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La force des choses
30.9.05
 
It's all inside my head

Silvam ideias, zunem juízos, vertiginam pensamentos.
Rompem-se artérias, refulgem imagens.
E súbito... fico em branco, exsangue.
No Everest da Arte, o Nada é prenhe de Tudo.

Kenneth Noland 1951


29.9.05
 
Going Minimal

Era uma vez um quadrado preto no século XX

Kazimir Malevich 1913

28.9.05
 
Spotting

Posting little things like that,
You carelessly passed trough our lives afloating.

Yet, if less is More...
Calamity,... we need more,... much More!


27.9.05
 
Beautty is Truth

Anne Katrin Dolven, "2 am south" 2003

Beauty is Truth, truth beauty,
that is all

Ye know on earth,
and all ye need to know.


John Keats, Ode On A Grecian Urn, 1819


26.9.05
 
Painting myself into a corner

Jan Christensen 2004

Cobri coloridamente o íntimo marasmo afunilado a um canto.
Com isto, não sei se estou feliz ou infeliz.
Nem me importa.

Mas com boa cor... não estava.

 
Formula One: o preço

The Cahier Archive

Quando começámos na Formula Um, em 1969, pensávamos que uma temporada no topo do custava a fortuna de 75.000 Euros.
Dez anos mais tarde o nosso orçamento roçava os 800.000 Euros.
Hoje? Bem… os custos explodiram.
(Sir Frank Williams)

Apesar de um obsceno consumo de recursos - só para andar às voltinhas num circuito, mais depressa que os outros - à medida que os custos se agravam, o maior “Desporto-Negócio” do Mundo têm vindo a mergulhar numa aguda crise
Quanto custa competir?
Em 2003 a Formula One Magazine apresentava estes números (abaixo dos actuais):

1. Investigação e Desenvolvimento: desenho e em testes no banco de ensaios.
Variava de 35 Milhões de Euros na McLaren até 200 Mil Euros da Minardi.

2. Túnel de Vento: as performances dependem da aerodinâmica, e os Túneis de Vento trabalham 24 horas por dia. A Ferrari construiu um por cerca de 40 Milhões de Euros.
A despesa variava desde o custo de manutenção anual de 15 Milhões de Euros da Ferrari até aos 3 Milhões de Euros de aluguer gastos pela Minardi.

3. Produção do Monolugar: Desde uns 4 Milhões para a Ferrari até uns 750.000 Euros para a Minardi.

4. Produção de Motores: a produção de motores de 3 litros capazes de potências de 900 cv a 19.000 rotações por minuto, requer um investimento colossal. Alguns fazem-no e revendem depois; 150 Milhões custou o motor da Toyota.

5. Viagens: meia centena de pessoas voa em cada “week end” para os circuitos. Representam 900 voos, 145 “rent-a-car” e 800 quartos de hotel por ano.
Uns 18 Milhões para a Ferrari e 5 Milhões para a Jordan

6. Testes Privados: a análise das performances em pista, longe dos Grand Prix.
A Ferrari tem uma pista própria e ainda gastava 88 Milhões, a Minardi “apenas” 3 Milhões de Euros por ano.

7. Correr: conceber e produzir carros de corrida é uma coisa, mas fazê-los competir é outra completamente diferente (o que explica muitos falhanços).
Diz-se que a factura da Ferrari andava próximo dos 28 Milhões.

8. Salários da Equipa: as maiores equipas são empresas com mais de 900 empregos directos. Diz-se que a Ferrari gasta 41 Milhões, a Toyota 32 Milhões, a McLaren 30, e a Williams 24 Milhões por ano.

9. Salários dos Pilotos: a Ferrari afirmava pagar 44 Milhões anuais aos seus dois pilotos (80% para Schumacher provavelmente); a BAR dizia 24 e a Williams 20 Milhões anuais.

Tudo somado parece que actualmente Ferrari, Toyota, McLaren e Renault andam acima dos 500 Milhões de Euros/ ano.
Não divulgam os números completos.
Segundo Paul Stoddart da Minardi, a Ferrari deve atingir os 800 Milhões.
Depois a BAR, Williams, Sauber e Red Bull (ex Jaguar) situar-se-ão entre os 100 e pouco mais de 200 Milhões.
Finalmente as “falidas” Jordan e Minardi (a Minardi foi recentemente adquirida pela Red Bull e a Jordan pelo Midland Bank) que lutam abaixo da linha de sobrevivência (Alex Shnaider do Mibdland situa-a nos 100 Milhões) com orçamentos de 50 Milhões de Euros, aconchegados com os patrocínios dos pilotos.
Diz-se que Karthikeyan levou entre 7 a 12 Milhões para a Jordan.

25.9.05
 
5/34 - Tradição quebrada

Record

Sporting 1 Vitória de Setubal 0
Deivid 35'
Alegrias: 8
Dores: 4

Liedson, Deivid 3
Rogério, Luis Loureiro 1

Liga Betandwin.com :)
1º. Porto 13 pts
2º. Sporting 12 pts
 
Round 17/19 - GP Brasil F1/ Interlagos: Montoya 3

El Mundo Deporte

O terceiro lugar foi suficiente para, a duas provas do fim, Fernando Alonso se tornar no primeiro campeão do Mundo de Condutores Ibérico, e o mais novo (24 anos) de sempre.
Na corrida os McLaren fizeram a dobradinha com a vitória de Montoya ( 71 voltas à média de 206 km/h) e o segundo de Raikkonen.

