-se mais de aspiração como as almas dos místicos na morte: a Basílica toda, num fragor, de mudando o azul em poeira e fumo, fez dos conquistadores lama sangrenta sob o Pantheon da raça aniquilado.

Os que desembarcavam nesse instante, fugiram para bordo, alucinados, com terror desta terra de loucura, em que a vertigem de um povo desgraçado contagiara as pedras, insurgindo-as…
Na capital, agora os mortos reinam.
Há cadáveres, escombros… e vitória!

António Patrício
in “O Fim” – Lello e Irmão 1909

 
ILAÇÕES

FORA TÃO PROLONGADA A SUA AUSÊNCIA
QUE DADO O REENCONTRO
NÃO SE RECONHECEU

18.7.06
 
Desejos húmidos

... dentro da água ainda ela parecia mais nua e adorável:
banhava-se, movia-se dentro da água transparente com os membros impermeáveis, lisos e roliços de um mármore flutuante ...

Inventário de Junho, Manuel Teixeira Gomes (o tal da I Republica, que mandou isto tudo àquela parte em 1925, retirando-se para a Argélia, por facilitar os seus impulsos pedófilos, garante o sempre magnânimo VpV)
17.7.06
 
Heavens Way


Sage-Rulers foresee the means by which the spirit can choose a New Life
Sage-Rulers help ordinary people through to Heavens Way
Now, between believers: let's do it!



Tamos tramados. Digo eu.

 
ILAÇÕES

JE RESTE TOUJOURS SEULE AVEC TES CIGARRETES...

16.7.06
 
Lobos Reunidos


"Where is all this pathos about protecting human rights and democracy when it comes to the need to pursue their own interests?
Here, it seems, everything is allowed; there are no restrictions whatsoever.
Comrade wolf knows whom to eat, he eats without listening, and he's clearly not going to listen to anyone." (Vladimir Putin 10/05/06)

Palavras do hoje hospedeiro dos oito donos do Mundo (mais o "new-comer" Chinês);
O G8 é o nome do poder que, informalmente, ultrapassou o irreformado Conselho de Segurança.
Os rios correm sempre para o mar e se não lhes fizermos o canal, arranjam outro...
As palavras do Czar, referem-se à América ameaçando o Irão, e lembram a fome da Rússia no Cáucaso.

 
ILAÇÕES

DA SUA FRONTE BROTARA UMA ROSA VERMELHA
E NÃO MAIS OUSARA ECOAR NEM UM ÚNICO SOM


 
Padrões de Cultura

Esha Chochio

A vida moderna pôs muitas civilizações em contacto íntimo e no momento presente a reacção dominante a esta situação é o nacionalismo...
Nunca, mais do que hoje, a civilização teve necessidade de indivíduos bem conscientes do sentido de cultura, capazes de verem objectivamente o comportamento socialmente condicionado de outros povos sem temor e sem recriminação.

Desdém pelo estrangeiro não é a única solução possível do nosso actual contacto de raças e nacionalidades; esta nem sequer é uma solução cientificamente alicerçada.

A tradicional intolerância anglo-saxónica é uma feição cultural, local e temporal como qualquer outra.
...

É a velha distinção entre grupo de dentro e grupo de fora, e se neste aspecto continuamos a tradição primitiva, temos muito menos desculpa do que as tribos selvagens.
Nós viajámos, orgulhamo-nos das nossas vistas desempoeiradas.
Mas não conseguimos compreender a relatividade dos hábitos culturais e continuamos privados de muito proveito e de muito prazer nas nossas relações humanas com povos de diferentes tipos de cultura, e a não ser dignos de confiança nas nossas relações com eles.

O reconhecimento da base cultural de preconceito de raça é hoje uma necessidade desesperada na civilização Ocidental.


Ruth Benedict, Patterns of Culture 1934


14.7.06
 
Israel volta ao Líbano
aljazeera
God, you who are somewhere
who MUST be somewhere
have mercy on us...
(The Seventh Seal, Ingmar Bergman)
 
As Armadilhas da Globalização


Nos anos 80 os estados industrializados do Ocidente não levaram às ultimas consequencias o debate sobre o preço sensato para transportes e combustiveis, tal como nunca levaram a sério a necessidade de um imposto ecológico equitativo.

Quiseram, por conta do seu egoismo instalado, reservar-se o bem-estar, a segurança, os direitos humanos, fazendo negócios com vista grossa.
E em tudo isto, não vemos diferença entre esquerda e direita, até a Europa com a retórica humanista, terá sido mais hipócrita que a América.

