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La force des choses
5.5.06
 
4. Ibéria

Milagre seria que Portugal tivesse escapado incólume a todos os graves, profundos acontecimentos que, durante o século XXI , tanto mudaram a face da ecúmena. No hemisfério norte, o desabamento económico, social e político de todos os países de alta industrialização, desde os japoneses no extremo leste até aos americanos na ponta ocidental, fez que o País sofresse as repercussões de toda a perda de rumo da Europa, justificando os que sempre tinham estado contra a chamada integração no igualmente chamado Mercado Comum;

Por outro lado, os levantamentos dos povos asiáticos, dos africanos e dos americanos ibéricos, desde o Rio Grande ao Cabo Horn, com em muitos pontos, invasão da Euro-América, tiveram igualmente efeitos não só em Portugal como em toda a Ibéria, que finalmente veio a mostrar-se solidária e a tomar consciência de que os seus recursos culturais e humanos poderiam desempenhar grande papel na transformação para melhor do hemisfério a que geograficamente pertence.

Quanto à faixa oeste da Península, desde do Cantábrico ao já Mediterrâneo que ao estreito emboca, o que importa acentuar é que voltaram a ter voz as pequenas unidades populacionais; que ressuscitaram, modernizados, muitos dos foros e forais, num definitivo enterro de Carlos V e seu compadre D. Manuel;

Que a propriedade comunial de terras se instaurou em pleno e que se colectivizou, mas não estatizado, tudo o que se referia a outros meios de produção, aos de transporte e aos de crédito; que a democracia directa das aldeias foi a base de toda a organização politica, com assembleias de Nação semelhantes às Cortes, só que regulares, conselhos de coordenação a substituir ministérios e com presidentes eleitos a prazo longe de mandatos;

Todo o sistema de educação, que já não era mais, em espírito e métodos, do que a sobrevivência do medievo, por si mesmo sumiu; até o nome da escola retomou o seu significado de tempo livre: tempo livre de aprender, querendo, não de ensinar por ofício; tempo livre de conservar, no adulto, a criança;
De ninguém mais, homem feito, viver para sempre com saudade de si próprio.

Agostinho da Silva, Portugal ou as cinco idades

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Comments:
é uma reflexão muito interessante, como aliás é característica das reflexões do autor. Durante a leitura deste excero, pensava em variadíssimas coisas. O último parágrafo brilhou para mim em todo o texto, pela lucidez. Esta mania da psicologia, de ser tudo psicológico, de tudo nos afectar e afectar os meninos, é exagerada e quanto a mim, incompreensível. A educação converteu-se em qualquer coisa que ninguém sabe ao certo o que é, o que integra, com que funções, quais as competências de quem ensina, etc, etc. É uma salgalhada. Para mim é claro: os professores têm a função de ensinar em primeiro lugar; a de educar cabe aos pais e é apenas reforçada pelos professores, mas apenas no decorrer do dia a dia, na sua forma de estar e de se relacionarem com os demais.

O assunto dá para muitos posts. O meu comment fica por aqui. Thanks 4 your post!! :-)
 
A utopia do Agostinho - tempo livre da canga de viver, para poder amar e aprender - já possivel.
A utopia não se realizou, mas já temos meios de a realizar, tecnologias jamais sonhadas.

E no entanto toda a realidade hoje organiza-se ao contrário, deixa cada vez menos (e já estivemos melhor com meios menores) liberdade de amar, aprender e realizar.

Singular é a convicção dele (que acompanho) de que serão, não os anglos da modernidade, mas os lusos, a realizar essa utopia
 
tem algo de sebastiánico esta convicção do Agostinho...
 
Pode parecer sebastiânico, mas não; messiânico sim.
O Agostinho diz mesmo algures que o quinto império será o fim dos sebastiansimos crónicos dos lusos.
O que ele (e o padre António Vieira) antecipam no quinto império é o império do Divino, festejado em Portugal (em especial nos Açores) e no Brasil como as Festas do Espírito Santo.
O cisterciense Joaquim (daí Joaquinismo) falva de três reinos: o da ordem (do Pai) seguido do perdão (do Filho) e por fim o da vinda do Espirito Santo, do imprevisível (das crianças);
Vieira integra nisto as profecias bíblicas de Daniel, do quinto reino suscitado por Deus;
Nesse sentido há messianismo e saudade, mas saudade de futuro, e a sebastianica é do passado.
 
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