Tiago Monteiro, com o melhor lugar de sempre, na grelha de partida (11º), acabou a série de 16 provas (rekord para um "rookie", só ultrapassado pela série de 17 de Schumacher), desistindo comproblemas no sistema hidráulico do novo Jordan; que no entanto parece estar a evoluir.

Campeonato do Mundo de Condutores após 17 provas
1º Fernando Alonso (Renault) 117 pontos, 6 vitórias
2º Kimi Raikkonen (McLaren Mercedes) 94 pontos, 6 vitórias
3º Juan Pablo Montoya (McLaren Mercedes) 60 pontos, 3 vitórias

Michael Schumacher (Ferrari) 60 pontos, 1 vitória
5º Giancarlo Fisichella (Renault) 45 pontos, 1 vitória
6º Jarno Trulli (Toyota) 43 pontos


 
Mau :(

.

undergoing serious minimalist changes

 
Round 13/17 – MotoGP/ Sepang: Capirossi 2

Corriere della Sera

Loris Capirossi com a Ducati, ganhou a segunda corrida este ano no Grand Prix da Malásia, em Sepang;

Valentino Rossi (foto acima) em segundo, venceu hoje o seu quinto campeonato na categoria mais alta do Motociclismo Mundial, quando faltam ainda quatro provas para o fim da época.

Nascido em Urbino-Italia, 1979
77 vitórias, das quais 51 em 500/Moto GP
Campeão do Mundo
1997 125 cc
1999 250 cc
2001 500 cc
2002 Moto GP
2003
Moto GP
2004 Moto GP
2005 Moto GP

Campeonato do Mundo Moto GP após 13 provas

1º. Valentino Rossi (Yamaha) 281 pontos, 9 vitórias
2º. Max Biaggi (Honda) 159 pontos
3º Loris Capirossi (Ducati) 142 pontos, 2 vitórias


24.9.05
 
Nossa senhora que nos agonia


Tribunais dependentes, lentos e cobardes.
Governos que se calam, comprometidos.
Políticos que desconhecem um mínimo de decência.
Funcionários Públicos que recusam o dever em benefício próprio.
Cidadãos que escarnecem do Estado e de si próprios, pelo egoísmo mais primitivo.

É nestes caldinhos que costumam apurar-se os líderes carismáticos;
aqueles que varrem tudo e repoem a igualdade... com eles por cima.


23.9.05
 
Les sanglots longs

Les sanglots longs
des violons de l'automne
blessent mon coeur
d'une langueur monotone.

Tout suffocant
et blême,
quand
sonne l'heure.
je me souviens des jours anciens,
et je pleure...

Et je m'en vais

au vent mauvais

qui m'emporte
de çà, de là,
pareil à la feuille morte...


Paul Verlaine, Chansons d'Automne

 
Street Art

What inspires me now? Reading Noam Chomsky.
I feel like Neo after swallowing the pill everytime I read his work.

Jorge Rodriguez-Gerada / Woolster Collective
 
Uma maneira simples

Jenkins, o cão, parou no cimo da colina e sentiu o primeiro vento universal percorrer a terra.
Lá em baixo a encosta que descia até ao rio, vestia-se com o negro e o cinzento das árvores despidas de folhas.

A Nordeste erguia-se a forma sombria, o antro de maldade a que chamavam o “Edifício”. Uma construção que crescia sem parar, tecida no cérebro das formigas, construída com um objectivo, uma finalidade que só as formigas podiam revelar.

Mas havia uma maneira de lidar com as formigas.
A maneira humana.

A maneira que John Webster, o humano, lhe ensinara depois de dez mil anos de sono.
Uma maneira simples e radical, uma maneira brutal mas eficaz.
Pegava-se num bocado de xarope muito doce, para atrair as formigas, e juntava-se-lhe uma boa dose de veneno – um veneno lento, para não actuar com muita rapidez.

Uma maneira simples.
Com a diferença de que era preciso saber química, e os cães não sabiam química.
Com a diferença de que era preciso matar, e já não se matava ninguém.

Nem as pulgas, e os cães estavam empestados de pulgas.
Nem as formigas… e as formigas ameaçavam expulsar os cães do mundo a que chamavam Terra Natal.
Há pouco mais ou menos cinco mil anos que não havia mortes provocadas.
A ideia de matar tinha desaparecido do pensamento de todos os seres.

“E é melhor assim”, murmurou Jenkins. “É melhor perder-se um mundo a ter que voltar a matar.”

Voltou-se vagarosamente e desceu a colina.
“Homer ficará desapontado”, disse de si para si.
“Terrivelmente desapontado quando descobrir que os Websters não conhecem nenhum meio para fazer parar as formigas…”


Clifford D. Simak, City, Gnome, 1952
22.9.05
 
Mátria

Anésia Manjate (Moçambique)

Não vou dizer que "a minha pátria é a língua portuguesa".
Não repetirei a frase de Bernardo Soares.