Os emergentes, recém chegados ao mercado global, e até aqui mantidos à distância, aproveitaram-se dum jogo sem regras; a industrialização desses países desenrola-se hoje num clima de ignorancia económica, social e ecológica.
Todos vamos pagar as facturas dessa atitude; uma delas chama-se deslocalização e está a empobrecer os ricos; mas outra, que só será apresentada lá mais para a frente, chama-se factura ambiental, é mais grave e toca a todos.

Preocupam-se alguns com a construção de uma central nuclear em Portugal, que seria a solução para reduzir a importação de energia, cumprir Kyoto e permitir o desenvolvimento, sem perigo maior que o já existente; a mim preocupam-me mais as centrais obsoletas do Leste, e as mil que a China prepara. Aquele mundo faz mais de duas Europas e está cada vez mais sôfrego de energia, lá é tudo faraónico, até os disparates.
Baseado em "Armadilha da Gobalização", de Hans Peter Martin/Harald Schumann


13.7.06
 
Rocket unboomed!?

click on to see the girl's (last?) statement

De passagem pelo Abrupto ficámos cientes do novo enredo mediático nos States.
A encantadora Amanda Congdon, cara do fenómeno (verdade, a mim a coisa fascina-me) videoblog Rocketboom desentendeu-se com o sócio, Andrew Baron ;
e agora?

será que Amanda foi mesmo pra Hollywood?
será que Amanda foi despedida?
e que mais irá acontecer?...

É pra ver... não são só cá, as novelas parvas!
:)
 
Dainese 17


Gorillaz Rock the House


Este é o meu Filho muito amado
no qual pus o meu enlevo


12.7.06
 
Do Outro

Acho que a solidão desumaniza.
A intimidade obriga a aceitar as diferenças.
Dói, mas é isso que é Humano.

 
Carbonated Jazz
Boy in Static
Go on, Click the image and be patient ;)

Quando nos sentimos preenchidos num volume
de sombra que é veludo e olvido
o que queremos é estar assim inviolados
como numa nascente silenciosa.
Ouvimos então um rumor que não é rumor
mas a densidade fluida do silêncio
... a brisa de nós próprios sem solidão na solidão


(António Ramos Rosa in O Livro da Ignorancia)


 
Bpm_Sqlrrrp... pounding your ears...
Drum sequencer triggers samples
according to a pattern and tempo
by Carbonated Jazz
Click in to activate and use the control

11.7.06
 
Fica, Fica, Fica


Babe, I love you so
I want you to know
that I'm going to miss your love
the minute you walk out that door
so please don't go don't go,
don't go away
please don't go don't go,
I'm begging you to stay

 
Duas forças monstruosas
YuriDojc

O antigo secretário geral da ONU, Boutros Ghali, disse uma vez: " o planeta está sob a pressão conjugada de duas forças monstruosas mas antagónicas: a globalização e a fragmentação"

O mundo todo é um mercado único... mas o mundo como aldeia homogénea, de forma alguma se tornou realidade.
A proximidade e simultaneidade mediáticas não criam laços culturais, e sobretudo, não garantem a uniformização dos níveis económicos.

O tribalismo ganha força em todo o lado, ameaçando o regresso violento ao chauvinismo regional, ou ao nacionalismo violento, ameaça que paira sobre numerosas zonas do planeta.
Contráriamente ás guerras tradicionais do século XX, a maior parte dos conflitos já não se processa hoje entre estados, mas no seio dos próprios estados.

Hans Peter Martin/Harald Schumann in A Armadilha da Globalização (inspirado nas conversas com a Zazie :)
10.7.06
 
Do intolerável

A história da intolerância, em termos ocidentais, foi sempre perspectivada tendo como pano de fundo a esfera do religioso, e em particular os fundamentalismos Cristãos.
Mas a mundividencia ocidental norteou-se enfim pelos "Direitos do Homem", instituídos agora como a Virtude obrigatória.
Definindo-se a si mesma, e supondo-se tolerante ... a sociedade ocidental, democrática no seu funcionamento político, pluralista na aceitação de referências e valores divergentes (ou mesmo incompatíveis), permissiva na expressão e na prática de comportamentos tidos não há muito como escandalosos, é duvidoso que - no sentido clássico - a questão da tolerância ainda ... nos diga respeito.

E no entanto, há tolerâncias intoleráveis:
é intolerável a violencia
é intolerável a opressão
é intolerável a injustiça

Eduardo Lourenço, in O esplendor do Caos (inspirado nas conversas com a Zazie :)
 
Com o teu olhar

São como cubos de gelo
Que eu sinto ao tocar
As palavras têm medo
Matas-me com o teu olhar

Matas-me com o teu olhar
Matas-me com o teu olhar

UHF, performed by Luis Figo&Mark Van Bommel, 25/06/06 Batalha de Nuremberg


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