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La force des choses
4.5.06
 
3. Retorno


Quando do retorno à Península, davam-se os primeiros sinais da revolução que tornou o sílex automático, pela basilar invenção do micro circuito: o capitalismo esvaía-se em desemprego, que ninguém era capaz de ver como o toque percursor da vida livre e criadora que hoje temos;
O que se chama socialismo, e era bastante mais capitalismo de Estado, mas representava um imenso progresso sobre o privado, continha com dificuldade, e a cada passo abrindo brecha, os anseios de liberdade do homem;
Iniciava-se na produção o reino do autómato e não havia quem lhe adaptasse a economia, nem a politica, nem perdia o que respeita ao transcendente aquele jeito de disciplina que para muito ano marcara Trento.

Alem de participar da comoção geral do Mundo, sofria Portugal da sua ingénita pobreza, de sua ignorância, da inadequação das suas técnicas, de durante tanto tempo se haver ausentado de seu lar, da influencia de muito pensamento que lhe era estrangeiro, pouca importância dando ao mais próximo.

Em todo o caso, mais por obra de causas da História a que não damos nome do que por decisão dos homens – a vida de Portugal sempre foi muito “apesar deles” – o País se encaminhou ao futuro pelo desafogo das coacções;
Por, graças à TV, uma ligação popular como o Brasil;
E por uma geral boa vontade quanto às Africas, boa vontade que, por falta de meios, pelo menos por falta de meios, se não tingiu de neocolonialismo; até a desordem no ensino facilitou o passo de futuros critérios de educação, mais próximos de Platão do que da Palmatória.

O tempo, porém, depende das parcelas: se a uma tirássemos, não seria decerto nossa vida o que hoje está sendo.

Agostinho da Silva, Portugal ou as cinco idades

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Comments:
Belíssimo.
bs_baixa
 
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