Prefiro falar de uma língua e diferentes culturas (...).
Uma língua que é, de certo modo, inseparável de um processo histórico de criação de nações.

Antes de ser Estado, Portugal foi trova, cantar de amigo, flor de verde pinho, menina e moça de Bernardim.
E também "o sol é grande" e o "comigo me desavim", de Sá de Miranda.
E sobretudo Camões, a lírica e Os Lusíadas, esse poema fundador, que é um verdadeiro acto de soberania espiritual. (...)

Eu creio que pela mediação da poesia os poetas fundaram os povos.
E os povos fundaram a língua.
E a língua fundou as nações.
Uma língua e diferentes culturas.
É essa a nossa riqueza.

Uma língua em que as vogais não têm todas a mesma cor.
Para já não entrar nas consoantes que, em Portugal, como se sabe, assobiam, na África cantam e no Brasil dançam.
Temos um língua com vogais multicolores e consoantes sibilantes, ondeantes e até serpenteantes.

Manuel Alegre, Conferência Língua Portuguesa, Expolíngua 2003


21.9.05
 
Não vos esqueci

Simon Wiesenthal Center

No intimo do coração Humano mora um Ódio antigo; inteligente; sádico; feroz.
Hitler e Stalin não morreram.
Vivem conosco, e aguardam;
aguardam apenas uma oportunidade para emergir.

Qualquer ideologia, qualquer religião,
pode ser manipulada, seduzida, transformada,
para que surja de novo o Inferno,
em qualquer lugar, a qualquer momento.
 
A Pátria Peregrina

Gian Paolo Barbieri

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

...

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."

Vinicius de Moraes, Poesia Completa e Prosa,1998

20.9.05
 
Alex Zanardi

Steve Tarrant-Marshal

Este homem foi piloto de formula um, substituido na Lotus, precisamente por Pedro Lamy.
Depois foi duas vezes campeão americano na fórmula CART.
Em 2001 num tremendo acidente em Lausitz, Alemanha, ficou sem pernas do joelho para baixo.

Em 2003 voltou a guiar um carro de corrida especialmente preparado.
Este ano sagrou-se campeão de Italia de Turismo;
No ultimo domingo, na corrida de Istambul para o Campeonato do Mundo de Turismo, venceu a segunda manga e ficou em terceiro no final.

Não tem pernas, tem vontade.
E alegria.



 
A Pátria Épica

Isabelle Lousberg

Maior do que nós, simples mortais, este gigante
foi da glória dum povo o semideus radiante.
Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,
seu torrão dilatou, inóspito montado,
numa pátria...

E que pátria!

...

As cidades defesas
por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas;
e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento,
grimpas de catedrais, zimbórios de convento,
campanários de igreja humilde, erguendo à luz,
num abraço infinito, os dois braços da cruz!
...

E cismava, e cismava... As nuvens eram frotas,
navegando em silêncio a paragens ignotas...
– «Ir com elas...Fugir...Fugir!...» Ûa manhã,
louco, machado em punho, a golpes de titã,
abateu, impiedoso, o roble familiar,
há mil anos guardando o colmo do seu lar.

Abílo de Guerra Junqueiro, Pátria, 1896

19.9.05
 
4/34 - Incapacidade de gerir a vantagem ditou derrota

Record

Nacional 2 Sporting 1
Deivid 47'

Alegrias: 7
Dores: 4

Liedson 3
Deivid 2
Rogério, Luis Loureiro 1

Liga Betandwin.com :)
1º. Porto, Braga, Nacional 10 pts
. Sporting, Belenenses, Rio Ave 9 pts


 
Michael Park

RallyRacingLive

A tragédia voltou ao Mundial de Ralis com a morte de Michael Park (39 anos), navegador de Markko Martin (Peugeot 307).
Despistaram-se na classificativa de Margan, a antepenúltima do Rally de Gales, com o infeliz navegador a suportar do seu lado toda a força do embate numa árvore, não resistindo.
Com Loeb na frente, podendo ficar aqui campeão, a Peugeot retirou-se.
 
Round 12/17 – MotoGP/ Motegi: Capirossi 1

MotoRacingLive

Loris Capirossi ganhou a sua primeira corrida do ano num dramático Grand Prix do Japão, em Motegi;
Max Biaggi liderou parte da prova, mas foi batido pela Ducati, tendo que se contentar com o segundo lugar;
Valentino Rossi bateu em Marco Melandri, caindo e perdendo a oportunidade de se sagrar já campeão do Mundo 2005.

Campeonato do Mundo Moto GP após 12 provas
1º. Valentino Rossi (Yamaha) 261 pontos, 9 vitórias
2º. Max Biaggi (Honda) 149 pontos
3º Collin Edwards (Yamaha) 133 pontos
4º. Marco Melandri (Honda) 126 pontos
5º. Nicky Hayden (Honda) 121 pontos, 1 vitória
6º Loris Capirossi (Ducati) 117 pontos, 1 vitória
7º. Sete Gibernau (Honda) 115 pontos
8º. Alex Barros (Honda) 114 pontos, 1 vitória

 
A Pátria Imperiosa

José Luis Mendes

No balanço geral de cada época, o Patriotismo espera ter mais razões de orgulho do que de mágoa, e encontrar um saldo positivo ao serviço do género humano.

