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La force des choses
3.11.05
 
Frátria

Artafrica

Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões (...)
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria
(Caetano Veloso)


A comunicação só existe se o receptor de uma mensagem a souber descodificar, isto é, se souber atribuir significado à combinação de sinais (código) recebidos.
Caso contrário o silêncio escava o interior dos sinais-palavras; na bonita imagem do JPN as palavras ficam ocas como a casca de árvores mortas, escondendo vazios.

Mas noutros casos, não foi bem o significado que se esvaziou, foi sim substituído e mudou para algo tão cruel que dizer também provoca silêncios, silêncios de medo e repulsa.
De algum modo é isso que se passa com a “malfadada” palavra Pátria.
Tentei mostrar como o significante foi adquirindo diferentes significados ao longo do passado: o da epopeia, o do império, o da saudade e o da cultura.

Mas a verdade é que o desafio das palavras-silencio ficou-me cá atravessado e apetece-me de voltar ao assunto.
Sei que contra mim tenho muitos, a começar pelo grande Norberto Bobbio: “O Nacionalismo não representa a degeneração do princípio nacional, e sim a sua consequência necessária”

Com todo o respeito, sustento o contrário, o nacionalismo não é consequência mas sim degeneração da Pátria feita por demagogias carismáticas.
O sentimento nacional não nasceu espontaneamente; foi construído por reis com conquistas e fronteiras, mas também por uma história, uma língua e uma vivência comum.
Sobre esses valores, no alvor das nações, cresceram outros: a Liberdade e a Solidariedade no amor à Pátria comum.

Depois vieram as pulsões dos nacionalismos do século XX capturar o significado, e substituir amor por fanatismo, confiança por mentira, liberdade por ofensa e acima de tudo exaltar o desprezo pelo estrangeiro como se de uma virtude se tratasse.
Mas os milhões de russos que morreram contra os invasores alemães, ou os milhões de alemães que morreram no refluxo da maré da guerra mundial, fizeram-no para defender a Pátria dos seus filhos, não para sustentar as teses nazis ou estalinistas.

É que o Patriotismo gera consenso, enquanto o Nacionalismo só gerou exclusão e egoísmos.
E eu não me resigno (como dizia o outro), sou patriota e não sou nacionalista.
Hoje, a minha Pátria tem dois braços, um fala português e o outro diz-se europeu;
A minha Pátria é um abraço, não é um empurrão.


Comments:
CBS, por favor, publique o que está no meu blog no último post. É só publicar e fazer "click" e
ajuda chega. Obrigadinho, até já !
 
gostei muito de ler o seu post e identifico-me completamente com o que está escrito.
um abraço
graziela
 
caramba...

como me sinto assim...

"Hoje, a minha Pátria tem dois braços, um fala português e o outro diz-se europeu;
A minha Pátria é um abraço, não é um empurrão."
 
um abração pra ti Che,
e outro pró Manneken-pis.
;)
 
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