A gesta dos descobrimentos, a unificação do globo, o desbravamento da África, a construção do Brasil, a angiografia, os primórdios da antropologia, o método experimental, são a Pátria.
Também as brutalidades cometidas no Oriente, as entradas contra os índios, o trabalho forçado, a escravidão, os traidores de 1580, os heróis de 1640, e os desertores e os mortos da década de 60.

Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece.
Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la.

Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela.
A Pátria não é um estribo.
A Pátria não é um acidente.
A Pátria não é uma ocasião.
A Pátria não é um peso.
A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber.

Adriano Moreira, O Novíssimo Príncipe, 1976


18.9.05
 
Fora de moda

Maria São Miguel

Desafiou-nos o JPN há tempos para catar palavras-silencio.
Palavras que não possam ser pronunciadas sem que se sinta um enorme silencio escavado no seu interior.

A Teoria da Comunicação ensina-nos que cada palavra (significante) transmite ideias (significado) e que à combinação de ambos chamamos signo.
Por sua vez, à combinação de signos utilizada numa transmissão chamamos código, e a comunicação só existe se o receptor souber descodificar a mensagem do emissor.
Caso contrário fica só o silencio dentro de palavras ôcas, como na imagem do JPN, a casca das àrvores mortas escondem vazios.

Ora no domínio da Politica não é dificil encontrar palavras ôcas.
Todas as ideologias cunham termos que lhes servem de identificação, e que com o tempo nos vão dispensando de pensar; até alguém definiu Ideologia como um sistema de ideias que já não é pensado por ninguém.

E qualquer que seja o Poder, quando consegue capturar os instrumentos de comunicação, torna o discurso politico se selectivo, empregando palavras que lhe são úteis, dispensando e até demonizando as que o contrariam.
Nos tempos de Abril todos se reclamavam do Socialismo, como hoje se afirmam da Democracia.
Alguns signos politicos, como por exemplo os Direitos, num uso excessivo e indescriminado, perdem significado como que por inundação.
Outros, como por exemplo os Deveres, vão-se degradando e escondendo envergonhados.

Diz Adriano Moreira que , no discurso político "o que se esconde está em luta com o que se ostenta".

Entre as palavras-silencio de agora - que não se podem pronunciar sem que se sinta um enorme silencio escavado no seu interior - uma me é cara; já recebeu veneração durante séculos, mas hoje é omitida: a palavra Pátria.
Apesar do Patriotismo ser o mais sólido componente do Consenso, em que se funda uma nação, contra ele jogaram dois factores:

- Nos tempos de Abril, foi confundido (intencionalmente) com Nacionalismos autoritários do passado, que o tinham usurpado e utilizado.

- Nos tempos de agora, é ignorado pela cultura do singular, que faz do partido, do grupo, do clube e até do próprio interessado o protagonista de toda a cena, promovendo diferenças e erodindo os consensos, que são o cimento das nações.

Para quem viveu a vida na convicção do amor à Pátria, e considera o Patriotismo um dos valores essenciais da Cidadania, o silencio que transforma ôca a palavra é dramático.
17.9.05
 
Dancing in red

Ferrari World

Quando, dentro dos seus 12 cilindros, acoplados num V de 65º, o movimento de vai-vém dos embolos atinge as 5.500 rotações por minuto, ela explode com a energia de 520 cavalos!

Na alegria máxima o seu torque desloca 48 Kgm.

Tem discos ventilados e tracção traseira.

A ignição é alemã, mas nasceu em Italia em 1995.
Chama-se F 50

Vestida na Casa Pininfarina.

Impressionante... não?!


16.9.05
 
A ideia

DN online

Resta evidentemente o espectro de um Cavaco autoritário e "gaullista", pronto a subverter a República e a politicagem.

Há no entanto um perigo nisso: e se o País gosta da ideia?

(Vasco Pulido Valente, Público 16/09/05)
 
Lost Art

Estilos de vida perspectivados em imagens.
Site criado por Louise Chin e Ignácio Aronovich.

A idéia é que você se perca...


 
A Celebration of Street Art


Wooster Collective é um grupo de artistas de Manhattan formado em 2002.

Criaram este Blog para exibir de uma das "Street Arts" mais globais: os "graffiti" que cobrem paredes nas urbes de todo o mundo;

Evidentes "crimes" de lesa-majestade, mas confessemos... com muito estilo!


15.9.05
 
O Princípio da Maioria

European Parliament / Faces of Solidarnosc Exposition

A regra da maioria não se esgota (nem nasceu) na democracia e na esfera do político.

Em qualquer sistema não monárquico – por exemplo, numa República Aristocrática – assim como em qualquer comunidade religiosa e em qualquer associação privada ou em qualquer actividade comercial, as decisões têm que ser tomadas à pluralidade de votos.
Salvo o consenso ou, a título excepcional, o sorteio, a vontade corresponde a qualquer colégio ou assembleia, de harmonia com as respectivas normas jurídicas.

A estas situações aplicam-se mutatis mutandis quer a fundamentação, quer os princípios próprios de um processo democrático.


A diferença está em que, em Democracia, a Liberdade e a Igualdade são de todos os cidadãos, e não uma liberdade e uma igualdade aristocrática, ou entre irmãos da mesma comunidade, ou entre privados.

Ou seja: se a democracia envolve o princípio da maioria, é muito mais do que princípio da maioria.

Jorge Miranda, Ciência Politica – formas de governo, Lisboa 1996


14.9.05
 
Democracia e Princípio Republicano

Bartholdi Statue of Liberty

A propósito desta saborosa conversa sobre o palavreado presidencial, encontrámos no Prof. Miranda algum aconchego e firmeza conceptual, que se transcreve em seguida:

A contraposição entre monarquia e república no século XX deixou de se situar, no campo das formas de governo, para, quando muito, se deslocar para o das formas institucionais.

Tanto são democracias representativas hoje a Grã-Bretanha ou a Espanha como a França ou Portugal.

Não quer isto dizer que a divergência entre uma ou outra seja de natureza afectiva ou simbólica, que apenas tenha que ver com tradições de cultura politica, ou com efeitos de imagem interna, ou externa decorrentes da instituição de Chefia do Estado, ou de outras conexas.
Ela também acarreta consequências importantes a nível de sistema de governo.

A subsistência da Coroa, com efeito, evita o contraditório político à volta do Chefe do Estado, dispensando, por definição, a realização de eleições para o cargo.

Em contrapartida, reduz o leque possível de sistemas de governo, porque, obviamente, não sendo admissível atribuir ao rei em monarquia constitucional sujeita ao princípio democrático uma função de impulsão política, o único sistema de governo com ela compatível é o parlamentar:

A República pode ser presidencial, parlamentar, directorial, semi-presidencial;

A Monarquia só pode ser parlamentar.

Para além deste aspecto, pode ainda, contudo, encarar-se a república numa perspectiva algo diversa – na perspectiva de uma democracia mais exigente e qualificada.

Sendo nela o Poder do Povo e constituindo o Povo cidadãos livres e iguais, procura-se levar esta ideia até ao fim, em total coerência.

Pois, se a proscrição da hereditariedade se justifica por isso, então outras consequências poderão e deverão estar-lhe ligadas, em nome do mesmo princípio – do Principio Republicano.

Não se trata apenas de eleger, e de eleger periodicamente;
Trata-se de eleger todos os titulares de todos os órgãos políticos;

E trata-se também, desde logo, de banir quaisquer desigualdades, designadamente quaisquer privilégios de nascimento.

Mas mais, o Princípio Republicano postula:

a) A configuração de todos os cargos de Estado, políticos e não políticos, em termos de um estatuto jurídico traduzido em situações funcionais, e não em direitos subjectivos stricto sensu ou, muito menos, em privilégios.
b) A temporalidade de todos os cargos do Estado, políticos e não políticos, electivos e não electivos.
c) Consequentemente, a proibição quer de cargos hereditários, quer de cargos vitalícios, quer mesmo de cargos de duração indeterminada.
d) A duração curta de cargos políticos.
e) A limitação da designação para novos mandatos (ou do numero de mandatos que a mesma pessoa pode exercer sucessivamente), devendo entender-se a renovação assim propiciada tanto um meio de prevenir a personalização e o abuso do poder, como uma via para abrir as respectivas magistraturas ao maior numero de cidadãos.
f) Após o exercício dos cargos, a não conservação ou a não atribuição aos antigos titulares de direitos não conferidos aos cidadãos em geral (e que redundariam em privilégios).
g) A não sucessão imediata no mesmo cargo do conjugue ou de qualquer parente ou afim próximo.

(Jorge Miranda, Ciência Politica – formas de governo, Lisboa 1996, pág 162)


13.9.05
 
Dos Guerreiros

Saving Private Ryan

Um dos vários fundamentos da sociedade, que no nosso tempo se vai esvaindo, parece ser o Valor Militar.

Um exército nacional é uma Instituição no sentido rigoroso do termo, um conjunto de homens aos quais se confiam os meios supremos de coagir, matando e morrendo até.


Participam, votando como cidadãos, mas obedecem como servidores, enquanto soldados.
A Nação não está ao seu serviço, são eles o instrumento, são eles que estão ao serviço.
Não podem constituir um corpo separado das outras instituições por especiais privilégios, podem é diferenciar-se pelo dever específico de arriscar a vida, que é a sua condição.

Daí a deferência especial que os militares merecem dos povos; nas palavras de Adriano Moreira são olhados “como tendo adoptado um modo de morte, quando as circunstancias o exigirem, e não como tendo escolhido um modo de vida, entre outros possíveis.”
Por isso também, em conjunturas graves, se aceita que a Instituição Militar exerça directamente o Poder.

Mas a vida normal das nações, não decorre por esses picos de desafio.
O quotidiano, é definido numa Constituição que conta com a obediência da Instituição Militar ao governo.
Essa obediencia militar, assenta antes de tudo, na legitimidade do Poder, que é a sua condição.

Os guerreiros descontentes, têm normalmente três escolhas:
- Obedecer a quem o Soberano delegou
- Abandonar a famigerada Carreira das Armas
- Pronunciarem-se, tomando o Poder nas mãos (porque "podem", essa é a diferença)

A ultima opção, aconteceu em Abril de 1974, após mais de uma década de guerra, para que o Estado se submete-se ao Direito.
Agora, já não é opção, e só as duas primeiras são legítimas.


12.9.05
 
O Rosto de Deus

Rob Rowles

Não conhecia o amor.
Ouvira dizer que existia, mas não tinha bem a certeza.
E no entanto pressentia que só podia vir assim, quando a solidão era desmedida, e que depois nos deixava sózinhos de novo.

Ana Teresa Pereira, Até que a morte nos separe, Relógio d'Água 2000
11.9.05
 
Round 16/19 - GP Belgica F1/ Spa-Francorchamps: Raikkonen 6

Autosport

Juan Manuel Fangio dizia que havia três sítios no Mundo, onde só os excepcionais ganhavam: nas lentas, mas implacáveis, ruas do Mónaco; nos 22 Km de montanha do antigo Nurburgring, com 172 curvas por cada volta, em que podia chover numa ponta e fazer sol na outra; e nas rapidíssimas rectas de Spa.

Nunca estive no circuito das Ardenas, e no entanto vejo aquela pista, vejo o gancho de La Source asseguir à meta, a rápida Eau Rouge, a difícil de Malmédy, depois Stavelot e a chuva a bater, a nuvem de àgua numa descida de perder o folego (há uma assim em Vila Real, na Timpeira)...
Circuito rápido (médias acima de 200 km/h) muitas vezes molhado, era antigamente extremamente perigoso; o grande Stewart, teve lá o seu mais grave acidente (à chuva) e sempre o temeu.

Foi nessa pista escorregadia, traiçoeira que o Tiago fez a melhor prova que lhe vi. Lutou com gente melhor equipada (o EJ 15B parece dar frutos), entre os quais um ex-campeão do Mundo (Villeneuve), e pontuou novamente () no seu 16º Grand Prix finalizado.
Desta vez foram vinte à partida e quinze à chegada.

"Sabendo que existem neste momento muitos «cabeçudos» com dores de estômago, provocada pela indigestão de ontem à tarde...
O novo Jordan terá o patrocínio do Ben-u-ron, Kompensan e Aspegic, embora não sirva de cura à muita estupidez e imbecilidade que reina no país da inveja..." Comment do V10 no Autosport

Quem ainda pensa que ele tem pouco valor, que ponha os olhos nos chefes de equipa do Grande Circo; todos o vieram felicitar.

Raikonnen entretanto, venceu à vontade ( 306,9 km em 1 hora e 30 minutos à média de 204 km/h) enquanto Alonso ficou em segundo, a seis pontos de ser o campeão mais jovem (24 anos) da História da Formula Um.

Kimi, o mais rápido do momento, já nada pode contra a regularidade do espanhol, e paga agora a factura das falhas do início.

Campeonato do Mundo de Condutores após 16 provas
1º Fernando Alonso (Renault) 111 pontos, 6 vitórias
2º Kimi Raikkonen (McLaren Mercedes) 86 pontos, 6 vitórias
3º Michael Schumacher (Ferrari) 55 pontos, 1 vitória
4º Juan Pablo Montoya (McLaren Mercedes) 50 pontos, 2 vitórias
5º Jarno Trulli (Toyota) 43 pontos
6º Giancarlo Fisichella (Renault) 41 pontos, 1 vitória


15º Tiago Monteiro (Jordan Toyota) 7 pontos
10.9.05
 
3/34 - O Benfica teve sorte

SCP

Sporting 2 Benfica 1
Luis Loureiro 38'
Liedson 75'


Alegrias: 6
Dores: 2

Liedson 3
Rogério, Deivid, Luis Loureiro 1


Liga Betandwin.com :)
. Porto, Braga, Sporting 9 pts

 
Só mais uma...

Uma vitória em Motegi (Japão), é tudo o que falta agora, para Valentino conquistar o seu segundo título de Campeão do Mundo com a Yamaha.

Round 11/17 – MotoGP/ Brno: Rossi 9


Depois de uma luta de gigantes toda a corrida, Gibernau voltou a desaparecer (sem gasolina, desta vez) e Valentino Rossi voltou a impor-se, na nona vitória em onze provas, fazendo 118 km em 43 minutos à média de 162 km/h.

Loris Capirossi depois de ter rodado em sexto, conseguiu o segundo lugar para a Ducati;

O sr. Brno ("Mad" Max), no que parecia um péssimo fim-de-semana, após ter rodado em nono, encontrou ritmo depois de meia corrida, levando a cabo uma recuperação que passou por Marco Melandri, pelo seu colega de equipa Nicky Hayden, e por fim por Alex Barros na última volta, para concluir um pódio totalmente italiano no Grande Prémio da República Checa.

Campeonato do Mundo Moto GP após 11 provas

1º. Valentino Rossi (Yamaha) 261 pontos, 9 vitórias
2º. Max Biaggi (Honda) 129 pontos
3º. Marco Melandri (Honda) 126 pontos
4º. Clolin Edwards (Yamaha) 123 pontos
5º. Sete Gibernau (Honda) 115 pontos
6º. Alex Barros (Honda) 114 pontos, 1 vitória
7º. Nicky Hayden (Honda) 112 pontos, 1 vitória


Round 10/17 – MotoGP/ Sachsenring: Rossi 8


Round 9/17 – MotoGP/ Donington Park: Rossi 7


Round 8/17 – MotoGP/ Laguna Seca: Hayden 1

 
Realismo integral

Margarida Delgado

Contra factos, não há argumentos.

Os factos ganham sempre, porque não se pode discutir com eles.

9.9.05
 
Cani Cultura 4


Além de cidade, outro conceito que o leitor achará estranho é a ideia de "Guerra" ou de matar, por ser inteiramente alheio à nossa escala de valores.
Matar é um processo, a que vulgarmente se juntava o uso da violência, pelo qual um ser vivo tira a vida a outro ser vivo.
A Guerra, segundo se crê, seria uma matança em massa e numa escala de todo inconcebível.

Rover, no seu já citado estudo sobre a lenda, afirma que os contos são muito mais primitivos do que geralmente se supõe;
É sua convicção que conceitos como o de guerra e de matar nunca poderiam ter surgido na nossa cultura actual, e devem pois procurar-se as raízes numa era anterior, caracterizada por uma selvajaria que apenas se pode imaginar, pois não existe documento em que se possa apoiar a tese da sua existência.


Clifford D. Simak, City, Gnome, 1952
8.9.05
 
Cani Cutura 3

Mario De Biasi

Dominando todo o conto o que nos aparece é o conceito de "Cidade".
Embora se não chegue a compreender perfeitamente o que é (ou porque é) uma cidade, aceita-se, de uma maneira geral, que deveria ter sido uma pequena área onde vivia um grande número de seres.

Algumas autoridades em economia e sociologia sustentam que uma organização como a cidade é uma estrutura impossível, tanto do ponto de vista económico, como dos pontos de vista sociológico e psicológico.
Afirmam que nenhum ser, com a estrutura nervosa necessária para poder desenvolver uma cultura, poderia residir dentro de uma área tão restrita.

O resultado – concluem aquelas autoridades – seria uma neurose colectiva que num curto espaço de tempo, destruiria a cultura que construíra a cidade.

Clifford D. Simak, City, Gnome 1952
7.9.05
 
Cani Cultura 2

Colleen Gjefle

Evidentemente que a pergunta fundamental é se alguma vez existiu um ser chamado “Homem”.
Presentemente, na ausência de provas positivas, o raciocínio prudente leva-nos a concluir que não existiu e que o Homem, tal como é apresentado na lenda, é um produto da imaginação popular.

Contudo apesar destas conclusões prudentes, há quem veja no Homem um deus antigo, um visitante de uma terra ou dimensão mística que chegou, deu a sua ajuda e depois regressou ao ignoto.

Há ainda outros que acreditam que o Homem e o Cão cresceram simultaneamente como dois animais cooperadores que podem ter sido complementares no desenvolvimento de formas culturais, mas que em certa altura, já perdida no tempo, os seus caminhos se diferenciaram.

Entre todos os factores dos contos (e são bastantes), o mais confrangedor é a sugestão de reverência conferida ao Homem.
É uma reverência que ultrapassa a descuidada adoração do deus tribal, e instintivamente sente-se que está profundamente enraizada nalguma crença ou rito hoje esquecido, envolvendo a Pré-história da nossa raça.


Clifford D. Simak, City, Gnome, 1952
6.9.05
 
Cani Cultura

Estas são as histórias que os cães contam quando as fogueiras ardem e a Nortada sopra com força.
Então cada família reúne-se em volta do seu fogo e os cachorros sentam-se silenciosamente e escutam.
Quando a história termina, fazem muitas perguntas:
- O que é um Homem?
- O que é uma Cidade?
- o que é uma Guerra?

Não há nenhuma resposta positiva para qualquer destas perguntas.
Há suposições, teorias e muitas hipóteses, mas não há respostas.
Nos círculos familiares muitos narradores destas histórias têm-se visto forçados a dar a antiga explicação de que é apenas uma história, que nada há que tenha o nome de “homem” ou “cidade” e que a verdade não se deve procurar num simples conto; um conto aceita-se e é tudo.

A lenda, composta de oito contos, tem sido narrada durante inúmeros séculos.
A afirmação de alguns escritores de que é antiga e, em certa medida, de origem não canina resulta da abundância de falatório que acompanha os contos – palavras, frases e, pior que tudo, ideias – que actualmente não têm significado e talvez nunca tenham tido.


Clifford D. Simak, "City", Gnome 1952 (International Fantasy Award for best science fiction novel, 1953)
5.9.05
 
Recyclage

Mario De Biasi

Ao goso segue a dôr, e o goso a esta.
Ora o vinho bebemos porque é festa,
Ora o vinho bebemos porque ha dôr.
Mas de um e de outro vinho nada resta.

FANP
 
Formula Um: o son(h)o

The Cahier Archive

A Fórmula Um é hoje um desporto tão perfeito, tão perfeito, que perdeu o interesse.
Do primeiro ao último minuto... não acontece nada.
O principal local de ultrapassagem é nas boxes.

Não acho que isso seja ultrapassar.
Prefiro as corridas de MotoGP.
Por quê? Porque não durmo como acontece com corridas de Fórmula Um.

Jacky Ickx
Vice Campeão do Mundo F1 1969/1970
8 Vitórias em Formula Um
6 Vitórias nas 24 Horas de Le Mans
1 Vitória no Paris-Dakar de 1983.


4.9.05
 
Round 15/19 - GP Italia F1/ Monza: Montoya 2


Juan Pablo Montoya venceu hoje o GP de Itália, percorrendo os 306km em 1 hora e 14 minutos (média de 248 km/h).
Fernando Alonso ficou em segundo e mais perto do título.
Kimi Raikkonen, com a “pole position" voltou a ter demasiados azares; o piloto mais rápido do momento, quase não consegue pontuar no Campeonato.

Tiago Monteiro, estreou o novo Jordan EJ15B, e ganhou a ‘sua’ corrida (17º). Quando será a primeira desistência?


Campeonato do Mundo de Condutores após 15 provas
1º Fernando Alonso (Renault) 103 pontos, 6 vitórias
2º Kimi Raikkonen (McLaren Mercedes) 76 pontos, 5 vitórias
3º Michael Schumacher (Ferrari) 55 pontos, 1 vitória
4º Juan Pablo Montoya (McLaren Mercedes) 50 pontos, 2 vitórias
5º Jarno Trulli (Toyota) 43 pontos
6º Giancarlo Fisichella (Renault) 41 pontos, 1 vitória

 
Volantes de ouro

The Cahier Archive

Na Fórmula Um actual, a grandes equipas pagam os melhores a peso de ouro.
Existem estrelas em ascensão e outras cadentes.
No extremo inferior, passa-se o contrário, são equipas com a corda na garganta, que vendem o acesso ao “Grande circo”, tipo “barrigas de aluguer”, pela melhor oferta.
Só há vinte lugares (mais dez para piloto de ensaios)…

Um volante na Formula Um consegue-se assim;
O piloto X tem dinheiro (uns valentes milhões de Euros), e a equipa Y precisa de dinheiro, muito dinheiro.
Então o piloto X, paga e passa a pilotar para a equipa (casos da Minardi e da Jordan).

Primeiro tens de guiar tão bem como os melhores;
Segundo, precisavas de uns cinco a dez milhões de Euros para competir financeiramente por um lugar numa equipa rasca;
Além dos contactos certos, César Torres faz muita falta para dar um empurrãozinho (Lamy foi exemplo).
Terceiro, precisas de ter muita sorte (o terceiro lugar caiu do céu a Monteiro nos USA, é o exemplo) e dar nas vistas, para que no fim da época alguém do Olimpo (Ferrari, Mc Laren, Renault, Toyota) se lembre de ti.
Depois, só depois, pode ainda acontecer que Deus te pegue ao colo e que o talento se transforme em génio.
Não é provável, mas como na Lotaria, para ganhar é preciso jogar…


Segundo a Formula One Magazine, em 2005, os salários anuais em dólares:
01. Michael Schumacher (Ferrari) -- 35 Milhões (mas com contratos extra deve chegar aos 90)
16. Ralf Schumacher (Toyota) ------ 25 Milhões
09. Kimi Raikkonen (Mc Laren) ----- 22 Milhões (+ 1 Milhão por vitória)
10. Juan Pablo Montoya (Mc Laren) 15 Milhões (+ 1 Milhão por vitória)
02. Rubens Barrichello (Ferrari) --- 10 Milhões
17. Jarno Trulli (Toyota) ----------- 10 Milhões
05. Fernando Alonso (Renault) ----- 9 Milhões
06. Giancarlo Fisichella (Renault) - 9 Milhões
03. Jenson Button (BAR) ------------ 8 Milhões
07. Mark Webber (Williams------------ 4 Milhões
11. Jacques Villeneuve (Sauber) ------ 2,5 Milhões
12. Filipe Massa (Sauber) ------------ 2,5 Milhões
04. Tacuma Sato (BAR) -------------- 2 Milhões
14. David Coulthard (Red Bull) ------- 1,5 Milhões (+ 50.000 por vitória)
08. Nick Heidfeld (Williams)---------- 1 Milhão
15. Christian Klein (Red Bull) ----------350.000
18. Narain Karthikeyan (Jordan) ------- 250.000 (retirado ao patrocínio)
19. Tiago Monteiro (Jordan) ----------- 250.000 (retirado ao patrocínio)
20. Christian Albers (Minardi) --------- 250.000 (retirado ao patrocínio)
21. Robert Durnboos (Minardi) -------- 250.000 (retirado ao
patrocínio
)


3.9.05
 
Cão como nós

Becky, jovem neta e um dos seis orgulhos meus

Cão bonito, dizia eu, em momentos raros.
E era um acontecimento lá em casa.
Os filhos como que se reconciliavam comigo, minha mulher sorria, o cão começava por ficar surpreendido e depois reagia com excesso de euforia, o que por vezes me fazia arrepender da expressão carinhosa.

Cão bonito.
E ei-lo aos pulos, a dar ao rabo, a correr a casa toda.
Manuel Alegre


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